Venâncio Aires ocupa a quinta posição entre os principais exportadores gaúchos, com quase meio bilhão de dólares em vendas

Olá Jornal
julho26/ 2025

Venâncio Aires consolidou sua força no comércio exterior ao registrar um superávit de US$ 467,93 milhões na balança comercial entre janeiro e junho de 2025. Os dados, divulgados pelo ComexStat, mostram que o município exportou US$ 489,61 milhões no período, com leve recuo de 0,7% em relação ao mesmo semestre de 2024.

Por outro lado, as importações cresceram 29%, totalizando US$ 21,68 milhões, o que pode refletir um aumento na demanda por insumos ou investimentos produtivos na região.
A corrente de comércio (soma de exportações e importações) atingiu US$ 511,29 milhões, apresentando uma variação positiva de 0,3% frente ao ano anterior.

Com esse desempenho, Venâncio Aires se posiciona como o 5º maior exportador do Rio Grande do Sul, respondendo por 5,5% das exportações estaduais, e figura na 66ª posição no ranking nacional de exportações.

Em contrapartida, as importações representam apenas 0,02% do total nacional, colocando o município na 369ª posição no ranking de importações do Brasil, o que reforça seu perfil essencialmente exportador.

PRODUTOS
Os produtos de tabaco concentram mais de 97% dos negócios internacionais de Venâncio Aires. O tabaco em folhas representa US$ 460 milhões, queda de 1,1% frente ao primeiro semestre do ano passado. Já as exportações de talos e subprodutos de tabaco movimentaram US$ 19,3 milhões no semestre, com alta de 61,4%.

A terceira posição entre os principais produtos negociados por Venâncio Aires, chegam a US$ 2,51 milhões, redução de 50,4%, e participação de 0,53% no semestre.

IMPORTAÇÕES
Entre os principais produtos importados por empresas venâncio-airenses estão o tabaco em folhas, representando 43% do total de negócios, movimentando US$ 9,36 milhões, alta de 1%. Tratores e peças representam 18% das importações, com US$ 3,81 milhões em negócios, alta de 34%. Já as máquinas e aparelhos para uso em borracha e plástico, estão na terceira posição, com US$ 2,80 milhões em compras, com 13% nas importações do município.

Os negócios do município com a China representam 48% das vendas globais, com US$ 234 milhões em vendas, alta de 1,1%. A Bélgica está na segunda posição, representando 13% dos negócios globais, movimentando US$ 63,5 milhões, aumento de 42,8%.

FOTO: Divulgação/AI SindiTabaco

Fim de semana na região será marcado por chuva e risco de temporais

Olá Jornal
julho26/ 2025

Os moradores da região devem se preparar para um fim de semana com mudanças no tempo e previsão de chuva intensa. De acordo com os institutos meteorológicos, o sábado, 26, começará com tempo firme e presença de sol, com possibilidade de formação de nevoeiro em pontos isolados da região. No entanto, ao longo do dia, áreas de instabilidade avançam sobre o Estado, trazendo o retorno da chuva e risco de temporais localizados. As temperaturas variam entre 13ºC pela manhã e 24ºC à tarde, quando o clima se torna mais agradável.

No domingo, 27, a previsão é de tempo fechado durante todo o dia. Instabilidades persistem sobre o território gaúcho, resultando em céu nublado e pancadas de chuva frequentes, com risco elevado de chuva forte e temporais em algumas áreas do Vale. A temperatura deve oscilar pouco, variando entre 12ºC e 16ºC.

Autoridades recomendam atenção para possíveis alagamentos e quedas de energia. A população deve acompanhar os alertas emitidos pela Defesa Civil e evitar áreas de risco durante as tempestades.

Clube de Leituras promove 45ª edição do Festival A Mais Bela Voz

Olá Jornal
julho25/ 2025

O tradicional Festival A Mais Bela Voz já tem data marcada para encantar o público de Venâncio Aires. A 45ª edição do evento será realizada no dia 24 de outubro, às 19h, no Clube de Leituras e terá apoio da Prefeitura de Venâncio Aires. Reconhecido como um dos maiores festivais de interpretação vocal da região, o concurso abre as inscrições no dia 18 de agosto, reunindo vozes promissoras nas categorias Clubinho, Amador e Profissional.

