Governo do Estado investe em melhorias no Parque Assis Brasil para a Expointer 2025

Olá Jornal
julho30/ 2025

Faltando 30 dias para abrir os portões, o Parque Estadual de Exposições Assis Brasil, em Esteio, vem passando por uma série de melhorias estruturais realizadas pelo governo do Estado para receber a 48ª edição da Expointer, que ocorrerá de 30 de agosto a 7 de setembro de 2025. As obras visam a garantir mais conforto, segurança e acessibilidade ao público e aos expositores, sem abrir mão da beleza do parque.

Vitrine do agro gaúcho

Com o slogan “Nosso futuro tem raízes fortes”, a feira contará com diversas novidades — da pavimentação de vias internas à criação de novos espaços de convivência, como o Boulevard com a Rua do Chimarrão.

O secretário da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação, Edivilson Brum, destaca o empenho do governo em fortalecer a Expointer como uma vitrine do agro gaúcho. “As melhorias que estamos promovendo no Parque Assis Brasil vão muito além da estrutura física. Elas reforçam nosso compromisso a cada ano, tanto com os produtores rurais como com os visitantes. Queremos proporcionar uma feira ainda mais acolhedora, moderna e eficiente, que valorize as nossas tradições e estimule o futuro da produção agrícola”, afirma. 

Novo asfalto e mais mobilidade

Uma das melhorias é a pavimentação da rua do Portão 7 – na Av. Celina Chaves Kroeff –, que recebeu novo revestimento asfáltico em toda sua extensão, em uma parceria com o  Departamento Autônomo de Estradas de Rodagem (Daer). As obras, realizadas em cerca de 25 dias, somam em torno de um quilômetro de extensão. A iniciativa busca facilitar o fluxo de pedestres. 

Além disso, o estacionamento interno está sendo ampliado para atender à crescente demanda de veículos durante a feira. Com uma área total de 141 hectares, o Parque Assis Brasil busca, com essa ampliação, melhorar a mobilidade e o fluxo de entrada e saída de visitantes e veículos.

Horizonte mais limpo e seguro

Outro avanço importante é a retirada de fios inutilizados em toda a área do parque, ação que contribui para a segurança e a estética do ambiente. Segundo o diretor de eventos do Parque Assis Brasil, Carlos Eduardo Santana, a limpeza da rede elétrica teve início logo após a edição da Expointer de 2024.

“Observamos com frequência, em muitos municípios, a poluição visual causada pela quantidade excessiva de fios, especialmente de internet, nos postes. Aqui dentro não era diferente. Por isso, desde a última Expointer, temos nos dedicado a aprimorar a experiência visual dos visitantes da feira”, conta Santana.

A intervenção já resultou na retirada de uma carga equivalente à de um caminhão de fios soltos. “É notável a remoção de grande quantidade de materiais dos postes, evidenciando nosso compromisso com a organização e a administração do parque”, completa.

Rua do Chimarrão e jardim japonês

Entre as novidades para 2025 ainda está a construção do Boulevard, que contará com a Rua do Chimarrão — um novo espaço voltado à circulação e ao convívio dos visitantes. O local também contará com a construção de dois novos banheiros. Além disso, outras oito estruturas de banheiros já existentes no parque estão sendo totalmente reformados, uma demanda antiga dos frequentadores, segundo Santana.

Em frente ao Boulevard, no corredor por onde circulam os visitantes que entram e saem pelo portão principal, está sendo implantado um florido jardim japonês, atualmente em fase final de execução. O espaço foi projetado para oferecer um ambiente agradável e acolhedor ao público.

As obras fazem parte do esforço de modernização e ampliação da infraestrutura local, com o objetivo de melhorar as condições de higiene, conforto e acessibilidade.

Compromisso com a qualidade da feira

A Expointer, considerada a maior feira agropecuária a céu aberto da América Latina, atrai milhares de visitantes a cada edição. Os investimentos em infraestrutura refletem o compromisso do governo do Estado com a qualidade da experiência do público e com a valorização do agronegócio gaúcho.

“Estamos preparando o parque com muito carinho, com foco em oferecer uma Expointer cada vez melhor, mais organizada, segura e com infraestrutura moderna”, reforça o diretor Carlos Eduardo Santana.

