Calor extremo persiste no Rio Grande do Sul e alerta vermelho segue até sexta-feira, diz Inmet

Olá Jornal
fevereiro05/ 2026

O calor fora do padrão segue dominando o Rio Grande do Sul, com temperaturas acima da média para esta época do ano e alerta vermelho emitido pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) para parte do Estado. A pergunta que se repete entre os gaúchos é direta: até quando vai a onda de calor?

Segundo o Inmet, o pico das temperaturas ocorre entre esta quinta-feira (05) e sexta-feira (06), período em que os termômetros podem se aproximar ou até superar os 40°C, principalmente nas regiões Oeste, Noroeste e nas Missões.

Tecnicamente, uma onda de calor é definida pela persistência de temperaturas ao menos 5°C acima da média climatológica por vários dias consecutivos. Diferente de tardes quentes comuns no verão, trata-se de um período prolongado de calor intenso, com temperaturas elevadas acumuladas dia após dia e noites pouco refrescantes, o que amplia os riscos à saúde da população.

No episódio atual, esse padrão atmosférico vem se consolidando desde o início da semana, marcado por ar seco, predomínio de céu aberto e ausência significativa de chuva, cenário típico de eventos mais intensos no Sul do Brasil.

De acordo com o Inmet, a onda de calor deve persistir pelo menos até sábado (07). O período mais crítico ocorre entre quinta e sexta-feira, quando as máximas devem atingir os valores mais elevados em praticamente todo o Estado.

A partir da tarde de sexta-feira, começam a surgir os primeiros sinais de mudança no padrão atmosférico. O avanço de uma frente fria pelo sul do continente tende a enfraquecer gradualmente o bloqueio atmosférico responsável pelo calor persistente, permitindo alterações no tempo de forma progressiva.

A chegada da frente fria deve provocar aumento da nebulosidade, queda gradual das temperaturas, pancadas de chuva, rajadas de vento e risco de temporais isolados. Em algumas regiões, os volumes de chuva podem variar entre 40 e 50 milímetros, especialmente no Sul e no oeste do Estado, onde os sinais de mudança devem aparecer primeiro.

FIM DE SEMANA

Durante o sábado (07) e o domingo (08), a tendência é de temperaturas mais amenas em todo o Rio Grande do Sul, marcando o fim do ciclo de calor extremo associado a esta onda.

Mesmo com a chegada da frente fria, o resfriamento não ocorre de forma abrupta. O solo seco, aquecido por vários dias consecutivos, demora a perder calor. Além disso, áreas urbanas com grande concentração de concreto e asfalto tendem a manter temperaturas elevadas durante a noite, fenômeno conhecido como ilha de calor urbana. Por isso, a sensação térmica pode continuar desconfortável, especialmente nas primeiras horas após a mudança do tempo.

ALERTA

O Instituto Nacional de Meteorologia mantém alerta vermelho para a onda de calor até esta sexta-feira (06), indicando grande risco à saúde devido às temperaturas extremas. A previsão climática do Inmet indica ainda que o mês de fevereiro deve registrar chuvas acima da média nas regiões Norte e Sudeste do país e abaixo da média no Sul e Centro-Oeste. As temperaturas devem ficar acima da média em grande parte do Brasil, com desvios de até 1°C acima da média nas regiões Norte e Centro-Oeste.

Projeto internacional da Unisc investe em microalgas para produção industrial e tratamento de águas residuárias

Olá Jornal
fevereiro05/ 2026

O projeto “Produção Industrial de Microalgas e Tratamento de Águas Residuárias: Uma Abordagem Tecnológica, Econômica e Ambiental”, da Universidade de Santa Cruz do Sul (Unisc), foi contemplado pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), por meio de Chamada Pública. A iniciativa é desenvolvida em cooperação internacional com a Universidad de Almería (UAL), na Espanha, fortalecendo a integração científica entre Brasil e Espanha. Atualmente, duas estudantes da Universidade participam diretamente das atividades na Espanha.