A proposta do festival é valorizar talentos locais e regionais, promovendo o encontro entre artistas iniciantes e experientes em uma noite dedicada à música e à cultura. A iniciativa também reafirma o compromisso da administração municipal com o fomento às expressões artísticas e à formação cultural da comunidade.

O Festival A Mais Bela Voz é dividido em três categorias:
• Clubinho: para participantes com até 14 anos incompletos;
• Amador: destinada a cantores que se apresentam por hobby ou estão no início da carreira;
• Profissional: voltada a artistas com experiência comprovada no meio musical.

Histórico e relevância cultural
Em 2024, o festival reuniu 24 participantes, que se apresentaram acompanhados ao vivo pela Clube Orquestra de Venâncio Aires, sob a regência do maestro Daniel Böhm. O evento tem se consolidado como uma vitrine de novos talentos e uma tradição artística da cidade, atraindo público fiel e apoio da comunidade.

Na última edição, Karina Landim foi a vencedora da categoria Profissional. Manuela Otarão Segatto venceu na categoria Amador, e o jovem Luiz Felipe Scherer Câmara levou o primeiro lugar no Clubinho.

Inscrições e regulamento

As inscrições poderão ser feitas a partir de 18 de agosto, com número limitado de vagas por categoria. O regulamento completo, com detalhes sobre os critérios de avaliação, cronograma de ensaios e regras para participação, será divulgado nos canais oficiais do Clube de Leituras nos próximos dias.

Apoio institucional

A realização do festival conta com o apoio da Prefeitura de Venâncio Aires, por meio da Secretaria Municipal da Cultura, reafirmando o incentivo a projetos que valorizam a arte, a identidade local e a formação de público para a música e outras manifestações culturais.

CRÉDITO: AI CLUBE DE LEITURAS

Tarifa dos EUA a produtos brasileiros pode afetar comércio em municípios gaúchos

Olá Jornal
julho25/ 2025

Instituto Fecomércio-RS de Pesquisa (IFEP), iniciativa do Sistema Fecomércio-RS/Sesc/Senac, divulgou uma análise sobre os impactos regionais da tarifa de 50% anunciada pelo governo dos Estados Unidos para produtos brasileiros. Com início de vigência previsto para 1º de agosto, a medida poderá afetar de forma expressiva o comércio de bens e serviços em diversas regiões do Rio Grande do Sul, Estado que tem viés exportador e cuja relação comercial com os EUA representou R$10,13 bilhões em 2024 – cerca de 9,11% do total exportado. 

A análise do Instituto destaca que, ao ponderar o peso das exportações em relação ao tamanho da economia local, a região de Santa Cruz do Sul desponta como a mais afetada, com as exportações representando mais de 7% do seu Produto Interno Bruto (PIB). “As exportações de tabaco para os EUA possuem um peso muito grande na geração de renda do município e, considerando o tipo de produto, com uma cadeia produtiva curta, é razoável supor que a maior parte dos impactos realmente estarão concentrados na região. Com isso, o consumo e as vendas do comércio de bens e serviços da localidade podem ser impactados”, comenta Luiz Carlos Bohn, presidente do Sistema Fecomércio-RS/Sesc/Senac e IFEP.

Caso a tarifa seja mantida, será difícil realocar esse e diferentes produtos para outros mercados com o mesmo volume e rentabilidade, o que tende a reduzir a renda local e, por consequência, o consumo em várias regiões. De acordo com o levantamento, junto com Santa Cruz do Sul, regiões  de cidades como Montenegro, Novo Hamburgo, São Leopoldo, Bento Gonçalves, Nova Prata, Guaporé e Lajeado completam a lista das que mais devem sofrer, refletindo a dependência de setores exportadores específicos, como celulose e papel, metal, couro e calçados, tabaco e máquinas.

Segundo o IFEP, 21 municípios gaúchos têm exportações para os EUA representando mais de 5% de seu PIB. Além disso, o estudo mostra que as regiões de Porto Alegre, Novo Hamburgo, São Leopoldo, Santa Cruz do Sul e Caxias do Sul juntas concentram dois terços das exportações gaúchas para o mercado norte-americano. Contudo, diferentemente das demais, a Capital tem impacto reduzido, tendo em vista o menor peso dessas exportações sobre seu PIB.

