Assoeva pega Corinthians nas semifinais da LNF, com 1º jogo em Venâncio

Janine Niedermeyer
novembro06/ 2016

Estão estabelecidos os duelos das semifinais da Liga Nacional de Futsal 2016. Com a classificação do Copagril de Marechal Cândido Rondon do Paraná, na tarde deste domingo, 6, a Assoeva terminou em 3º no Índice Técnico Geral em sua somatória, atrás do próprio Copagril e do Corinthians, e o Magnus de Sorocaba em 4º no geral dos semifinalistas.

Dessa forma, o regulamento prevê que o time de Venâncio fará seu 1º jogo em Venâncio, dia 14 (segunda-feira) às 20h e 2º jogo dia 27 de novembro (domingo) às 11h em São Paulo. Todos esses duelos vão ter a transmissão do canal SporTV.

O Corinthians (SP) eliminou o Atlântico de Erechim e o Magnus do craque Falcão, deixou para trás a Intelli de Orlândia. Neste domingo, 6, o Copagril perdeu no tempo regulamentar por 4×1 para o Floripa, em Marechal Cândido Rondon. Como no primeiro jogo o Copagril venceu por 6×3 em Santa Catarina, o duelo foi para prorrogação, que terminou em 1×1. Na cobrança das penalidades, o time paranaense foi melhor e venceu por 6×5.

Lembrando que a Assoeva chega as semifinais deixando para trás Concórdia e Joinville, nessa fase de playoffs.

COP7 inicia nesta segunda e credenciamento é a primeira barreira

Guilherme Siebeneichler
novembro06/ 2016

A exemplo do que ocorreu em Moscou, na Rússia, na COP6, a participação da imprensa, observadores e inclusive delegados indicados pelos governos dos 181 países participantes, segue sendo uma incógnita na 7ª Conferência das Partes da Convenção-Quadro para o Controle do Tabaco. A informação divulgada atualmente é de que um pente-fino será realizado nas credenciais para evitar a participação de representantes da indústria do tabaco.

Para representantes da cadeia produtiva da tabaco, este pode ser um ato de censura e controle da imprensa. Já o secretariado da COP7 classifica a medida como necessária para evitar interesses econômicos nas discussões de controle do tabagismo.

O credenciamento do público e imprensa iniciou neste domingo e segue na segunda-feira, 7. Materiais de divulgação do evento apontam para a suspensão da participação de representantes dos produtores de tabaco, deputados e lideranças sindicais. As confirmações sobre as participações e relações da delegação oficial brasileira com os representantes do setor do tabaco.

PROTESTO

Os produtores de tabaco da Índia organizam protestos na frente do local do evento, na cidade de Greater Noida. Com isso, forças de segurança estivem em frente ao espaço para garantir a ordem. O inicio da COP7 promete ser tenso. Entidades representativas querem garantir participação nas discussões deste ano.

AFUBRA

Representando a Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra), o presidente Benício Werner e o secretário do Romeu Schneider buscaram garantir participação como público, porém, não obtiveram credenciamento. A coordenação da conferência afirmou que neste ano não serão concedidos acessos ao público. O grupo era tentar novamente nesta segunda-feira, garantir participação dos representantes do produtores de tabaco

Novo capítulo administrativo do Guarani ainda em espera

Janine Niedermeyer
novembro06/ 2016

Se no futebol existe a tríplice coroa, com a conquista de três troféus por um mesmo clube em uma mesma temporada, José Ademar Melchior, o Zecão, pode celebrar em 2016 sua tríplice liderança. Atual presidente da
Câmara de Vereadores, o parlamentar também assumiu por 13 dias como prefeito de Venâncio Aires e, ainda em novembro, tudo se encaminha para presidir o Esporte Clube Guarani.

No entanto, retornar ao posto de líder da equipe passa por questões que não dependem somente de vontade. Conforme Zecão, as negociações com a nova gestão da Prefeitura a partir de 2017 vão nortear sua decisão em
aceitar ou não o cargo no rubro-negro, onde foi presidente na conquista do Campeonato Gaúcho de 2002.