O projeto prevê o financiamento de atividades de pesquisa no Brasil, bem como a concessão de bolsas para alunos e professores envolvidos, promovendo a formação de recursos humanos altamente qualificados e o intercâmbio de conhecimentos em nível internacional. É coordenado pela professora Rosana Schneider, e contribui diretamente para o fortalecimento do Programa de Pós- Graduação em Tecnologia Ambiental (PPGTA) e do Programa de Pós- Graduação em Sistemas e Processos Industriais (PPGSPI) da Unisc. Isso amplia a internacionalização, a qualificação acadêmica e a inserção internacional desses Programas.

Atualmente, duas alunas do PPGTA participam diretamente das atividades na Espanha: Giséle Alves, que realiza doutorado sanduíche em Almería, com bolsa de 6 meses, e Camila Rathke, em missão de pesquisa vinculada ao mestrado, com bolsa de 2 meses. Durante o período em Almería, Giséle estará focada na produção de proteínas a partir de microalgas, enquanto Camila desenvolverá estudos voltados à produção de bioestimulantes com microalgas, ampliando as possibilidades de aplicação desses bioprodutos.

No PPGTA, em especial, a participação das alunas em atividades de internacionalização possui papel estratégico, pois consolida e aprofunda a inserção internacional do Programa, aspecto que foi determinante para a recente conquista da nota 6 junto à Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), evidenciando o nível de excelência do Programa. “Além disso, o conhecimento adquirido em atividades de internacionalização em uma universidade que atua com produção de microalgas em grande escala representa um diferencial para o grupo de pesquisa, capacitando-o a interagir de forma mais qualificada com empresas vinculadas ao TecnoUnisc”, ressalta a professora.

Além das aplicações no tratamento de águas residuárias, a pesquisa busca o desenvolvimento de novos produtos, com destaque para aplicações nos setores ambiental, agrícola e de alimentos, integrando sustentabilidade ambiental, viabilidade econômica e inovação tecnológica. “A cooperação com a Universidad de Almería, reconhecida internacionalmente por sua excelência em pesquisas com microalgas e sistemas produtivos, reforça o caráter estratégico do projeto, ampliando as perspectivas de transferência de tecnologia, inovação e impacto científico, tecnológico e socioambiental”, finaliza.

CRÉDITO: AI Unisc

Grupo Passarela amplia atuação no RS e prevê a geração de quase mil vagas de trabalho

Olá Jornal
fevereiro04/ 2026

O Grupo Passarela, um dos maiores varejistas alimentares do Brasil, prepara uma nova etapa de expansão em 2026. Ao longo deste ano, a empresa irá inaugurar oito novas lojas, sendo sete no Rio Grande do Sul, com a expectativa de gerar mais de 950 vagas de emprego.

O processo de contratação já está em andamento para a primeira unidade, que será inaugurada ainda no primeiro trimestre, em Venâncio Aires. A área de Recursos Humanos iniciou a captação de profissionais para diferentes funções. “Já estamos selecionando pessoas para diferentes vagas de atuação, na capital do chimarrão estamos com cerca de 120 colocações para o mercado de trabalho”, explica a gerente de RH Mariana Cechin.

Para quem busca uma nova oportunidade ou o primeiro emprego, o Grupo Passarela oferece benefícios como horários diferenciados, plano de saúde, alimentação gratuita na empresa, vale-alimentação, desconto em compras, política de meritocracia e transporte de ida e volta.

“O Rio Grande do Sul sempre se destacou pela força, dedicação e espírito trabalhador do seu povo, e é exatamente esse perfil que buscamos para fazer parte do nosso crescimento. Com a abertura de sete novas lojas neste ano, nos orgulhamos de gerar quase mil novas oportunidades de trabalho, incluindo vagas estratégicas para cargos de liderança e gerência. Acreditamos no talento local e queremos desenvolver profissionais da região, oferecendo oportunidades reais de crescimento, capacitação e construção de carreira dentro da empresa”, enfatiza a diretora de RH, Erica Bach.

Além de Venâncio Aires, o plano de expansão no Estado prevê novas unidades nos municípios de Novo Hamburgo, Santa Maria, Bento Gonçalves, Igrejinha, Ijuí e Gravataí, ampliando a presença da rede e contribuindo para a geração de emprego e renda nas regiões onde irá atuar.