“O Rio Grande do Sul é um Estado historicamente exportador, e medidas como essa têm potencial para gerar efeitos em cascata sobre a nossa economia, especialmente em municípios fortemente dependentes do mercado externo. O impacto não se limita às empresas exportadoras, mas se estende ao comércio local, ao consumo das famílias e à geração de renda nas regiões afetadas”, destaca Luiz Carlos Bohn, presidente do Sistema Fecomércio-RS/Sesc/Senac e IFEP. “Além disso, uma eventual reciprocidade por parte do Brasil pode encarecer insumos e dificultar ainda mais a retomada da competitividade produtiva”, conclui.

Embora o Rio Grande do Sul importe relativamente poucos bens de consumo diretamente dos EUA – apenas 0,83% das importações totais em 2024 – a imposição de tarifas de reciprocidade pode encarecer produtos intermediários e insumos industriais essenciais. Os três grupos mais importados são bens intermediários, combustíveis e lubrificantes e bens de capital. O item mais importado pelo Estado é a nafta para a indústria petroquímica, seguido por óleos brutos de petróleo, adubos, eletrônicos veiculares e maquinários. Dessa forma, mesmo com impacto direto reduzido no varejo, setores como o atacado e os serviços podem ser afetados indiretamente, especialmente em razão da alta de preços de combustíveis e equipamentos.

CRÉDITO: AI FECOMÉRCIO/RS

Dia do Colono e Motorista: força do campo impulsiona contratações no setor agrícola

Olá Jornal
julho25/ 2025

Neste 25 de julho, Dia do Colono e Motorista, Venâncio Aires celebra não apenas as tradições e a dedicação das famílias do campo, mas também os avanços no setor agropecuário, que tem ganhado força nos últimos anos com o aumento nas contratações de trabalhadores formais.

Reconhecida como a Capital Nacional do Chimarrão, Venâncio Aires abriga 4.367 propriedades rurais e tem uma expressiva população rural: 32,5% dos seus habitantes vivem no campo, o que representa 22.380 pessoas. Esse contingente não só preserva a identidade cultural do município, como também movimenta a economia local. Até abril de 2025, o meio rural já gerou R$ 298,8 milhões em Valor Bruto da Produção Agrícola (VBP).

Além dos produtores que tocam suas propriedades, o setor tem registrado crescimento no número de trabalhadores com carteira assinada. Segundo dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), de janeiro a maio de 2025, foram 26 admissões e 18 desligamentos na agropecuária venâncio-airense, gerando um saldo positivo de oito novas vagas. O tempo médio de permanência no emprego foi de 17,2 meses, reflexo da estabilidade e da confiança no setor.

O estoque atual de trabalhadores formais no setor agrícola chegou a 80 pessoas, o que representa um crescimento de 11,11% em relação ao mesmo período de 2024. A evolução é expressiva quando comparada aos anos anteriores. Em 2024, o setor contava com 72 trabalhadores em estoque. Em 2023, eram 60 trabalhadores. Já em 2022, o número era de 69, o mesmo registrado em 2020. Em 2021, o total foi de 72 contratados formais na agropecuária.

Essa tendência local acompanha o movimento estadual. No mesmo período, o Rio Grande do Sul registrou 51.279 admissões e 50.064 desligamentos na agropecuária, com um saldo de 1.215 vagas e um estoque de 98.595 trabalhadores formais, o que representa um crescimento de 1,25% em relação a 2024. O tempo médio de emprego no estado ficou em 9,1 meses.

Os dados evidenciam que o campo segue sendo motor essencial para o desenvolvimento de Venâncio Aires, seja na produção de riquezas, seja na geração de emprego e renda. Neste 25 de julho, a homenagem vai além das comemorações: é também o reconhecimento da importância econômica e social dos homens e mulheres que diariamente constroem o futuro do município a partir da terra.

Venâncio Aires registra alta de 6,05% nas contratações de motoristas em 2025

Olá Jornal
julho25/ 2025

Venâncio Aires apresentou crescimento de 6,05% no número de motoristas contratados entre janeiro e maio de 2025, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). No período, o município registrou 211 admissões contra 170 desligamentos, gerando um saldo positivo de 41 postos de trabalho formais no setor de transporte terrestre.