CONDIÇÕES
“Como nos próximos quatro anos eu não vou participar da política, então acho que me sobra um tempo para assumir o Guarani. Mas isso depende também do apoio do Executivo. Sabemos que a Federação Gaúcha repassa R$ 100 mil para os clubes da 2ª divisão, tem a venda de patrocínios da camiseta, mas isso não chega. Precisamos de um auxílio do Executivo Municipal para que o Guarani possa fazer uma equipe para poder brigar”, frisa Zecão.

Ao falar sobre prazos para que essas definições ocorram, o parlamentar afirmou que espera ver a situação definida o quanto antes.

“Em relação ao prazo, eu acho que cada dia que passa, ele fica mais escasso, pois já tem clubes contratando jogadores, treinador e quem larga na frente sempre consegue fazer um plantel mais qualificado. É algo que não podemos esperar muito, a gente precisa agilizar um pouco”.

A expectativa é bater o martelo no retorno do prefeito eleito Giovane Wickert, de Brasília, para que se saibam valores no qual o Executivo poderá auxiliar. “As administrações anteriores, tanto do Maciel Marasca, quanto do Luiz Assmann Jr., praticamente zeraram as contas do Guarani e temos condição agora de poder brigar para subir”, conclui Zecão.

Foto: Maicon Nieland/ Arquivo Olá

Repasse de emendas parlamentares em atraso no município

Janine Niedermeyer
novembro06/ 2016

Mesmo tentando evitar o cenário de obras paralisadas no município, as contas federais não fecham e atrasam os repasses para investimentos realizados por meio de emendas parlamentares. Segundo levantamento da Central de Projetos da prefeitura de Venâncio Aires, atualmente cinco investimentos públicos estão com recursos atrasados.

A situação não é realidade só da Capital do Chimarrão. Na última semana, a Confederação Nacional dos Municípios (CNM) divulgou levantamento indicando que, das emendas impositivas, apenas 13,5% chegaram as Prefeituras em 2015. Mesmo com a obrigatoriedade, dos R$ 6,1 bilhões autorizados, apenas R$ 828,3 milhões foram efetivamente
pagos.

Segundo a secretária de Obras e Serviços Pública, coordenadora da Central de Projetos, a situação econômica do país atingiu os repasses por meio de indicações parlametares. Deizimara Souza lembra que a maior parte das obras realizadas com recursos de emendas só saem do papel após depósito de 50% do valor.

“A ordem de início das obras só vale a partir deste percentual. Claramente vemos que o orçamento impositivo, promessa do governo para garantir as emendas, não teve resultado e seguimos o modelo do passado, em que o recurso não chega até os municípios”.

Entre os investimentos realizados com emendas parlamentares estão a pavimentação asfáltica de ruas de Vila Mariante, conclusão da Rota do Chimarrão, reforma das praças centrais e término do ginásio de Linha Magueirão. Este último é o caso mais emblemático, com 95,41% concluídas, não há prazo para o repasse final de recursos para entrega da edificação.

Situação dos convênios, informados pela Prefeitura:
Ginásio da Linha Cachoeira – 80% do valor já depositado pela União e 94,60% da obra concluída;
Ginásio de Mangueirão – 50% do valor depositado e 55,8% da obra fi nalizada;
Rota do Chimarrão – 50% do valor repassado e 75,49% em andamento;
Revitalização das praças – 50% já depositado pelo Governo Federal e obra em 24,85%;
Reinaldo Schmaedcke – 50% depositado pela União e obra em 40,81%;
Pista de Atletismo e Pavimentações em Mariante – Empresas já contratadas.

Leia matéria completa na edição impressa do Olá Jornal de sábado, 5, ou na versão online!

Equipe Gefisul parte neste domingo rumo à primeira Eco-marathon da Shell

Janine Niedermeyer
novembro05/ 2016

O kartódromo Granja Viana em Cotia, São Paulo, vai sediar três dias de uma maratona ‘limpa’. Organizada pela Shell, a Eco-Marathon Brasil vai de 8 a 10 de novembro e entre as equipes que vão circular pela pista, o Gefisul do Instituto Federal Sul-rio-grandense (IFSul), campus Venâncio Aires integra o evento com seu protótipo elétrico.

Com uma cobertura in loco, o Olá Jornal foi convidado a estar presente e vai trazer detalhes da programação direto da região metropolitana de São Paulo, através do repórter Maicon Nieland. Quem sabe contar bem a evolução dos veículos do IFSul ao longo dos últimos anos é o estudante Andrei Samuel Farsen do curso técnico de Refrigeração
e Climatização.