Foto: Fernando Dias/Ascom Seapi

Projeto “Comunidade em Sintonia” ocorre em linha Rincão de Souza nesta quinta-feira

Olá Jornal
julho30/ 2025

A Rádio Venâncio Aires realiza o projeto “Comunidade em Sintonia” em 2025, com duas edições especiais que prometem aproximar ainda mais a emissora das comunidades do interior. A iniciativa leva informação, cultura e entretenimento diretamente para os moradores, promovendo um dia de integração e valorização local.

A primeira parada será no dia 31 de julho, na comunidade de Linha Rincão de Souza. Já a segunda edição está marcada para 11 de setembro, na Linha Marmeleiro. Em ambas as datas, a proposta é reunir a população para um dia repleto de atividades educativas, culturais e gastronômicas.

Além das atrações principais, as edições contarão com feiras de artesanato, agroindústrias locais, exposições e a presença da Rádio Venâncio Aires, que transmitirá ao vivo os programas Venâncio Entrevista, Rádio Revista e Encontro Alegre diretamente das comunidades.

A programação em Linha Rincão de Souza terá início às 9h, com recepção aos participantes e café da manhã. Ao longo da manhã, o público poderá acompanhar uma série de palestras voltadas ao desenvolvimento do campo e ao empreendedorismo rural.

Às 9h30min, Rejane Pastore, da Associação de Turismo Rural Rota do Chimarrão (Aturrchim), apresenta a palestra “Turismo Rural de Venâncio Aires: Potencial e Oportunidades”, discutindo estratégias para transformar propriedades rurais em destinos turísticos e desenvolver novas fontes de renda.

Na sequência, às 10h15min, a médica veterinária estadual Aline Corrêa da Silva, da Agropecuária Estadual, abordará o tema “Função do serviço Veterinário Oficial e obrigações dos produtores com a inspetoria veterinária”. Às 11h, os músicos João Araújo e Libório Wilges farão uma homenagem especial ao comunicador João Paulo Heck.

Ao meio-dia, será servido um almoço típico com comida caseira, incluindo carne de porco, salsichão, galeto e saladas. Toda a renda arrecadada com o almoço, copa e cozinha será revertida para a comunidade anfitriã, fortalecendo ações locais.

À tarde, a programação se transforma em festa com a transmissão ao vivo do programa Encontro Alegre e a apresentação da Banda Sem Compromisso, que promete animar o público com muita música e descontração.

O Comunidade em Sintonia é um evento aberto ao público e totalmente gratuito, com o objetivo de aproximar a população do interior aos meios de comunicação, valorizar as tradições e incentivar a continuidade das sociedades, associações e comunidades locais.

FOTO: Divulgação/RVA

Região Sul concentra quase 70% dos postos de trabalho gerados na indústria do tabaco

Olá Jornal
julho30/ 2025

Um levantamento atualizado junto às empresas associadas ao Sindicato Interestadual da Indústria do Tabaco (SindiTabaco) e ao Sindicato da Indústria do Tabaco na Bahia (Sinditabaco-BA) revelou que o setor tabagista emprega atualmente 44.112 pessoas no Brasil, considerando trabalhadores efetivos, temporários (safristas), terceirizados e transportadores.

A Região Sul (Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná) responde por 30.472 empregos, o que representa aproximadamente 69% do total de postos de trabalho gerados pela indústria do tabaco no país. Já o Nordeste, com atuação principalmente na Bahia, Sergipe e Alagoas, contabiliza 13.640 empregos, o equivalente a 31% do total.

Do total nacional, são 15.758 empregados efetivos atuando nas empresas, além de 22.790 trabalhadores temporários contratados durante o período da safra. Também fazem parte da estrutura produtiva 3.523 terceirizados fixos, que trabalham em funções como segurança, limpeza e alimentação, e 2.041 transportadores de tabaco cru, responsáveis por levar a matéria-prima das propriedades rurais até as indústrias.

Na Região Sul, onde está localizado o maior complexo industrial de tabaco do mundo, destacam-se os 14.390 safristas que atuam no auge da colheita, além dos 11.118 trabalhadores efetivos. Também foram contabilizados 3.173 terceirizados fixos, e 1.791 transportadores, que realizam a logística do tabaco cru até os parques industriais.

No Nordeste, a produção está voltada principalmente ao tabaco utilizado na fabricação de charutos. A região contabiliza 4.640 empregados efetivos nas indústrias, além de 8.400 temporários contratados para o período da safra. O contingente se completa com 350 terceirizados fixos e 250 transportadores.

