Juventude do PDT toma posse em Venâncio Aires

Olá Jornal
julho18/ 2025

Na noite de quinta-feira, 17 de julho, no Grêmio Recreativo Sete de Setembro, ocorreu o primeiro encontro e a posse oficial da Juventude do Partido Democrático Trabalhista (PDT) em Venâncio Aires. O evento marcou um importante passo na renovação política local, com foco na ampliação dos espaços de decisão e na formação de novas lideranças.

A solenidade contou com a presença de diversas autoridades, como os vereadores da bancada do PDT, Alessandra Ludwig e Éverton Dias, o secretário de Governança e Gestão, Tiago Quintana, o presidente da Câmara de Vereadores, Eduardo Luft, o prefeito Jarbas da Rosa e o deputado estadual Airton Artus, reforçando o apoio institucional à iniciativa.

Durante o encontro, a presidente da Juventude do PDT, Kadiny Hertzer, afirmou seu compromisso com o fortalecimento da participação jovem nas pautas da cidade, destacando a importância da formação política e do engajamento social.

“Hoje, ao assumir a presidência da Juventude do PDT, eu não estou apenas iniciando um novo ciclo, estou honrando um legado. Cresci ouvindo meu avô falar sobre política com brilho nos olhos. Ele acreditava que a transformação começa nas pequenas atitudes e que a juventude é a força capaz de mudar realidades. Hoje, eu entendo ainda mais o que ele queria dizer. É sobre dar voz à juventude, abrir caminhos e ocupar os espaços que sempre nos disseram que não eram nossos. Nós queremos, e vamos, construir uma política com mais escuta, mais coragem e mais ação”, afirmou.

Jovens entre 14 e 29 anos que tenham interesse em participar do movimento podem entrar em contato com os representantes para se engajar nas próximas ações.

Direção da Juventude do PDT em Venâncio Aires:

• Presidente: Kadiny Hertzer
• Vice-presidente: Cathiel Gomes
• Tesoureiro: Anderson Pereira
• Secretário Geral: Vitor Mohr
• Secretária de Comunicação: Evelin Pereira
• Secretário de Mobilização: Fernando Freda
• Secretária de Formação Política: Débora Fredrich
• Secretário de Movimento Estudantil: João Kleinpaul
• Secretária de Núcleos de Base: Ana da Rosa
• Secretária de Diversidade, Gênero e Raça: Michele Peise.

CRÉDITO: AI Juventude PDT VA

Marcelo Moraes defende articulação política e fim da Conicq para proteger o setor do tabaco

Olá Jornal
julho18/ 2025

Após audiência pública realizada na Câmara dos Deputados, na última quarta-feira, 09, sobre a posição do Brasil na 11ª Conferência das Partes da Convenção-Quadro para o Controle do Tabaco (COP11), o deputado federal Marcelo Moraes (PL-RS) defendeu uma mobilização mais efetiva do grupo parlamentar em defesa da cadeia produtiva do tabaco. A conferência será realizada em novembro, em Genebra, na Suíça.

Segundo o parlamentar, o primeiro passo é compreender com clareza o conteúdo da pauta oficial da COP11. “Temos que descobrir o que vai ser o documento da COP, para identificar os pontos que entendemos como perigosos ou prejudiciais à produção de tabaco”, afirma. Moraes destaca ainda a importância de garantir espaço para contrapontos na conferência, criticando a possibilidade de que apenas um lado da discussão seja ouvido.

O deputado também voltou a questionar a atuação da Comissão Nacional para a Implementação da Convenção-Quadro (Conicq). “A Conicq foi entregue pelo governo às ONGs antitabagistas. São elas que estão definindo o futuro da nossa cadeia produtiva”, declarou. Para ele, a extinção da comissão seria uma forma de devolver a seriedade ao debate, incluindo representantes dos setores da agricultura e do desenvolvimento social.

Marcelo Moraes defendeu que a condução do tema, embora tenha relação com o Ministério da Saúde, não pode ignorar o impacto socioeconômico da produção de tabaco. “Quando se entrega um assunto tão relevante como esse à Conicq, que não representa o governo, o diálogo com outros ministérios perde força. A discussão vira política e ideológica”, avalia.

O parlamentar também demonstra ceticismo quanto à efetividade de reuniões abertas promovidas pela Conicq. “É só pra cumprir protocolo. Eles ouvem, dão tchau, e resolvem internamente. Isso já aconteceu em outras edições”, disse, em referência à reunião prevista para setembro, em Brasília.