Ele se envolve diretamente nos processos de construção dos chassis, carenagem, fabricação de peças, montagens e a manutenção geral. “Meu trabalho concentra-se na parte prática e de planejamento do projeto”. Com 19 anos, Andrei participa pela última vez, mas está envolvido desde o primeiro carro confeccionado e lá já se vão seis protótipos.

“Quando estava no 1º ano do ensino médio, o professor Luciano Porto de Lima, começou a organizar uma equipe de estudantes, convidou eu e mais alguns integrantes, apresentou a proposta e construímos um primeiro protótipo para competir na época, a Maratona de Eficiência Energética em Curitiba/PR”.

NOVIDADES
Já quem embarca nessa experiência pela primeira vez é o aluno do 1º ano do curso técnico em Informática, Samuel Teixeira, de 15 anos de idade. Além da função específica de ser co-piloto, o jovem conta que colabora de modo mais direto na tradução de regulamentos e documentos “Eles vêm em inglês, então, nós alunos que fizemos parte do projeto sabemos falar inglês, fica a nosso encargo”.

Ele conta que teve a oportunidade de ingressar no projeto quando o professor e coordenador do curso de eletromecânica, Jordan Trapp passou nas salas à procura de quem tivesse como características ser pequeno, magro e
soubesse falar inglês.

Andrei e Samuel embarcam para Cotia, ao lado dos colegas Junior Henrique da Silva (Aluno 4º ano Refrigeração); Eduarda Hackenhaar e Eduardo Mendes da Silva (ambos do 1º ano de Informática) e Carolina Santos Lima (Aluna 4º ano Informática), assim como os professores Jordan Trapp e Juliano Poleze.

A matéria completa está disponível na edição impressa ou online deste sábado, 5. 

No Top 4 da Liga Nacional, Assoeva tem campanha histórica no futsal

Janine Niedermeyer
novembro05/ 2016

O atual elenco da Assoeva/Unisc/ALM escreveu história neste sábado, 5, em Santa Catarina pela Liga Nacional de Futsal, ao visitar o Joinville em jogo de volta das quartas de final. O time treinado por Fernando Malafaia saiu com a classificação para a próxima fase da competição nacional.

O Joinville havia vencido o primeiro jogo em Venâncio Aires por 3×2 e com isso tinha a vantagem do empate no tempo normal. Jogando com o resultado, a equipe catarinense valorizou a posso de bola no primeiro e a Assoeva arriscando nos contra golpes. Partida muito equilibrada e poucas chances de gol, levando o jogo para o segundo tempo com o placar zerado.

Vitória no tempo normal

Na segunda etapa, a Assoeva foi para cima em busca do gol e em uma bela jogada do Genaro marcou para os visitantes. Com o placar adverso, o Joinville foi atrás do empate, e em uma bela troca de passes rápidos, Fellipe Mello, que não jogava a mais de um mês, empatou para os donos da casa.

Porém, a Assoeva seguiu buscando a vitória e em jogava de bola parada, Thiaguinho bateu rasteiro, a bola desviou em Leco, e Valdin, do lado trave, empurrou para gol. O Joinville bem que tentou o goleiro linha nos minutos finais, criou boas oportunidades, mas não conseguiu empatar, levando o jogo para a prorrogação.

As duas equipes procuraram valorizar muito a posse de bola durante a prorrogação e não se arriscaram muito. No final do segundo tempo, o Joinville, já com cinco faltas, precisava manter a bola em seus pés e arriscou um goleiro linha. A Assoeva mais uma vez se defendeu muito bem e segurou o empate sem gols. Era tudo ou nada nas penalidades.

Penalidades

Os visitantes começaram batendo e nas primeiras três cobranças de cada lado, todos marcaram: Valdin, Thiaguinho e Genaro para a Assoeva, e Xuxa, Eka e Alex para o Joinville. Nas cobranças alternadas, Bruno Souza e Teves marcaram novamente para o time de Venâncio Aires.

Leco também marcou para a equipe catarinense e na última cobrança, Fellipe Mello bateu e Quinzinho fez grande defesa, garantido a Assoeva nas semifinais da LNF 2016. Essa já é a melhor colocação do time gaúcho na história da competição, ficando entre os quatro melhores clubes do torneio nacional.

