Venâncio Aires ampliou, ainda que de forma discreta, o número de mercados alcançados pelas exportações entre janeiro e julho de 2026. No período, os produtos embarcados pelo município chegaram a 74 países, um a mais do que os 73 destinos registrados nos primeiros sete meses de 2025. A diversificação, entretanto, ocorre em um cenário de forte retração no valor dos negócios internacionais.
De acordo com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, as exportações de Venâncio Aires somaram US$ 409,3 milhões entre janeiro e julho deste ano, contra US$ 583,3 milhões no mesmo período de 2025. A diferença representa uma queda de 29,8%, ou aproximadamente US$ 174 milhões.
A China permanece como principal destino, concentrando US$ 99,3 milhões em compras de produtos de Venâncio Aires. O valor, porém, é 57,6% menor do que os US$ 234,3 milhões registrados no mesmo período de 2025. O volume também caiu de 23,4 milhões para 12,2 milhões de quilos.
Na segunda posição aparece a Bélgica, com US$ 46,8 milhões, diante de US$ 107,1 milhões no ano passado, retração de 56,3%. Os Estados Unidos ocupam a terceira colocação, com US$ 45,6 milhões, resultado próximo aos US$ 46,1 milhões registrados em 2025.
Entre os principais mercados, a Indonésia foi destaque positivo. As exportações para o país passaram de US$ 28,6 milhões para US$ 32,7 milhões, alta de 14,3%. Também cresceram os negócios com os Emirados Árabes Unidos, de US$ 12,6 milhões para US$ 18 milhões, e com o Vietnã, de US$ 15,2 milhões para US$ 16,3 milhões.
Outro avanço expressivo aparece na Grécia, que passou de US$ 1,9 milhão para US$ 11,4 milhões. O mercado grego subiu da 20ª posição em 2025 para a 10ª colocação neste ano.
NOVOS MERCADOS
Embora o número total de destinos tenha aumentado apenas de 73 para 74, a composição da lista mudou. Treze países aparecem nas exportações de janeiro a julho de 2026 e não constavam na relação do mesmo período de 2025.
São eles: Angola, Belize, Croácia, El Salvador, Filipinas, Lituânia, Mongólia, Polônia, Senegal, Suíça, Tailândia, Ucrânia e Zimbábue.
A Mongólia é o mais recente e também o menor registro entre esses novos destinos, com uma operação de apenas US$ 20 e 20 quilos. Já a Polônia aparece com maior relevância entre os novos mercados, movimentando US$ 4,86 milhões.
As Filipinas também ganharam espaço, com US$ 1,08 milhão, enquanto Lituânia, Croácia, Senegal e Suíça registraram valores menores, mas passaram a integrar o mapa de destinos das exportações locais.
FORA DA LISTA
Ao mesmo tempo, 12 países que tinham registros entre janeiro e julho de 2025 não aparecem na relação de 2026. São eles: Austrália, Bahamas, Congo, Coveite (Kuweit), Egito, Guiana Francesa, Iêmen, Nova Zelândia, Reino Unido, Trinidad e Tobago, Uzbequistão e África do Sul.
A ausência desses mercados, entretanto, não significa necessariamente encerramento definitivo das relações comerciais. Os dados representam os registros de exportações no período analisado e podem variar ao longo do ano.
FOTO: Divulgação/AI SindiTabaco