Atualmente, o município conta com 719 motoristas em atividade, contratados por empresas locais. A maior parte está vinculada ao transporte rodoviário de cargas, com 482 profissionais empregados. Já o transporte de passageiros responde por 237 trabalhadores com carteira assinada.

Comparando com o mesmo período de 2024, observa-se crescimento na movimentação do setor. No ano passado, foram contabilizados 678 profissionais contratados, com 457 admissões e 417 desligamentos, o que resultou na criação de 40 novos postos de trabalho.

TEMPO MÉDIO
O levantamento também revelou que, em 2025, o tempo médio de permanência dos motoristas no emprego é de 15,3 meses. No transporte de cargas, a média é de 14,3 meses, enquanto os profissionais do transporte de passageiros permanecem, em média, 18,6 meses nos postos de trabalho. Em 2024, o tempo médio geral era de 17,4 meses, sendo 13,8 meses para motoristas de carga e 23,5 meses para os de passageiros.

Os dados demonstram que, além do crescimento no número de contratações, o setor mantém um bom índice de estabilidade para os profissionais atuantes em Venâncio Aires.

FOTO: Guilherme Siebeneichler

Histórias que seguem em frente: a força de quem transporta e cultiva o Brasil

Olá Jornal
julho25/ 2025

No campo e na estrada, há histórias que vão além do trabalho: são trajetórias de quem cultiva, transporta e recomeça. No dia 25 de julho, duas datas ganham destaque no calendário regional: o Dia do Colono e Motorista e o Dia Internacional da Agricultura Familiar. Neste ano, o momento tem ainda mais significado para produtores e transportadores do Sul do país, que enfrentaram, em 2024, uma das maiores tragédias climáticas da história recente do Brasil.

Jair Fischer e seu filho Dieison, parceria com a JTI já dura mais de 15 anos

No epicentro da reconstrução, estão homens e mulheres que não só retomaram suas rotinas, como reinventaram caminhos. É o caso de Jair Fischer, motorista, 50 anos, e da produtora Géssica, ao lado do marido Jaime, três nomes entre tantos que ilustram a força e a resiliência de famílias ligadas à agricultura e ao transporte, e que fazem parte da rede de produtores integrados à JTI.

RETORNO
Em maio de 2024, quando as enchentes atingiram Sinimbu (RS), o pátio de Jair Fischer virou cenário de destruição. “Capotaram três caminhões. Nunca tinha visto algo parecido. Foram dias de desespero, mas também de muita solidariedade”, lembra Jair. “Pessoas que a gente nem conhecia chegaram para ajudar. Foi o que nos deu força para continuar.”

A retomada começou em menos de 20 dias. O filho, Dieison Janiel, de 29 anos, já estava ao lado do pai no dia a dia do transporte. E logo se somaram à recuperação a filha, Ketlyn, de 18, e a esposa, Márcia, que também é produtora integrada da JTI. “A gente sempre trabalhou junto. O que nos ajudou a voltar foi saber que a gente tinha estrutura, parceria com a empresa e o apoio da comunidade”, diz Jair, que hoje conta com cinco caminhões, empilhadeira, caminhonete e um pavilhão próprio.

AGRICULTURA FAMILIAR
A cerca de 12 quilômetros dali, na antiga propriedade da família, a agricultora Géssica Buboltz viu a água invadir tudo. “A água chegou a quase dois metros. A gente perdeu móveis, estrutura, parte das plantações. Ficamos sem chão”, conta. Ela e o marido, Jaime, hoje são pais de dois meninos: Ismael, de 8 anos, e Samuel, de 4 anos. Foram eles, segundo Géssica, o maior motivo para não desistir.

Dois meses após as enchentes, a família retornou à antiga propriedade, foi quando a JTI entrou em contato, mapeou as perdas e mobilizou uma rede de apoio com doações de mobília, recursos financeiros e suporte técnico. Hoje, a família vive no centro de Sinimbu e prepara uma nova área de cultivo (mais plana e produtiva) para plantar 20 mil pés de tabaco, número maior que os 15 mil da propriedade anterior.