A Liga tem além da Assoeva nas semifinais, o Corinthians (SP) que eliminou o Atlântico de Erechim e o Magnus do craque Falcão, que na tarde deste sábado, 5, empatou em 2×2 com a Intelli e como havia vencido o primeiro duelo por 4×1. Neste domingo, 6, será conhecido o último semifinalista, quando duelam Copagril do Paraná e Floripa, em Marechal Cândido Rondon, a partir do meio-dia. No primeiro jogo o Copagril venceu por 6×3 em Santa Catarina.

Foto: João Lucas Cardoso/ JEC

Posição do Brasil na COP7 também levará em consideração mercado e agricultura, além da saúde

Guilherme Siebeneichler
novembro05/ 2016

Mesmo não divulgando qual será o posicionamento nos debates da 7ª Conferência das Partes da Convenção-Quadro para o Controle do Tabaco, o governo brasileiro já deu pistas da forma que pretende trabalhar. Após encontros com ministros e lideranças políticas, os representantes da cadeia produtiva do tabaco querem maior diálogo e menos prejuízos aos produtores.

Por outro lado, presentantes da Saúde querem que o país avance nas políticas antitabagistas, com aumento de tributos sobre os cigarros e implantação das embalagens genéricas. A COP 7 não tem poder de adicionar novos artigos à convenção, mas pode estabelecer diretrizes para a aplicação do documento, que entrou em vigor em 2005. Além disso, cada país signatário apresenta seus resultados no controle do tabaco.

Segundo o secretário substituo de Política Agrícola, do Ministério da Agricultura, Sávio Pereira, o evento é muito relevante para a agricultura do País, porque o Brasil é o maior exportador mundial de tabaco. “Vamos levar o posicionamento que já está acordado na Convenção Quadro, assinada por seis ministros: não há proibição à produção do tabaco ou restrição a políticas nacionais de apoio aos agricultores que atualmente se dedicam a essa atividade. O Brasil também não apoiará propostas que visem utilizar a normativa como instrumento para práticas discriminatórias ao livre comércio”, afirmou.

De acordo com Pereira, os produtores, na maioria dos casos pequenos agricultores, poderão ser atingidos pelas decisões da Conferência, e o Ministério da Agricultura deve se preocupar com os efeitos negativos sobre a produção rural.A situação econômica do país, aliada a mudança nos rumos do governo federal, são apostas dos representantes do setor para que medidas proibitivas não sejam implantadas.

Região de olho na Conferência das Partes para o Controle do Tabaco

Guilherme Siebeneichler
novembro05/ 2016

O futuro da produção de tabaco está em debate há cada dois ano. Em 2016, a 7ª Conferência das Partes (COP7) da Convenção-Quadro para o Controle do Tabaco (CQCT) ocorre em Nova Delhi, na Índia. Restrições ao plantio, modificações em acordos bilaterais e embalagens genéricas são alguns dos itens em avaliação no tratado global que traça ações conjuntas para os 180 países integrantes.

A delegação brasileira é quem participa das plenárias de discussões durante os seis dias de conferência. O grupo é formado por representantes dos ministérios brasileiros e agências reguladoras. Sendo que os ministérios da Saúde, Agricultura, Relações Exteriores e Casa Civil possuem maior voz entre os membros do país.

O consumo de cigarros é classificado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como epidemia. Aumento de impostos, restrições de crédito para lavouras de fumo e proibições de publicidade são algumas medidas já colocadas em prática, na tentativa de diminuir este consumo. Entretanto, os representantes do setor destacam que estas ações restritivas resultaram no crescimento do comércio ilegal.

Neste ano a realização da convenção ocorre na Índia também pela importância econômica do tabaco no país asiático. Os indianos são os segundo no ranking de exportação do produto, ficando atrás apenas do Brasil. Para garantir diálogo e defender os interesses dos produtores de fumo, deputados, entidades e lideranças políticas foram evento mundial. Apesar dos esforços, a participação do público e imprensa não está garantida pela organização da COP7.

O QUE ESPERAR?

Estarão em debate neste ano na conferência, novamente, as políticas de diversificação das lavouras. Este tema já foi discutido na edição passada, em Moscou na Rússia. Embora este assunto cause preocupação, o debate mais importante, para a indústria, será a retirada do tabaco dos produtos ligados à exportação e que atualmente estão entre os itens de debate da Organização Mundia do Comércio (OMC).

