Saldo de empregos na indústria do tabaco de Venâncio Aires cresce 2,2% no primeiro quadrimestre de 2026

Olá Jornal
junho06/ 2026

O setor de processamento de tabaco em Venâncio Aires encerrou o primeiro quadrimestre de 2026 mantendo seu papel fundamental na movimentação econômica do município durante o período de safra. Dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) mostram que as indústrias de fabricação de produtos do fumo registraram 4.867 admissões entre janeiro e abril deste ano, confirmando a força das contratações temporárias que tradicionalmente impulsionam a economia local.

No mesmo período, foram contabilizados 721 desligamentos, resultando em um saldo positivo de 4.146 postos de trabalho. O resultado representa o melhor desempenho da série analisada em termos de geração líquida de empregos, reforçando a importância dos safristas para o funcionamento das unidades industriais e para a renda de milhares de famílias da região.

Embora o volume de admissões tenha ficado ligeiramente abaixo do registrado no primeiro quadrimestre de 2025, quando ocorreram 4.890 contratações, a redução no número de desligamentos foi determinante para elevar o saldo de empregos neste ano. Em 2025, foram registrados 835 desligamentos, o que resultou em saldo de 4.055 vagas. Já em 2026, o setor conseguiu manter mais trabalhadores ativos durante o período, ampliando o resultado líquido em 91 postos de trabalho, o equivalente a um crescimento de 2,2% no saldo de empregos em relação ao mesmo período do ano passado.

Na comparação com 2024, quando o saldo havia sido de 3.808 vagas, o avanço é ainda mais expressivo. Os 4.146 empregos líquidos registrados em 2026 representam um crescimento de 8,9% em dois anos, evidenciando a capacidade do setor de absorver mão de obra temporária e reduzir o ritmo de desligamentos durante a safra.

Os números também evidenciam a característica sazonal das vagas abertas durante a safra de processamento do tabaco. Entre os trabalhadores desligados nos primeiros quatro meses de 2026, o tempo médio de permanência no emprego foi de 4,0 meses, período compatível com a duração das atividades safristas. Em 2025, esse indicador havia alcançado 5,5 meses, o maior da série recente, sugerindo contratos ligeiramente mais longos naquele ciclo produtivo. Em 2026 a média deve alcançar o patamar do ano passado.

O levantamento histórico aponta ainda que o setor mantém estabilidade no volume de admissões ao longo dos últimos anos. Em 2024, as indústrias do tabaco registraram 4.947 contratações entre janeiro e abril, o maior número bruto da série analisada. No entanto, também houve o maior volume de desligamentos, com 1.139 baixas, resultando em saldo de 3.808 empregos. Naquele ano, o tempo médio de permanência dos trabalhadores desligados foi de 4,2 meses.

A evolução dos indicadores demonstra uma tendência positiva para o mercado de trabalho local. Mesmo com volumes de contratação semelhantes entre 2024, 2025 e 2026, as empresas vêm reduzindo gradualmente os desligamentos durante os primeiros meses do ano, elevando o saldo de empregos ativos e fortalecendo os efeitos econômicos da safra no município.

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