DESENVOLVIMENTO
Presente em mais de 10 municípios brasileiros, a JTI atua em parceria com produtores e transportadores integrados nos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná, promovendo formações técnicas, ações de apoio social e programas de incentivo ao desenvolvimento rural sustentável.
“A JTI acredita na força das pessoas que estão no campo e na estrada. São elas que movem a cadeia produtiva e constroem, todos os dias, a segurança alimentar e logística do país”, afirma Roberto Macedo, líder das Operações de Tabaco em Folha da JTI no Brasil.

FOTO: Junio Nunes/AI JTI

Colono e Motorista: histórias que se encontram na China Brasil Tabacos

Olá Jornal
julho25/ 2025

Neste 25 de julho, Dia do Colono e Motorista, a China Brasil Tabacos (CBT) homenageia duas profissões fundamentais na cadeia do tabaco: os colonos com o trabalho no campo e os motoristas com o transporte nas estradas. Para marcar a data, conheça a trajetória de Pedro Albino Kipper e Maria Margarida Kipper, 66 anos, produtores integrados, e Marco Aurélio Rabuske, motorista de longa data. Com empenho e orgulho, ambos desempenham um papel essencial nos resultados positivos alcançados no setor produtivo.

Pedro Kipper, 67 anos, é produtor integrado da CBT desde a fundação da empresa. Morador da localidade de Linha Hansel, no interior de Venâncio Aires (RS), é casado há 36 anos com Maria Margarida Kipper, 66 anos, que também atua como agricultora. Juntos, cultivam 48 mil pés de tabaco em uma propriedade de 6,5 hectares.

O agricultor conta que os pais também eram produtores de tabaco e por isso, a partir dos 21 anos, seguiu com a própria produção. A família escolheu o cultivo do tabaco pela renda que a cultura proporciona, na área de produção disponível à família. Foi através da atividade que construiu estufas e a residência na propriedade. “Comecei do zero e assim fomos construindo a nossa história. Nossa rotina é levantar cedo, preparar o chimarrão e ir para a lavoura, seja inverno ou verão.” Maria destaca que foi a partir da agricultura que construíram todo o patrimônio e a família do casal, juntos eles têm uma filha, Roberta, de 31 anos. “Passamos momentos bons e ruins, mas seguimos até hoje, sempre na lavoura, juntos e nos ajudando”, destaca.

Kipper relata a satisfação de trabalhar no campo, mesmo reconhecendo que é uma atividade que exige muita energia. “Temos liberdade, somos donos do nosso próprio negócio, mas é um trabalho árduo. Ainda assim, gosto muito do que faço e não me vejo em outra profissão. Enquanto a saúde permitir, vou continuar plantando.” 

Entre os motivos de orgulho, ele destaca o reconhecimento ao entregar um tabaco bonito, inteiro e de boa qualidade. Já o maior desafio, segundo Kipper, são as intempéries do tempo, que podem prejudicar os dois momentos mais importantes da produção: o plantio, com a terra preparada, e a colheita. “É o tempo que define a nossa rotina. Por isso fico feliz quando somos valorizados.” 

Identificação e inspiração no pai motorista

Motorista de caminhão e administrador da Transportes Marco A. Rabuske, Marco Aurélio Rabuske, 52 anos, transporta tabaco para a China Brasil Tabacos (CBT) desde o início das atividades da empresa. Morador da localidade de Linha Pinheiral, no interior de Santa Cruz do Sul (RS), o motorista se inspirou no pai, Romeu Camilo Rabuske, para seguir na profissão. Romeu iniciou sua trajetória nos caminhões em 1972 e foi o principal incentivador para o filho trilhar o mesmo caminho.

Aos 18 anos, Rabuske tirou sua primeira habilitação e começou a dirigir, auxiliando o pai nos transportes. Romeu faleceu em 2015, mas deixou um legado que o filho continua com orgulho. Em 2008, o motorista formalizou seu próprio negócio e, desde então, lidera a transportadora, que atualmente conta com seis caminhões e oito colaboradores. “Cresci por mérito e estou dando sequência e continuidade à história do meu pai”, afirma, com orgulho.