“Este ponto poderá modificar as relações bilaterais do Brasil e da indústria, prejudicando o setor como um todo. O tabaco é um produto mercadológico, e precisa ser mantido neste patamar,” argumenta o secretário da Afubra e conselheiro da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva do Tabaco, Romeu Schneider.

Outro ponto polêmico é a implantação das embalagens genéricas para os produtos derivados do tabaco, sem marca ou apelo visual. “Se isso for colocado em prática haverá um aumento significativo do comércio ilegal. Atualmente 35% do cigarro vendido no Brasil é contrabandeado,” argumenta.

MOBILIZAÇÃO

Ainda que sem participação garantida, diversos representantes da cadeia produtiva embarcam rumo a 7ª Conferência das Partes (COP7), momento em que as delegações dos Estados Partes discutem e aprovam diretrizes para orientar os países na adoção de medidas nacionais. “Por várias vezes a cadeia produtiva precisou se mobilizar para não ser afetada. Mesmo sendo impedidos de participar, precisamos nos manter alertas para não sermos pegos de surpresa com medidas que possam ir contra a produção, a renda e o emprego de milhares de brasileiros,” destaca o presidente do Sinditabaco, Iro Schünke.

Segundo ele, mesmo sendo um braço da ONU, há falta de diálogo com todos os segmentos envolvidos na produção e comercialização de tabaco. “Essa é única conferência do mundo sob alçada da ONU em que os maiores interessados não podem participar, ferindo preceitos básicos de democracia e transparência. É preciso acompanhar, debater e cobrar das autoridades a maior participação do Brasil em decisões estratégicas para a economia de centenas de municípios da Região Sul.”

RESPONSABILIZAÇÃO

A queda de braço entre indústria e setor da saúde ocorre desde o início do tratado. A responsabilização das empresas que comercializam cigarros é um artigo que poderá ser incluído no tratado global. Durante evento preparatório em Brasília, no início de outubro, a diretora-executiva da Aliança de Controle do Tabagismo (ACTBr), Paula Johns, destacou a necessidade de separar o mercado da saúde pública. “É preciso pensar nas mortes causadas por esse consumo, e nos prejuízos aos cofres públicos.”

Consenso entre os dois lados, o protocolo global de combate ao mercado ilegal de cigarros segue em pauta. O presidente Michel Temer assinou o documento, agora o Congresso Nacional precisa aprovar a ratificação. Este tema será debate na conferência se 40 nações confirmarem participação. Por enquanto são 23 países. Se todos assinarem um reunião após a COP7 será realizada também na Índia para discutir o tema.

IMPORTÂNCIA

O Brasil tem papel de destaque no comércio mundial de tabaco, é o maior exportador. Por isso, medidas adotadas na COP7, em Nova Delhi, podem resultar em prejuízos econômicos e sociais, já que a cadeia produtiva envolve 190 mil famílias agricultoras.

FOTO: Divulgação/AI Sinditabaco

Região de olho na Conferência das Partes para o Controle do Tabaco

Janine Niedermeyer
novembro05/ 2016

O futuro da produção de tabaco está em debate a cada dois anos. Em 2016, a 7ª Conferência das Partes (COP7) da Convenção-Quadro para o Controle do Tabaco (CQCT) ocorre em Nova Delhi, na Índia. Restrições ao plantio, modificações em acordos bilaterais e embalagens genéricas são alguns dos itens em avaliação no tratado global que traça ações conjuntas para os 180 países integrantes.

A delegação brasileira é quem participa das plenárias de discussões durante os seis dias de conferência. O grupo é formado por representantes dos ministérios brasileiros e agências reguladoras. Sendo que os ministérios da Saúde, Agricultura, Relações Exteriores e Casa Civil possuem maior voz entre os membros do país.

O consumo de cigarros é classifi cado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como epidemia. Aumento de impostos, restrições de crédito para lavouras de fumo e proibições de publicidade são algumas medidas já colocadas em prática, na tentativa de diminuir este consumo.

Entretanto, os representantes do setor destacam que estas ações restritivas resultaram no crescimento do comércio ilegal. Neste ano a realização da convenção ocorre na Índia também pela importância econômica do tabaco no país asiático.