CRÉDITO: AI Grupo Passarela

Deputado Airton Artus cumpre agenda em Barueri para conhecer data centers e avaliar megaprojeto previsto para Eldorado do Sul

Olá Jornal
fevereiro04/ 2026

Integrante da subcomissão da Assembleia Legislativa que avalia os impactos do megaprojeto de data centers anunciado para Eldorado do Sul, o deputado estadual Airton Artus cumpre agenda em Barueri (SP) para conhecer de perto a operação de grandes estruturas de processamento de dados. A visita tem como objetivo aprofundar a compreensão técnica, econômica e social sobre empreendimentos do setor, que avançam rapidamente no Brasil e levantam debates sobre consumo energético, impactos ambientais e geração de empregos qualificados.

A subcomissão foi criada no âmbito da Assembleia Legislativa para analisar os impactos econômicos, ambientais e tecnológicos do projeto anunciado pelo governo do Estado em novembro de 2024. O empreendimento, liderado pela empresa Scala Data Centers, prevê a instalação de um complexo de hiperescala em Eldorado do Sul, município da Região Metropolitana que foi devastado pela enchente histórica de 2024, quando 100% da área urbana foi atingida.

Além de integrar a subcomissão, Airton Artus preside a Frente Parlamentar de Formação de Mão de Obra na Área Tecnológica, o que amplia o foco da sua atuação na análise do projeto. Para o parlamentar, compreender o funcionamento dos data centers vai além da infraestrutura física. “Estamos falando de um setor estratégico, que exige planejamento, qualificação profissional e definição clara de contrapartidas para o desenvolvimento do estado. Não é apenas sobre atrair investimentos, mas sobre preparar pessoas e garantir benefícios reais para a sociedade”, destaca.

O megaprojeto prevê investimento inicial de R$3 bilhões e é tratado pelo governo estadual como estratégico, com a promessa de criação de milhares de empregos diretos e indiretos e a formação do primeiro distrito industrial de data centers do país. Ao mesmo tempo, entidades ambientalistas e especialistas alertam para o alto consumo de energia elétrica e para a ausência de parâmetros nacionais específicos para estruturas de hiperescala. Estimativas indicam que o complexo poderá demandar até 1,8 GW de energia, o que o tornaria o maior consumidor isolado do Rio Grande do Sul.

Nesse contexto, a agenda em Barueri busca oferecer subsídios práticos para a avaliação do projeto previsto para Eldorado do Sul. A cidade paulista abriga a sede da Scala Data Centers, considerada uma das maiores operações do tipo na América Latina, com 17 edifícios dedicados, três subestações elétricas e capacidade projetada de até 600 MW. Visitas técnicas semelhantes já foram realizadas por comitivas formadas por representantes da Invest RS, da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, da prefeitura de Eldorado do Sul e da Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam).

Para Airton Artus, acompanhar a evolução tecnológica e os modelos já em funcionamento é essencial para qualificar o debate no Rio Grande do Sul. “O Estado precisa discutir esse tema com base em informação, transparência e responsabilidade. Como presidente da Frente Parlamentar de Formação de Mão de Obra Tecnológica, me preocupa especialmente como esses investimentos podem se traduzir em oportunidades concretas de capacitação, empregos qualificados e fortalecimento do ecossistema de inovação”, afirma.

A subcomissão também tem buscado esclarecimentos junto a órgãos federais, incluindo ministérios e agências reguladoras, diante da ausência de uma regulamentação nacional específica para data centers de hiperescala. Questões como soberania digital, proteção de dados, impactos no sistema elétrico e exigência de contrapartidas tecnológicas fazem parte do escopo da análise.

Os trabalhos da subcomissão seguem em andamento e devem resultar em um relatório com recomendações ao Legislativo e ao governo estadual. A expectativa é que o documento contribua para orientar decisões futuras sobre a instalação de grandes complexos tecnológicos no Rio Grande do Sul, equilibrando desenvolvimento econômico, sustentabilidade ambiental e formação de mão de obra qualificada.

CRÉDITO: AI Gab. Airton Artus

MPF aciona Justiça para substituir proibição de cigarros eletrônicos por regulação

Olá Jornal
fevereiro04/ 2026

O Ministério Público Federal, em Minas Gerais, ingressou com uma ação civil pública para obrigar o governo federal e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) a instituírem uma estrutura regulatória rigorosa e efetiva para os dispositivos eletrônicos para fumar (DEFs), conhecidos como cigarros eletrônicos ou vaporizadores. A iniciativa busca substituir a atual proibição total por um conjunto de regras que permita o controle sanitário, a fiscalização do mercado e a responsabilização dos agentes econômicos.