Na safra de 2024, Rabuske chegou a transportar 1.700 toneladas de tabaco — e, neste ano, a expectativa é de superar esse número, alcançando 1.800 toneladas. “Antigamente, era um sonho chegar à marca de 1 milhão de quilos. Hoje, essa meta se repete todos os anos com facilidade”, destaca. Mesmo coordenando a sua equipe de transportes, acompanha de perto a operação. Organiza a carga para os seus motoristas e faz questão de estar presente na descarga do produto na CBT. “Na época da safra, estou praticamente todos os dias na empresa e tenho orgulho de manter amizade com todos”, completa Rabuske.

Atualmente, o motorista atende 452 produtores integrados da CBT, nos municípios de Venâncio Aires, Passo do Sobrado e Santa Cruz do Sul. Para comparar: há 24 anos, ele transportava no máximo 600 toneladas de tabaco por safra, atendendo cerca de 130 produtores. “Tenho pessoas de confiança comigo, assim como os produtores integrados também confiam no meu trabalho. É uma corrente, preciso do produtor, se ele vai bem, eu vou também”, ressalta.

Mesmo com as responsabilidades da rotina como empresário, pretende continuar exercendo a profissão de motorista — aquela que o pai lhe apresentou ainda na juventude. “Faço o que gosto, é um vício. Não me imagino fazendo outra coisa e nunca imaginei chegar neste patamar”, evidencia. Ele também já teve experiência como produtor de tabaco, mas precisou deixar a atividade devido à expansão da transportadora para a prestação de serviços. Rabuske é casado com Débora Isabel Rabuske e tem um filho, Leonardo, de 26 anos.

Parceria e confiança

O Orientador Agrícola da CBT, Douglas Samuel Trarbach, destaca a relação diária com os produtores integrados e o papel essencial que desempenham para obter bons resultados. Ele ressalta que o transportador também é parte fundamental dessa engrenagem, atuando como ponte entre o campo e a indústria — garantindo a entrega dos insumos no momento certo e o transporte seguro do tabaco até a empresa.

“São engrenagens essenciais de um sistema que mantém o setor em movimento”, afirma Trarbach. Para ele, tanto os produtores quanto os transportadores contribuem diretamente para a qualidade do tabaco Estilo China. “Vejo em ambas as profissões o mesmo comprometimento com um objetivo comum: entregar um produto de excelência.” Em nome da China Brasil Tabacos, Trarbach agradece a parceria e confiança de cada Colono e Motorista, reforçando o compromisso da empresa com esses profissionais que fazem a diferença todos os dias.

VídeoA China Brasil Tabacos (CBT) preparou um vídeo especial em homenagem aos Colonos e Motoristas, confira: Colono e Motorista: as histórias que se encontram na China Brasil Tabacos

FOTO: Gelson Pereira/Comunicação CBT

Casal de “produtores transportadores” celebra o Dia do Colono e Motorista com história de dedicação dupla ao campo e à estrada

Olá Jornal
julho24/ 2025

No coração de Vale Verde, no interior do Rio Grande do Sul, o casal Dieferson e Fabia Silva vive uma rotina que traduz com perfeição o espírito do Dia do Colono e Motorista, celebrado em 25 de julho. Produtores de tabaco e transportadores, eles dividem o tempo entre o cuidado com a lavoura e o transporte da produção, numa jornada marcada por esforço, parceria e realização de sonhos.
Na propriedade de seis hectares, três são destinados ao cultivo do tabaco.

Mas o trabalho vai além da produção: na última safra, o casal transportou mais de 500 mil quilos de tabaco até a unidade de beneficiamento da Alliance One Brasil no estado, localizada em Venâncio Aires. Há quatro anos, Dieferson realizou o sonho de infância ao adquirir seu primeiro caminhão – decisão que trouxe novos desafios e que contou com o apoio fundamental de Fabia, que também ajuda ao volante.

“Mais do que tabaco, transportamos os sonhos e o suor das pessoas”, afirma Dieferson. “Como estou nas duas frentes, sei da importância e da dedicação que uma safra exige. Hoje posso dizer que não tenho produtores, mas sim amigos. Você se sente bem ao ver o sucesso dos agricultores safra pós safra”, destaca.

A parceria do casal é visível em cada detalhe da rotina. Fabia participa ativamente das operações e acompanha os carregamentos durante a safra. Para ela, viver esse momento ao lado do marido tem sido gratificante. “Além dos sonhos dos produtores, também estamos concretizando os nossos. Estão sendo os melhores anos de nossas vidas até agora, com saúde e boas projeções futuras”, revela.

