A safra de tabaco sul-brasileira 2025/2026 fechou em 710.229 toneladas, considerando a produção conjunta do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná e os três tipos de tabaco cultivados: Virgínia, Burley e Comum. O resultado representa redução de 1,3% em relação às 719.891 toneladas produzidas na safra 2024/2025. Os dados consolidados foram divulgados pela Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra) na tarde desta quarta-feira, 26.
Do volume total, 639.471 toneladas são de tabaco Virgínia, com redução de 1,3% na
anterior. O Burley somou 60.089 toneladas, crescimento de 0,8%, enquanto o Comum chegou a 10.669 toneladas, redução de 11,6%.
O tipo Virgínia é o mais cultivado e representa cerca de 90% da produção sul-brasileira
Os números foram divulgados nesta quarta-feira, 26 de agosto, pela Associação dos
Fumicultores do Brasil (Afubra) e são obtidos por meio de pesquisas realizadas junto aos produtores de tabaco.
A área cultivada no Sul do Brasil passou de 309.982 para 308.932 hectares, recuo de 0,3%.
O número de famílias produtoras diminuiu de 138.020 para 135.972, redução de 1,5%, enquanto o numero de estufas passou de 160.912 para 160.157, queda de 0,5%. A produtividade média sul-brasileira ficou em 2.299 kg/ha, 1% abaixo dos 2.322 kg/ha registrados na safra anterior.
A análise da Afubra aponta que a safra apresentou comportamento heterogêneo entre as regiões produtoras. Em diversas áreas, as lavouras tiveram bom desenvolvimento vegetativo. sanidade adequada e resposta favorável às chuvas ocorridas em momentos importantes do ciclo. Em outras, frio prolongado, geadas, excesso de umidade, ventos, chuvas intensas, granizo e períodos de estiagem comprometeram parcialmente o rendimento, a uniformidade e a qualidade do produto.
Segundo o presidente da Afubra, Marcilio Laurindo Drescher, o resultado geral deve ser analisado considerando essas diferenças regionais. “Foi uma safra bastante heterogênea. Tivemos regiões com bom desenvolvimento das lavouras e condições favoráveis em momentos importantes. mas também áreas prejudicadas por diferentes eventos climáticos. Por isso, a realidade não foi a mesma para todos os produtores”, destaca.
A qualidade também variou conforme a posição da folha na planta e o período de colheita. Em várias localidades, o tabaco de baixo pé apresentou maior incidência de folhas verdes, escuras ou de menor valor comercial, enquanto as folhas de meio pé e ponteira, quando colhidas em condições favoráveis e no estágio adequado de maturação, alcançaram melhor padrão de qualidade.
Comportamento nos três estados
O Rio Grande do Sul encerrou a safra com 286.603 toneladas, redução de 5,5% em relação ao ciclo anterior. O estado respondeu por 40,4% da produção sul-brasileira. A área cultivada chegou a 132.076 hectares, aumento de 0,2%, enquanto o número de famílias produtoras caiu 2,1%, para 67.815. A produtividade média recuou 5,7%, passando de 2.302 para 2.170 kg/ha.
Em Santa Catarina, 40.656 famílias produtoras colheram 223.643 toneladas, redução de 1,1%. O estado respondeu por 31,5% da produçao sul-brasileira. A área cultivada caiu 1,3%, para 93.023 hectares, enquanto a produtividade média ficou praticamente estavel, em 2404 kg/na.
O Paraná foi o único dos três estados a registrar crescimento na produção total. As 27.501 famílias produtoras colheram 199.983 toneladas, aumento de 5,1%. A área cultivada permaneceu praticamente estável, em 83.833 hectares, enquanto a produtividade média avançou 5,3%, para 2.385 kg/ha. O Paraná respondeu por 28,2% da produção sul-brasileira.
Com informações AI Afubra