Segundo a ação, a proibição vigente não foi capaz de conter o consumo desses produtos e acabou empurrando o mercado para a clandestinidade, estimulando o contrabando e as vendas ilegais. Para o MPF, a ausência de um modelo regulatório aplicável dificulta a atuação do Estado, amplia o acesso de jovens a dispositivos com composição desconhecida e eleva a pressão sobre os gastos públicos em saúde.

O processo foi apresentado pelos procuradores federais Cléber Eustáquio Neves e Onésio Soares Amaral que defendem a adoção de medidas como o registro obrigatório dos produtos, a fixação de limites máximos de nicotina, a imposição de tampas de segurança, a proibição absoluta de publicidade voltada a crianças e adolescentes e a exigência de advertências claras de saúde nas embalagens. O MPF também pede que, no prazo de 90 dias, o governo federal e a Anvisa apresentem um relatório nacional detalhado sobre o consumo de DEFs no país, acompanhado de um cronograma para a implementação das novas regras.

Na petição, os promotores afirmam que, apesar da vedação formal, os dispositivos de vaporização continuam amplamente disponíveis no mercado ilegal brasileiro, em diversos formatos e sabores, comercializados abertamente por meio de redes sociais, aplicativos de mensagens e locais de lazer. A fiscalização, segundo o MPF, não consegue acompanhar a velocidade de expansão desse mercado, deixando o Estado incapaz de proteger grupos vulneráveis, especialmente adolescentes.

O órgão também destaca riscos à saúde associados aos produtos ilícitos, que podem conter altas concentrações de nicotina, metais pesados, como chumbo, níquel e cromo e solventes químicos ou aditivos sem avaliação de segurança. A ação sustenta ainda que a chamada “proibição no papel” cria uma falsa sensação de proteção, já que muitos usuários não sabem que estão consumindo nicotina.
Para o MPF, enquanto o mercado ilegal lucra com as vendas, o Sistema Único de Saúde (SUS) arca com os custos do tratamento dessas enfermidades. Com a regulamentação, argumentam os procuradores, o Estado poderia instituir tributos específicos para financiar a saúde pública, exigir responsabilidade corporativa e aprimorar o monitoramento dos gastos relacionados às doenças associadas ao vaping.

Além disso, o órgão ainda pede que o governo federal e a Anvisa sejam condenados ao pagamento de R$ 1 bilhão por danos morais coletivos, sob o argumento de que a omissão regulatória violou o direito constitucional à saúde e à segurança sanitária.

ESPECIALISTAS E CONSUMIDORES APOIAM MEDIDA

A iniciativa do MPF foi avaliada de forma positiva por especialistas em redução de danos. A toxicologista independente membro da Sociedade Brasileira de Ciencia e Tecnologia para Redução de Danos (SBRed), Ingrid Dragan Taricano, lembra que o produto é regulamentado em muitos países e cita o exemplo do Reino Unido que utiliza os dispositivos como política pública para fumantes. “O fato de que o governo britânico lançou, em 2023, o primeiro programa nacional do mundo, com o objetivo de oferecer a cerca de 1 milhão de fumantes um kit inicial gratuito de vaporizador, acompanhado de suporte comportamental para parar de fumar, nos faz pensar que estes produtos quando são regulamentados, e têm procedência reconhecida, podem ajudar muita gente a deixar o cigarro tradicional a combustão”.

Para ela, o Brasil está vivendo à margem de iniciativas globais. “Quando esta iniciativa é avaliada à luz da toxicologia, nos parece extremamente lúcida, uma vez que em muitas partes do mundo é exatamente esta a regra, sendo o Brasil, uma exceção. A iniciativa do Ministério Público está alinhada ao que já acontece em muitos países e por muito tempo. Vamos torcer para que esta iniciativa traga ao Brasil, o regramento que tanto necessitamos para a proteção da população”, avalia.