A Alliance One Brasil reconhece e valoriza trajetórias como a de Dieferson e Fabia, que simbolizam a força do campo e da estrada. Neste 25 de julho, a empresa celebra todos os colonos e motoristas que, com coragem e dedicação, movimentam a agricultura brasileira e levam adiante sonhos que transformam vidas.

FOTO: Gabrielle Machado/AI Alliance One

Municípios recebem estações meteorológicas doadas ao Pró-Clima

Olá Jornal
julho24/ 2025

 O Consórcio Intermunicipal de Serviços do Vale do Rio Pardo (Cisvale) realizou nesta quarta-feira, 24, o ato de entrega de seis estações meteorológicas aos municípios consorciados. Os equipamentos foram adquiridos por meio de doação do Sicredi e integram o Comitê Pró-Clima, iniciativa criada para planejar ações conjuntas de prevenção, adaptação e resposta a eventos climáticos extremos que têm afetado a região desde 2024.

As estações recebidas serão instaladas em seis pontos estratégicos da bacia hidrográfica da região. Junto às localidades de Monte Alverne e Alto Paredão, em Santa Cruz do Sul; Boqueirão do Leão; Costa do Rio, em Vale do Sol; Alto Dona Josefa, em Vera Cruz; e General Câmara. O monitoramento em tempo real vai permitir que prefeituras e defesas civis tomem decisões mais ágeis para proteger comunidades e patrimônios em situações de risco.

Ao agradecer a parceria, o presidente do Cisvale e prefeito de Vera Cruz, Gilson Becker, destacou a importância do envolvimento comunitário na ação. “Esta doação representa mais do que a entrega de equipamentos. É fruto de uma mobilização regional que nos permite agir de forma rápida e prática para salvar vidas e reduzir prejuízos”, afirma.

Becker lembra que outras cinco estações meteorológicas serão adquiridas com recursos da Consulta Popular de 2024, conduzida pelo Conselho Regional de Desenvolvimento do Vale do Rio Pardo (Corede). “O Comitê Pró-Clima tem mostrado que, em pouco tempo, é possível construir soluções regionais e captar recursos importantes para enfrentar os impactos das mudanças climáticas”, acrescenta.

A solenidade contou também com a presença do vice-presidente do Sicredi, Coraldino Calmes da Silveira; do prefeito de Boqueirão do Leão, Paulo Joel Ferreira; do prefeito de General Câmara, Márcio Pereira Brandão; do prefeito de Santa Cruz do Sul, Sérgio Moraes; e do prefeito de Vale do Sol, José Valtair dos Santos, que assinaram o termo de recebimento dos equipamentos em nome de seus municípios. Participaram também coordenadores da Defesa Civil do Estado e dos municípios, técnicos e membros da Câmara Setorial do Meio Ambiente do Cisvale.

Estado está com a demanda regional

Durante sua manifestação, o presidente do Cisvale Gilson Becker destacou o encontro ocorrido com o secretário Estadual da Reconstrução Gaúcha, Pedro Capeluppi, no qual o Pró-Clima foi informado que as demandas regionais, por meio dos seis projetos de adaptação, resiliência e recuperação regional, pré-aprovados no Plano Rio Grande ainda no ano passado, foram incorporadas em ações e programas estaduais em curso. “O Estado afirmou que as demandas do Vale do Rio Pardo serão atendidas junto de programas, como o Desassorear RS, na modernização na rede de monitoramento hídrico, aquisição de equipamentos para a Defesa Civil e demais iniciativas do Estado”, aponta.

Becker reafirma que entre os propósitos do Comitê estão o acompanhamento da execução dos programas estaduais e a realização parcerias, como as doações recebidas pelo Sicredi, JTI, BAT Brasil e da própria Consulta Popular, que no próximo ciclo deve incluir novos projetos para resiliência climática. “É importante entender que, além dos projetos do Pró-Clima, os municípios deverão apresentar propostas e projetos ao governo do Estado. Paralelo a isto, continuaremos este movimento de captação e mobilização, buscando alternativas à região”, complementa o presidente do Cisvale.

CRÉDITO: AI Cisvale/Nascimento MKT