Os indianos são os segundos no ranking de exportação do produto, fi cando atrás apenas do Brasil. Para
garantir diálogo e defender os interesses dos produtores de fumo, deputados, entidades e lideranças políticas foram ao evento mundial. Apesar dos esforços, a participação do público e imprensa não está garantida pela organização da COP7.

O QUE ESPERAR?
Estarão em debate neste ano na conferência, novamente, as políticas de diversificação das lavouras. Este tema já foi discutido na edição passada, em Moscou na Rússia. Embora este assunto cause preocupação, o debate mais importante, para a indústria, será a retirada do tabaco dos produtos ligados à exportação e que atualmente estão entre os itens de debate da Organização Mundia do Comércio (OMC).

“Este ponto poderá modificar as relações bilaterais do Brasil e da indústria, prejudicando o setor como um todo. O tabaco é um produto mercadológico, e precisa ser mantido neste patamar”, argumenta o secretário da Afubra e conselheiro da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva do Tabaco, Romeu Schneider.

Outro ponto polêmico é a implantação das embalagens genéricas para os produtos derivados do tabaco, sem marca ou apelo visual. “Se isso for colocado em prática haverá um aumento significativo do comércio ilegal. Atualmente 35% do cigarro vendido no Brasil é contrabandeado,” argumenta.

TEMAS EM DEBATE NA COP7
• Inclusão do comércio de tabaco na OMS e não mais na Organização Mundial do Comércio (OMC);
• Alteração dos níveis de nicotina e ingredientes que compõe o produto;
• Responsabilização da indústria pelos malefícios do cigarro

• Maços e carteiras de cigarros genéricas;
• Participação de produtores nas próximas conferências;
• Diversificação e proteção ambiental nas lavouras de fumo;
• Comércio de cigarros eletrônicos.

Leia muito mais na edição impressa deste sábado, 5, do Olá Jornal, com detalhes do jornalista Guilherme Siebeneichler, que está na Índia fazendo a cobertura internacional do evento.

Foto: Sinditabaco/ Divulgação

ONG Alphorria prepara dias de Consciência Negra

Janine Niedermeyer
novembro05/ 2016

Se depender da ONG Alphorria, em Venâncio Aires a semana da Consciência Negra terá quase todo um mês dedicado aos debates de inclusão dos negros na sociedade brasileira. A instituição vai circular com
ações por escolas, centro da cidade, biblioteca pública e Secretaria de Educação.

Em todo o país, o dia 20 de novembro foi escolhido como uma homenagem a Zumbi dos Palmares, data na qual morreu, lutando pela liberdade do seu povo no Brasil, em 1695. Essa história e muitas outras reflexões a ONG levará pelo município neste mês de novembro.

Segundo a presidente Ana Landim, a programação ainda está sendo fechada e confirmada com parceiros, mas a abertura está prevista para o próximo dia 12 (sábado), com ações que englobam a saúde do negro, na Travessa São Sebastião Mártir, na parte da manhã. Confira mais das atividades previstas:

16/11 (Quarta-feira) – Debates sobre cultura africana e afro-brasileira no currículo escolar: 8h – Encontro de Escolas Municipais Infantis na sede da ONG no bairro Aviação;
14h – Encontro na Escola Municipal de Ensino Fundamental São Judas Tadeu, no Grão-Pará;
17/11 (Quinta): 8h – Encontro na Escola Infantil Criança Feliz;
18h30 – Exibição do filme “Mãos Talentosas” na Biblioteca Pública Municipal Caá-Yari;
18/11 (Sexta): Manhã – Palestra com o Professor Dr. Mozart Linhares da Silva, na Secretaria de Educação;
Tarde – Encontro na Escola de Ensino Fundamental Otto Brands;
19/11 (Sábado): 8h – Formação de professores e alunos, na Escola Thomaz Pereira, em Linha Taquari Mirim;
20/11 (Domingo): Caminhada alusiva ao Dia da Consciência Negra, da esquina do Posto Ipiranga até a Prefeitura, pela rua Osvaldo Aranha, a partir das 15h, seguido de Mateada na Travessa;
22/11 (Terça-feira): 14h – Ofi cina em Lajeado, na sede da Associação de Apoio a Pessoas com Câncer (AAPECAN).

Foto: Maicon Nieland/ Arquivo Olá