Para a psicóloga e especialista em políticas públicas e redução de danos, Mônica Gorgulho, a ação se soma a um movimento mais amplo de pressão institucional pela regulamentação. Segundo ela, o processo dialoga com o projeto de lei apresentado em 2024 pela senadora Soraya Thronicke (Podemos) e também com manifestações da Receita Federal, que no mesmo ano alertou a direção da Anvisa para a necessidade de regular os dispositivos como forma de reduzir o contrabando no setor.

Na avaliação da especialista, o tema vem deixando de ser pautado apenas pelos próprios usuários de produtos de nicotina. “Aos poucos, outras vozes passam a reconhecer a urgência da regulamentação”, afirma.

Segundo Mônica, o aumento da pressão internacional, especialmente da Organização Mundial da Saúde (OMS) e de grupos antitabagistas, acaba obrigando diferentes agências estatais a se posicionarem sobre o assunto.

Ela ressalta ainda que a ação do MPF pode ampliar o direito à informação da sociedade civil sobre alternativas ao consumo tradicional de nicotina. “Essa iniciativa traz a possibilidade de romper barreiras impostas por grupos que controlam o debate e de garantir à população acesso mais amplo a informações. Parabéns ao Ministério Público”.

PROIBIR NÃO PROTEGE
O presidente da THR Brasil, Miguel Okumura, comemora a iniciativa. “O ponto chave dessa ação do MPF, é que ela desmonta a narrativa de que ‘proibir protege’. Eles entenderam que a proibição criou um vácuo sanitário. Hoje, sem regulação, não existe exigência de laudo toxicológico, não existe trava de segurança nas baterias e nem limite de nicotina. A ação pede a liberação justamente para criar essas regras”.

Ao mesmo tempo, lamenta que a decisão tenha ficado para a Justiça. “É vergonhoso que o Ministério Público precise acionar a justiça para que uma agência sanitária faça o seu trabalho. A Anvisa teve anos para liderar esse processo com base na ciência, como fizeram Inglaterra e Suécia, mas preferiu a ideologia. Agora, o judiciário está tendo que intervir para garantir o mínimo de segurança sanitária para a população”, afirma.

Consumidor desde 2017, Okumura testemunha que encontrou nos dispositivos eletrônicos o que considera a única ferramenta eficaz para deixar o cigarro tradicional. “Para nós da THR Brasil, essa ação é um marco porque tira a discussão do campo moral — ‘gostar ou não de fumar’ — e coloca no campo prático: o produto existe, milhões usam, como vamos lidar com isso para reduzir danos? A resposta é regulação”, conclui.

Pó do tabaco se transforma em fertilizante orgânico

Olá Jornal
fevereiro04/ 2026

O pó de tabaco, resíduo do processamento das folhas, retorna às propriedades produtoras na forma de fertilizante orgânico. A reciclagem integra as iniciativas em prol da sustentabilidade ambiental conduzidas pelas empresas associadas ao Sindicato Interestadual da Indústria do Tabaco (SindiTabaco). A produção do Fertileaf é realizada pela Fundação para Proteção Ambiental de Santa Cruz do Sul (Fupasc), e o produto é registrado no Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) e certificado como fertilizante orgânico Classe A.

Após o processamento, o adubo retorna às unidades industriais, que o distribuem aos produtores por meio do Sistema Integrado de Produção de Tabaco (SIPT), fortalecendo a lógica da economia circular junto aos próprios produtores da cadeia. Além da certificação do Ministério da Agricultura, o produto conta com o selo Ecocert, que atesta o uso apropriado do insumo para a produção orgânica, de acordo com normas brasileiras e internacionais.

Conforme dados da Fupasc, entre 2014 e 2025 foram produzidas mais de 175 mil toneladas de fertilizante orgânico. A reciclagem junto à Fundação iniciou em 2014, ano em que foram processadas 5.375 toneladas de pó de tabaco. Com o passar dos anos, a transformação do descarte em fertilizante passou a abranger mais unidades e setores das indústrias, de modo que, atualmente, a totalidade do pó segue para transformação em adubo. Em 2020, já eram produzidas 14.692 toneladas de fertilizante. E em 2025, o volume chegou a 22.991,80 toneladas, que irão fertilizar lavouras da safra 2025/2026.

