Os dados da Relação Anual de Informações Sociais (Rais), divulgados em maio pelo Ministério do Trabalho e Emprego, mostram que Venâncio Aires registrou em 2024 um crescimento expressivo na presença de jovens no mercado de trabalho. O número de trabalhadores com até 17 anos cresceu 34% em relação a 2023, passando de 265 para 356. Neste grupo estão os jovens do primeiro emprego, como estagiários e menor aprendiz, a partir dos 15 anos. Já a faixa entre 18 e 24 anos manteve-se estável em termos de ocupação, com 2.705 pessoas empregadas, apenas 35 a menos que no ano anterior.
Apesar do aumento na participação, as remunerações dos mais jovens seguem as menores entre as faixas etárias. Em 2024, a média salarial para trabalhadores de até 17 anos foi de R$ 1.267,05, uma queda de 19% em relação aos R$ 1.574,20 de 2023. Entre 18 e 24 anos, a média foi de R$ 2.365,32, praticamente estável frente ao valor do ano anterior (R$ 2.358,93).
A comparação com os demais grupos revela a diferença salarial: trabalhadores de 30 a 39 anos, faixa que concentra o maior número de vínculos (4.516), tiveram remuneração média de R$ 3.545,35, enquanto os de 50 a 59 anos receberam R$ 4.105,73.
COMPARAÇÃO
Em relação ao Rio Grande do Sul, os salários médios pagos aos jovens venâncio-airenses são menores. No Estado, a faixa até 17 anos recebe em média R$ 1.858,38, 46% a mais que em Venâncio Aires. Já entre 18 e 24 anos, a média estadual é de R$ 2.374,72, valor próximo ao local.
No cenário nacional, a diferença é ainda maior: os jovens de até 17 anos no Brasil recebem em média R$ 1.935,75, enquanto a faixa de 18 a 24 anos registra R$ 2.178,80. Nas demais faixas etárias, as remunerações também são superiores, com destaque para os trabalhadores de 40 a 49 anos, que têm média de R$ 4.507,40, 13% a mais que em Venâncio Aires.
EVOLUÇÃO
As demais faixas etárias no município apresentaram estabilidade ou pequenos avanços em relação a 2023. A faixa de 40 a 49 anos teve aumento de 5% no número de vínculos (de 3.785 para 3.973) e elevação da remuneração média para R$ 3.971,96. Já os trabalhadores de 60 anos ou mais, embora representem a menor parcela do mercado (809 vínculos), tiveram aumento salarial médio de 1% no comparativo anual, atingindo R$ 4.084,72.