FOTO: Felipe Krause/Pixel18dezoito

Com informações AI SindiTabaco

Brasil deve retomar liderança em redução de danos e COP do Tabaco perde relevância ao ignorar alternativas, afirma ex-OMS

Olá Jornal
julho30/ 2025

A atual postura do Brasil e da Convenção-Quadro para o Controle do Tabaco de ignorar a redução de danos é criticada pelo ex-chefe do controle do Tabaco da Organização Mundial da Saúde (OMS), Derek Yach. Voz importante no controle do tabaco, o especialista atuou na formação no tratado antitabagista cujas futuras ações serão deliberadas neste ano durante a 11ª Conferência das Partes (COP11) em novembro, na Suíça.

Em entrevista ao Olá Jornal, em Varsóvia na Polônia, durante o 12º Fórum Global de Nicotina (GFN), ele afirmou que o tratado antitabagista perde relevância por não conseguir reduzir o número de fumantes, porque não reconhece alternativas disponíveis em mais de 80 países.

“Eu acho que será uma reunião muito depressiva, porque a OMS perdeu muito financiamento e também perdeu muita credibilidade. Então, eu não acho que será uma reunião particularmente importante, porque a OMS está se tornando irrelevante nesta área. Eu acho que o que vamos ouvir, muito mais importante, é que apesar do que a OMS faz, nós agora temos mais de 120 milhões de pessoas no mundo usando produtos de redução de danos ao tabaco. Nós temos a indústria agora começando a receber quase metade do seu rendimento de redução de danos e não mais de cigarros. Esse é um verdadeiro progresso e espero que esse progresso continue”, avaliou.

Ele acredita que os países farão valer suas experiências exitosas no assunto durante as discussões da COP. “Eu acho que há muitos países que têm visto que a redução de danos do tabaco tem reduzido a taxa de fumantes em 50%. Por exemplo, no Japão, por causa dos produtos de tabaco aquecido. Na Suécia, na Islândia, na Noruega, por causa dos sachês de nicotina, no Reino Unido, nos EUA, em partes da Lituânia, na Grécia, tudo foi reduzido por causa do uso. Espero que esses governos falem. Eles simplesmente precisam nos dar os dados mostrando que eles são capazes de reduzir as taxas de fumantes mais rápido, com redução de danos, do que com taxas e abordagens regulatórias”.

BRASIL
Sobre a situação no Brasil, o ex-diretor da OMS recomenda que o país retome sua posição de referência em redução de danos ocupada no passado com políticas voltadas para HIV/AIDS. “Eu acho que parte da resposta no Brasil é baseada na visão histórica. Quando terminamos a Convenção-Quadro para o Controle do Tabaco, não falávamos muito sobre redução de danos, porque não tínhamos vapes, não tínhamos sachês de nicotina, produtos de tabaco aquecido. Infelizmente, o tratado foi fechado há 20 anos. O interessante é pensar que exatamente naquela época, o Brasil também estava liderando a discussão da OMS sobre redução de danos nas drogas/AIDS. Muitos dos trabalhos de AIDS são exemplos clássicos de redução de danos. E a questão é por que eles não aplicam o que aprenderam da AIDS agora no mundo do tabaco”, questiona.

Neste sentido, avalia que como líder no controle do tabaco o país dá mau exemplo na redução de danos. “As pessoas esquecem que o Brasil foi um dos líderes mundiais em controle do tabaco. Quando eu estava na OMS, tive o privilégio de trabalhar com o Celso Amorim, que se tornou Ministro e assessor para o Presidente. Ele era o presidente da Convenção na época em que concordávamos que a redução de danos precisava ser parte do controle do tabaco e estava no texto. Infelizmente, antes de você ter as filantropias de Bloomberg investindo muito dinheiro no Brasil, e da minha boa amiga Vera Costa Silva não querendo olhar para a ciência e a evidência do benefício, com um profundo ódio e desconfiança da indústria. E isso tudo combinado para colocar em lugar políticas que vão danificar a saúde dos brasileiros e não melhorá-la. E por ser um dos líderes mundiais em controle do tabaco, eles estão mostrando um dos piores exemplos do que pode ser ruim para a saúde das pessoas”, declara Yach.

Negócios entre Venâncio Aires e Estados Unidos superam US$ 850 milhões em exportações na última década

Olá Jornal
julho30/ 2025

Entre 2015 e o primeiro semestre de 2025, Venâncio Aires movimentou mais de US$ 850 milhões em exportações para o mercado dos Estados Unidos, com mais de 185 mil toneladas de produtos embarcados. As vendas globais, em especial de tabaco em folhas, principal produto negociado, colocam o país norte-americano entre os três principais parceiros comerciais do município ao longo da década.