Para a produção, o pó de tabaco recebe a adição de cinzas de caldeiras à lenha aproximadamente (3%), este um resíduo industrial classe II, gerado nas industrias fumageiras, além de um consórcio de micro-organismos. O coordenador de Sustentabilidade da Fupasc, engenheiro ambiental e de segurança do trabalho Sebastião Bohrer, explica que a cinza é utilizada para correção do pH e que os micro-organismos aceleram a fermentação dos resíduos. “No tratamento, o pó de tabaco e a cinza são umidificados em um sistema coberto, chamado de leiras, onde também é adicionado o consórcio de micro-organismos para promover a degradação e a estabilização dos resíduos”, explica.

Economia circular sustentável
Segundo a assessora técnica do SindiTabaco, Fernanda Viana Bender, a sustentabilidade ambiental e econômica faz parte do propósito das empresas de tabaco, tanto em suas operações industriais quanto nas demais atividades de toda a cadeia produtiva. “A reciclagem de todos os resíduos produzidos é uma ação permanente. E, no caso da produção de fertilizante a partir do pó de tabaco, cumpre todos os requisitos da economia circular sustentável”, afirma. “E isso vem sendo alcançado com o comprometimento dos gestores e das equipes técnicas”, completa.

O que é o Fertileaf
E um fertilizante orgânico Classe A, com registro no Ministério da Agricultura e Pecuária – MAPA EP RS-3713-3, resultado de cerca de 20 anos de pesquisas e experimentos para o desenvolvimento da biotecnologia e da estrutura adequada para compostagem e estabilização dos resíduos provenientes do setor fumageiro. O produto também é certificado pela Ecocert como insumo apropriado para a produção orgânica. O processo de compostagem foi desenvolvido com base nas premissas da economia circular, em que o produto gerado retorna aos produtores.

Como é produzido
A produção do Fertileaf ocorre por meio de um processo de compostagem em área 100% coberta, com ciclo fechado, denominado fermentação em estado sólido, sem geração de resíduos líquidos. A eficiência do processo é avaliada diariamente por meio da medição da temperatura das pilhas de maturação do composto orgânico e também por ensaios de germinação de sementes de ervas daninhas. A fundação recebe o pó cru e as cinzas das empresas associadas, adiciona os micro-organismos e, após 90 a 120 dias de maturação e estabilização, o produto está pronto para retornar às empresas. Na produção, 100% da energia utilizada é proveniente de usina solar própria, e 100% da água é de reuso (pluvial).

CRÉDITO: AI SindiTabaco

FOTO: Divulgação/Fupasc

Deputado Sergio Peres assume presidência da Assembleia Legislativa do RS com foco no fortalecimento dos municípios

Olá Jornal
fevereiro04/ 2026

A Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul iniciou oficialmente, nesta terça-feira, 03, o ano legislativo de 2026 com a eleição do deputado Sergio Peres (Republicanos) para a presidência da Casa. Eleito por consenso, em chapa única, Peres comandará o Legislativo gaúcho no período que se estende de fevereiro de 2026 a janeiro de 2027.

A escolha do novo presidente é resultado de um acordo pluripartidário entre as lideranças, que prevê a alternância da presidência entre as quatro maiores bancadas — MDB, Progressistas, PT e Republicanos — além da divisão proporcional dos cargos da Mesa Diretora e das comissões permanentes.

Ao assumir o comando do Parlamento gaúcho, Sergio Peres anunciou que o municipalismo será a principal bandeira de sua gestão. Segundo o presidente, a pauta é urgente e exige esforço coletivo para a recuperação e o fortalecimento das comunidades locais, especialmente diante do aumento das responsabilidades atribuídas aos municípios ao longo das últimas décadas.

Peres destacou que o município vai além de um espaço administrativo, sendo o local onde a economia se desenvolve, a história é construída e a identidade da população se manifesta. Para ele, é nas cidades que “pulsa o coração do Rio Grande do Sul”, representando a realidade e o pertencimento de mais de 11 milhões de gaúchos.

O presidente também ressaltou que a Constituição Federal de 1988 marcou um avanço histórico ao elevar os municípios à condição de entes federativos autônomos, descentralizando o poder e ampliando o acesso a recursos e políticas públicas. Entre os principais instrumentos decorrentes desse processo, citou o Fundo de Participação dos Municípios (FPM), a municipalização do Sistema Único de Saúde (SUS) e o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb).

