O setor de tabaco consolidou-se como o principal motor das exportações do Rio Grande do Sul nos primeiros dois meses de 2026. Segundo dados da Secretaria Federal de Comércio Exterior, o Estado movimentou um total de US$ 2,7 bilhões em vendas para o exterior entre janeiro e fevereiro, com o tabaco liderando a pauta comercial gaúcha.
Mesmo em um cenário de retração geral, as exportações totais do estado registraram uma queda de 16,3% em comparação com o mesmo período do ano passado, os produtos de tabaco manteve sua posição estratégica.
O produto sozinho foi responsável por 10,6% de tudo o que o Rio Grande do Sul exportou no bimestre. Se somarmos os produtos manufaturados, como charutos e cigarros, que detêm 1,1% de participação, a força do setor torna-se ainda mais evidente na economia regional. Além do tabaco, a pauta exportadora foi composta por farelos de soja (9,0%), carnes de aves (7,5%), celulose (5,0%) e arroz (4,7%).
O estado fechou o bimestre com um superávit de US$ 1,1 bilhão, fruto de US$ 2,7 bilhões em exportações contra US$ 1,6 bilhão em importações. Atualmente, o Rio Grande do Sul ocupa a 7ª posição no ranking de exportadores nacionais.
No que tange aos destinos, a China permanece como o principal parceiro comercial, absorvendo 4,8% das exportações totais, seguida pela Bélgica (1,5%) e Estados Unidos (1,0%). Estes mercados são destinos tradicionais do tabaco processado no estado, o que reforça a relevância da produção local para o equilíbrio da balança comercial.