Os dados da Secretaria Federal de Comércio Exterior, revelam um fluxo comercial consistente e ascendente em diversos períodos da década, especialmente nos anos de 2016, 2022 e 2024, quando os valores exportados superaram a marca de US$ 100 milhões anuais. Mesmo em anos de retração econômica global, como 2020 e 2021, Venâncio Aires manteve números expressivos, sempre acima dos US$ 50 milhões em vendas externas para os EUA.

2025
Somente nos primeiros seis meses de 2025, Venâncio Aires já exportou US$ 35,9 milhões em mercadorias aos Estados Unidos, com um volume superior a 5,5 mil toneladas. O número, apesar de representar apenas metade do ano, já se compara ao total anual de anos como 2020 e 2021, e reforça a manutenção da cidade entre as grandes exportadoras da região.
No mesmo período, as importações vindas dos EUA foram discretas: US$ 94,7 mil, distribuídos em quase 89 mil quilos de mercadorias.

NOVO CENÁRIO
Apesar do desempenho positivo no primeiro semestre, o segundo semestre de 2025 traz incertezas. A partir de agosto, entram em vigor tarifas de 50% impostas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros, medida que pode atingir diretamente alguns dos principais itens exportados por Venâncio Aires. O impacto real dependerá de quais setores serão mais afetados, mas há risco de retração nas vendas externas e pressão sobre o superávit comercial registrado ano após ano. Empresários e representantes do setor produtivo local acompanham o cenário com preocupação.

IMPORTAÇÕES
As importações, por outro lado, de Venâncio Aires com os Estados Unidos sempre foram discretas: em nenhum ano da última década o valor importado superou US$ 500 mil. Entre 2015 e o primeiro semestre de 2025, Venâncio Aires importou um total de US$ 1,44 milhão em mercadorias dos Estados Unidos, com um volume acumulado de 270 mil quilos.

Juventude do PDT realiza primeira ação com doação de sangue

Olá Jornal
julho29/ 2025

A Juventude do PDT deu início às suas atividades com uma ação solidária: a doação de sangue no Vital Banco de Sangue, hemocentro do município. A iniciativa, que marca a primeira mobilização oficial do grupo, teve como objetivo ajudar a manter os estoques e incentivar mais jovens a aderirem ao gesto.

De forma voluntária, integrantes da Juventude participaram da campanha como forma de reforçar a importância da doação e mostrar que o engajamento político também passa por atitudes que salvam vidas.

“Queríamos começar com uma ação que fizesse sentido pra comunidade”, afirma a presidente da Juventude do PDT, Kadiny Hertzer.

A ação é a primeira de uma série de atividades previstas pela Juventude do PDT, que pretende seguir atuando em causas sociais e de interesse coletivo.

CRÉDITO: AI Juventude PDT

Operação conjunta combate receptação e crimes patrimoniais em Venâncio Aires

Olá Jornal
julho29/ 2025

Na manhã desta terça-feira (29), foi deflagrada uma operação conjunta entre a Polícia Civil e a Brigada Militar, no município de Venâncio Aires, com o objetivo de combater crimes patrimoniais, receptação de objetos furtados e tráfico de entorpecentes. A ação ocorreu em cinco bairros da cidade, com o cumprimento de nove mandados de busca e apreensão domiciliar e três ordens judiciais de suspensão de atividades econômicas em estabelecimentos utilizados como recicladoras informais.

A investigação revelou a existência de uma organização criminosa estruturada, que se utiliza de pontos de coleta de materiais recicláveis como fachada para a receptação e redistribuição de produtos de furto, além da comercialização de drogas. Usuários de entorpecentes em situação de vulnerabilidade são cooptados como “coletores” e entregam objetos subtraídos em troca de pequenas porções de crack, alimentando um ciclo de dependência química e criminalidade patrimonial.

Durante a operação, foram empregados mais de 30 policiais civis e 20 policiais militares, em uma ação articulada e planejada para desarticular os principais núcleos da organização criminosa

Durante a operação, foram empregados mais de 30 policiais civis e 20 policiais militares, em uma ação articulada e planejada para desarticular os principais núcleos da organização criminosa.