Apesar dos avanços, Peres afirmou que os recursos destinados às cidades ainda são insuficientes frente ao volume de atribuições assumidas pelas administrações municipais. Segundo ele, prefeitos e vereadores reivindicam uma divisão mais justa das receitas, com maior autonomia fiscal e critérios claros para o custeio das políticas públicas.

Com 497 municípios, o Rio Grande do Sul é o terceiro estado brasileiro com maior número de unidades municipais. Para o novo presidente, esse cenário reforça a necessidade de que o Parlamento estadual volte seus esforços para as demandas locais, colocando os municípios no centro das decisões legislativas ao longo da nova gestão.

MESA DIRETORA
Além de Sergio Peres, a Mesa Diretora será composta por Dr. Thiago Duarte (União) como 1º vice-presidente, Adolfo Brito (PP) como 2º vice-presidente, Vilmar Zanchin (MDB) como 1º secretário, Pepe Vargas (PT) como 2º secretário, Delgada Nadine como 3ª secretária e Paparico Bacchi (PL) como 4º secretário. Os suplentes de secretário serão Delegado Zucco (Republicanos), Luiz Marenco (PDT), Professor Cláudio Branchieri (Podemos) e Gaúcho da Geral (PSD).

Unisc está com inscrições abertas para o Vestibular Complementar

Guilherme Siebeneichler
fevereiro04/ 2026

A Universidade de Santa Cruz do Sul (Unisc) está com inscrições abertas para o Processo Seletivo Complementar relativo ao ingresso em cursos de graduação no ano de 2026. O período de candidaturas iniciou-se a 15 de dezembro de 2025 e estende-se até ao dia 27 de março de 2026, devendo ser realizado exclusivamente através do site oficial da instituição. As vagas contemplam cursos nas modalidades presencial, semipresencial e a distância, distribuídos pelos campi de Santa Cruz do Sul, Capão da Canoa, Montenegro, Sobradinho e Venâncio Aires.

Os interessados podem optar por três formas distintas de seleção para concorrer a uma vaga. A primeira consiste na realização de uma Prova de Proficiência em Língua Portuguesa – Redação, que, nesta etapa complementar, é aplicada no formato digital. As outras opções permitem o aproveitamento da nota da redação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de edições entre 2021 e 2025, ou a utilização da nota da redação de vestibulares da própria Unisc realizados entre 2021 e 2026.

Para os candidatos que escolherem a prova digital, a universidade envia um link de acesso via WhatsApp no turno anterior à data agendada. Após o acesso, o sistema permite um prazo máximo de duas horas para a elaboração e submissão de um texto de 20 a 30 linhas sobre um dos temas propostos. É responsabilidade do estudante garantir a infraestrutura tecnológica necessária para a execução do exame, sendo proibida a consulta a materiais externos ou a utilização de fones de ouvido durante o processo.

A inscrição é gratuita para quem optar pelo uso da nota do Enem ou de vestibulares anteriores da Unisc. Já os candidatos que realizarem a nova prova de redação devem efetuar o pagamento da taxa de R$ 20.
A instituição ressalta que o cronograma pode ser interrompido antecipadamente caso as vagas disponíveis para os cursos oferecidos sejam totalmente preenchidas.

Venâncio Aires tem alta de 32% no número de usinas solares em 2025, mas potência cresce menos

Olá Jornal
fevereiro04/ 2026

O município de Venâncio Aires registrou em 2025 um aumento significativo no número de usinas solares conectadas à rede elétrica. Somente no último ano foram 793 novas conexões, contra 600 em 2024, um crescimento de cerca de 32% no total de unidades instaladas, indicando aceleração na adesão à geração de energia a partir do sol.

Apesar desse avanço em quantidade, a potência instalada não evoluiu no mesmo ritmo. Em 2025, os novos sistemas somam 4.851,33 kW, volume inferior ao incorporado em 2024 (6.265,72 kW) e em 2023 (5.601,35 kW). Isso mostra que as usinas implantadas mais recentemente são, em média, menores do que as dos anos anteriores, diferente do que ocorreu em 2022, quando houve um pico de expansão com 11.380,83 kW adicionados em um único ano.