Sobre a atuação dos ministérios, Moraes considera importante manter o diálogo institucional, mas alerta para os limites. “Os ministros recebem, sorriem, prometem, mas na hora da decisão, quem manda é a Conicq”, afirma. Para ele, a pressão popular e política é a única forma de tentar reduzir impactos negativos sobre os produtores.

Questionado sobre a possibilidade de acionar o Senado ou outros canais para obter acesso à pauta da conferência, o deputado defendeu “esgotar todas as formas de pressão”, ainda que acredite que o poder real de decisão esteja concentrado na comissão nacional.

Para o deputado, a decisão está com o governo. “Enquanto o governo não mudar sua visão sobre o tabaco, qualquer fórum que se crie, qualquer proposta que se apresente, não terá valor. O que precisamos é respeito com a nossa região e com os milhares de produtores que sustentam suas famílias com essa atividade”, conclui Moraes.

Projeto do Deputado Marcus Vinícius inspira municípios a proteger a cultura do tabaco

Olá Jornal
julho18/ 2025

O deputado estadual Marcus Vinícius Vieira de Almeida (PP) está liderando um movimento inédito no Rio Grande do Sul em defesa da fumicultura. Após apresentar na Assembleia Legislativa o Projeto de Lei nº 176/2025, que reconhece a atividade como de relevante interesse econômico, social e cultural, o parlamentar está estimulando prefeituras e câmaras de vereadores de todo o Estado a aprovarem legislações semelhantes em nível municipal. Na Câmara de Vereadores de Venâncio Aires já estão em tramitação projetos no mesmo sentido.

A mobilização já ultrapassa a marca de 20 municípios gaúchos que estão propondo projetos inspirados na iniciativa estadual, fortalecendo institucionalmente a cadeia produtiva do tabaco e assegurando respaldo legal para a atividade, especialmente nas regiões que têm na fumicultura a base da economia local.

“O cultivo do tabaco não é apenas uma atividade agrícola, é um pilar da economia de centenas de cidades e do sustento de milhares de famílias. Estamos promovendo esse reconhecimento formal porque essa cadeia produtiva merece respeito e valorização, sem preconceitos ideológicos ou desinformação”, afirma o deputado Marcus Vinícius.

O parlamentar destaca que a proposta representa um gesto concreto de apoio à agricultura familiar, já que a grande maioria dos produtores de tabaco do Rio Grande do Sul são pequenos agricultores que utilizam a renda da fumicultura para manter as propriedades e diversificar as demais culturas.

Além disso, o setor do tabaco é um dos maiores responsáveis pelas exportações agrícolas do Estado, movimentando bilhões de reais em receitas e gerando empregos em toda a cadeia, desde o campo até a indústria.

“Nosso objetivo é criar uma rede de proteção institucional à fumicultura, tanto no nível estadual quanto no municipal. Ao propor que as câmaras e prefeituras aprovem suas próprias leis de reconhecimento, estamos fortalecendo o setor de forma legítima, democrática e transparente”, explica o deputado.

A articulação política inclui diálogo com sindicatos, associações de produtores, cooperativas e lideranças locais. Segundo Marcus Vinícius, o efeito multiplicador da iniciativa é uma resposta direta à necessidade de garantir segurança jurídica e política para quem trabalha e produz no meio rural.

“O agricultor que planta tabaco precisa ser respeitado, e o município também deve ter o direito de decidir sobre as atividades que sustentam sua economia e sua cultura. Essa mobilização não é contra ninguém, é a favor de quem trabalha”, conclui o parlamentar.

CRÉDITO: AI Gab. Dep. Marcus Vinicius de Almeida

Amvarp segue acompanhando regularização dos acessos da RSC-287

Olá Jornal
julho18/ 2025

A Associação dos Municípios do Vale do Rio Pardo (Amvarp) mantém atenção permanente às condições de mobilidade nos trechos da RSC-287 que atravessam áreas produtivas. Prefeitos da região, liderados pelo presidente da entidade, Nestor Ellwanger, o Rim, cobram soluções para garantir acessos regulares e seguros às comunidades do interior. O tema foi debatido novamente, na tarde desta quinta-feira, 17, em uma agenda sede do Ministério Público, na capital gaúcha.