As investigações também apontaram que alguns dos imóveis utilizados pela associação criminosa foram propositalmente adaptados como pequenos “bunkers”, com portas soldadas e estruturas sem acessos convencionais, visando dificultar a entrada das equipes policiais e permitir a destruição de drogas e provas antes da entrada forçada.

Segundo o Delegado Guilherme Dill, a repressão qualificada aos crimes patrimoniais exige firmeza do Estado para desarticular estruturas criminosas que se aproveitam da miséria humana e promovem degradação urbana em diversas regiões da cidade: “O enfrentamento precisa ser técnico, articulado e com resposta proporcional à complexidade do problema”, explicou o Delegado Dill.

CRÉDITO: AI PC-RS

Central Analítica da Unisc recebe inspeção chinesa

Olá Jornal
julho29/ 2025

Na última semana, o laboratório de Fitopatologia da Central Analítica da Universidade de Santa Cruz Sul (Unisc) recebeu representantes envolvidos no processo de inspeção do tabaco que será exportado para a China em 2025. Anualmente, o laboratório realiza as análises necessárias para atendimento do protocolo bilateral firmado entre Brasil e China para viabilizar o processo de exportação.

Dentre os visitantes, estavam fiscais do Ministério da Agricultura, Pecuária (MAPA), técnicos chineses representantes da Leaf Company da China, o presidente da China Tabaco Internacional do Brasil e, por videoconferência, direto do país, a equipe da Administração Geral de Aduanas da China. Todos acompanharam o trabalho realizado pelo laboratório, em tempo real. 

Em 2025, o processo pré-inspeção começou no dia 12 de junho,  com uma reunião de coordenação que deu início às análises. O encontro contou com a presença de profissionais designados pela General Administration of Customs of China (GACC), representantes do Departamento de Sanidade Vegetal e Insumos Agrícolas (DSV), das Superintendências Estaduais do MAPA e Órgãos de Defesa Vegetal dos Estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná e Bahia, além de profissionais da Central Analítica da Unisc, membros do SindiTabaco e das empresas parceiras fornecedoras de tabaco para a China.

Após o processo, os fiscais iniciaram a coleta de tabaco nas sedes de empresas do segmento fumageiro participantes. Posteriormente, as amostras foram entregues à Central Analítica da Unisc para realização da inspeção. No Laboratório da Central Analítica as análises foram realizadas pela responsável técnica e mestre em biologia, Adriana Dupont Schneider.

Para a Coordenadora da Central Analítica da Unisc, Denise Maria Seidel, “essa atividade de inspeção não só fortalece a relação comercial entre o Brasil e a China, mas também contribui para garantir a qualidade e segurança do tabaco exportado, mantendo a conformidade com os regulamentos internacionais e assegurando a continuidade das exportações para um dos maiores mercados do mundo.” pontua.

Um relatório com a conclusão dos estudos foi elaborado pelo grupo de trabalho e será apresentado durante uma reunião no SindiTabaco, marcando a finalização do processo de inspeção.

Foto: Divulgação/Unisc

CRÉDITO: AI UNISC

Da judicialização ao vape: itens-chave na agenda da COP11 e MOP4 sobre tabaco

Olá Jornal
julho29/ 2025

As conferências COP11 e MOP4, que acontecem em novembro em Genebra, na Suíça, devem pautar discussões decisivas para o futuro da cadeia produtiva do tabaco no Brasil e no mundo. Mesmo excluídas oficialmente dos debates, entidades representativas do setor, como a Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra), acompanham com atenção a agenda prevista para os encontros. O assunto esteve em pauta durante a reunião da Câmara Setorial do Tabaco, no último dia 16.

Conforme a entidade, a 11ª Conferência das Partes da Convenção-Quadro para o Controle do Tabaco (COP11), organizada pela Organização Mundial da Saúde (OMS), deve avançar em temas com forte impacto regulatório. Um dos principais pontos da pauta é a possibilidade de responsabilização jurídica da indústria do tabaco pelos custos relacionados ao tratamento de doenças causadas pelo consumo de seus produtos. A medida é vista com preocupação pelo setor produtivo, que teme judicializações em larga escala e impactos econômicos diretos.

Também está prevista a discussão sobre a proibição ou restrição de aditivos e ingredientes utilizados na fabricação de cigarros. Essa medida afetaria diretamente a formulação de produtos consumidos no mercado interno e destinados à exportação. Além disso, a conferência deve propor a ampliação das regras sobre embalagens, rotulagem e advertências sanitárias, o que pode exigir mudanças na produção e distribuição.