No acumulado histórico, a cidade chega a 4.925 usinas em operação, totalizando 41.684,41 kW de potência instalada. O movimento recente, portanto, é puxado mais pela pulverização de pequenos sistemas do que pela entrada de grandes projetos individuais.

O perfil das instalações ajuda a explicar esse descompasso entre número de usinas e potência. A classe residencial é a predominante no município, com 3.359 sistemas e 19.901,47 kW instalados, concentrando praticamente metade de toda a capacidade local. Na sequência aparecem os consumidores rurais, com 1.169 usinas e 10.591,88 kW, e o setor comercial, com 334 usinas e 7.034,73 kW.

As classes industrial e de poder público têm participação menor em quantidade de sistemas, embora apresentem potência média mais alta por unidade. São 53 usinas industriais que somam 3.978,73 kW, além de poucos sistemas ligados ao poder público e outras categorias específicas, com impacto reduzido no total instalado.

Como sistemas residenciais e rurais costumam ter menor porte individual, o crescimento puxado por essas classes faz o número de conexões subir rapidamente sem que a potência total aumente na mesma proporção. O cenário indica uma geração cada vez mais distribuída, baseada principalmente em telhados de casas, propriedades rurais e pequenos negócios, reforçando a popularização da energia solar no município.

No ranking dos municípios do Rio Grande do Sul, Venâncio Aires aparece na 14ª posição em potência instalada de geração solar, com cerca de 41,6 megawatts. A colocação coloca a cidade entre os principais polos gaúchos de geração fotovoltaica e evidencia que a soma de milhares de sistemas de pequeno e médio porte é suficiente para garantir destaque estadual na produção de energia limpa.

Campanha “Todos pela Educação” mobiliza comunidade para doação de material escolar a estudantes em vulnerabilidade

Olá Jornal
fevereiro03/ 2026

Com o desafio “Todos pela Educação – Aprender transforma vidas”, tem início nesta terça-feira (3) a campanha de arrecadação de material escolar, em Venâncio Aires. Neste ano, a ação proposta pelo Gabinete da Primeira-Dama conta com a parceria da Câmara de Comércio, Indústria e Serviços (Caciva) e do Poder Legislativo, com o objetivo de beneficiar estudantes do município em situação de vulnerabilidade social.

Conforme a primeira-dama Janete da Rosa, a campanha segue até o dia 28 de fevereiro e disponibiliza duas formas de contribuição à comunidade: as tradicionais caixas de arrecadação e a doação por meio de PIX. As caixas estarão identificadas com o cartaz oficial da campanha e quem quiser aderir pode solicitar o cartaz pelo WhatsApp 51 9910 9500.

“A ideia é deixar essas caixas à disposição para quem quiser doar tanto materiais novos quanto itens que já estejam em casa e em condições de uso. Muitas vezes, cadernos, lápis ou mochilas são pouco utilizados e podem ser reaproveitados”, destaca Janete.

A doação em dinheiro, por meio de PIX, é uma iniciativa liderada pela Caciva, especialmente junto aos seus associados. De acordo com a gerente da entidade, Lizete Sterz, o valor sugerido é de R$ 45,00, quantia suficiente para a aquisição de um kit de material escolar. “A Caciva entende que campanhas importantes para a comunidade precisam do nosso apoio. Por isso, ampliamos a possibilidade de doações em dinheiro, que muitas vezes são mais práticas para os associados”, explica. A chave PIX, aberta à comunidade em geral, é o número 51985091458 (Caciva).

Distribuição

A distribuição dos materiais arrecadados será realizada em parceria com as Secretarias Municipais de Educação e de Habitação e Desenvolvimento Social. O objetivo é alcançar estudantes que mais necessitam do apoio para o ano letivo. Conforme o secretário da Educação, Emerson Elói Henrique, as equipes diretivas das escolas poderão encaminhar à secretaria, a relação de estudantes que necessitam dos materiais. Já na Secretaria de Habitação e Desenvolvimento Social, segundo a secretária Claidir Kerkoff Trindade, os atendimentos ligados à assistência social farão a indicação ao Gabinete da Primeira-Dama das famílias cujos alunos precisarem das doações.