A regulação da publicidade e da exposição dos produtos nos pontos de venda também deve entrar em debate. A proposta tende a restringir ainda mais a visibilidade dos produtos derivados do tabaco, inclusive nos mercados legalizados, o que, segundo o setor, favorece o avanço do mercado ilegal.
Um dos temas mais aguardados da COP11 é a discussão sobre os dispositivos eletrônicos para fumar, como cigarros eletrônicos e vapes. A expectativa é que sejam apresentadas diretrizes internacionais para regulamentação ou proibição desses produtos. No Brasil, eles seguem proibidos, mas o consumo aumenta sem qualquer controle, o que preocupa tanto autoridades sanitárias quanto representantes do setor legal.

Logo após a COP11, ocorre a 4ª Reunião das Partes do Protocolo para Eliminar o Comércio Ilícito de Produtos de Tabaco (MOP4). Esta conferência terá como foco principal o combate ao mercado ilegal, com discussões sobre mecanismos de rastreamento, aumento da fiscalização nas fronteiras e fortalecimento da cooperação internacional entre países. O Brasil é um dos países mais afetados pelo contrabando de cigarros, com perdas estimadas em R$ 14 bilhões por ano em arrecadação.

“São temas que afetam diretamente milhões de pessoas envolvidas na cadeia produtiva. Infelizmente, seguimos impedidos até mesmo de assistir às discussões da COP11”, lamenta o vice-presidente da Afubra e presidente da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva do Tabaco, Romeu Schneider. “O artigo 5.3 da Convenção nos exclui do debate, mesmo sendo diretamente impactados.”

A preocupação com os rumos das negociações levou deputados federais a convocarem uma audiência pública em Brasília, realizada no dia 09 de julho, para debater a posição do Brasil nas conferências. Proposta por Heitor Schuch (PSB-RS) e Rafael Pezenti (MDB-SC), a reunião contou com a participação de lideranças do Sul e da Bahia, principais regiões produtoras.

Outro ponto crítico da pauta é a ausência de regulamentação dos dispositivos eletrônicos para fumar. Segundo Schneider, o Brasil está atrasado em relação ao cenário internacional. “Mais de 80 países já regulamentaram os dispositivos. Aqui, a proibição empurra o consumidor para o mercado ilegal. Precisamos discutir esse tema com seriedade.”

O setor do tabaco responde por mais de 600 mil empregos diretos e indiretos no Brasil. Para a Afubra, é fundamental que o governo brasileiro leve em conta os impactos sociais e econômicos ao definir sua posição nas conferências internacionais.

Legislativo promove Audiência Pública em defesa das Agroindústrias locais

Olá Jornal
julho29/ 2025

A Câmara de Vereadores de Venâncio Aires realiza na próxima quarta-feira, 06, às 19h, uma Audiência Pública para debater questões centrais relacionadas à Defesa das Agroindústrias do Município. A iniciativa é promovida pela Comissão Especial da Frente Parlamentar em Defesa da Agroindústria, presidida pelo vereador Eligio Weschenfelder, o Muchila.

A audiência tem como objetivo reunir autoridades, representantes de entidades e a comunidade para discutir o funcionamento das agroindústrias, os desafios enfrentados pelo setor e o papel da fiscalização municipal. O evento será realizado no Plenário da Câmara de Vereadores e estará aberto ao público, garantindo um espaço de escuta, diálogo e construção conjunta.

As agroindústrias têm papel fundamental no desenvolvimento econômico e social de Venâncio Aires. Além de gerarem emprego e renda, são responsáveis por agregar valor à produção primária, fortalecendo a economia familiar e contribuindo diretamente para o crescimento do município.

A relevância do setor agroindustrial justifica a mobilização de autoridades e lideranças para esse debate, que busca identificar caminhos para o fortalecimento e sustentabilidade das agroindústrias locais.

Para o vereador Eligio Weschenfelder, presidente da Comissão Especial, a audiência pública representa uma oportunidade única para unir esforços em prol do setor. “Nosso compromisso é com o desenvolvimento de Venâncio Aires. As agroindústrias são protagonistas dessa transformação, e é nosso dever garantir que elas tenham o apoio e a estrutura necessários para continuar crescendo e gerando oportunidades”, destaca.

A audiência será transmitida ao vivo pelo facebook e youtube da Câmara, permitindo que todos os interessados acompanhem o debate.

CRÉDITO: AI CMVA