Com o projeto de duplicação da rodovia – concedida ao Grupo Sacyr – diversos pontos críticos surgiram, afetando diretamente o deslocamento de máquinas, o transporte da safra e a rotina de milhares de famílias rurais. “A duplicação é um avanço importante, mas não podemos permitir que isso se transforme em obstáculo para quem vive e produz no campo. Os acessos precisam ser legalizados, sinalizados e funcionais, sob pena de comprometer a economia da nossa região”, afirma Rim. O evento de mediação contou também com representantes da Agência Estadual de Regulação dos Serviços Públicos Delegados do Rio Grande do Sul (Agergs) e da Secretaria Extraordinária da Reconstrução do Estado.

Além do presidente, participaram do encontro os prefeitos de Vera Cruz, Gilson Becker, e de Venâncio Aires, Jarbas da Rosa – ambos de maneira on-line. O prefeito de Santa Cruz do Sul, Sérgio Moraes, acompanhou a visita presencialmente, “Rodovia duplicada também precisa ser acessível. O campo não pode ficar isolado. Vamos continuar cobrando, acompanhando e propondo soluções, sempre com o olhar de quem conhece o território e representa as comunidades”, pontua o presidente da Amvarp.

Uma nova agenda será realizada em 4 de agosto, para dar continuidade ao processo de acompanhamento da regularização dos acessos. A maior preocupação dos prefeitos lindeiros da rodovia, representados pela Amvarp, está na necessidade de regularização e na garantia dos acessos às propriedades rurais na extensão da estrada. Estima-se que em todo o trajeto de pouco mais de 200 quilômetros, entre os municípios de Tabaí e Santa Maria, exista pelo menos 2.500 acessos a serem regularizados, grande parte deles pertencendo a produtores rurais, cujas propriedades já existiam antes mesmo da pavimentação da rodovia concedida.

CRÉDITO: AI AMVARP/NASCIMENTO MKT/AI Pref. Candelária

FOTO: Divulgação

Governo lança 48ª Expointer destacando o legado dos gaúchos para a construção do futuro do Rio Grande do Sul

Olá Jornal
julho18/ 2025

 48ª Expointer, considerada a maior feira agropecuária a céu aberto da América Latina, foi oficialmente lançada na quinta-feira (17/7). O evento contou com a presença do governador Eduardo Leite, de secretários estaduais, representantes de entidades copromotoras e autoridades. A cerimônia de lançamento ocorreu na sede da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), em Porto Alegre.

A feira acontece de 30 de agosto a 7 de setembro no Parque Estadual de Exposições Assis Brasil (PEEAB), em Esteio, e este ano tem como slogan: “Nosso futuro tem raízes fortes”. Trazendo o conceito de legado – algo de valor que é transmitido, uma missão que é confiada – a campanha traz um olhar para o futuro honrando a história dos gaúchos.

“A Expointer é muito mais do que uma feira de negócios, ela é um encontro da alma do Rio Grande com o seu futuro. É onde nos reconectamos com as nossas raízes mais profundas, com a força do nosso campo, com os valores que construíram este Estado. Mas não é um olhar nostálgico: é a inspiração no passado para mover o Rio Grande em direção a um futuro melhor. Porque o nosso futuro tem raízes fortes, e é nelas que buscamos a energia para transformar o presente com coragem, inovação e trabalho”, afirmou Leite.

Espaço estratégico

O secretário da Agricultura, Edivilson Brum, destacou o clima de entusiasmo que marcou a cerimônia de lançamento da 48ª Expointer. “A atmosfera festiva prenuncia o sucesso que esta edição promete alcançar”, afirmou. Brum também ressaltou que a feira será um espaço estratégico para avançar nas discussões sobre a renegociação das dívidas dos produtores rurais.

“A Expointer também cumpre um papel essencial de ser espaço de escuta, de diálogo e de construção de soluções para os nossos produtores rurais. Aqui se debatem políticas públicas, se compartilham experiências e se articulam avanços importantes como os que conseguimos este ano: o apoio do Estado, por exemplo, com R$ 150 milhões para permitir a prorrogação de créditos via Banrisul, e a mobilização junto ao Congresso para garantir a securitização das dívidas do setor. Estar ao lado do produtor, especialmente nos momentos difíceis, é a responsabilidade que o governo do Estado assume com firmeza e sensibilidade”, acrescentou o governador.

Vitrine para o campo

O secretário lembrou que a feira reunirá o melhor da agropecuária nacional, com destaque para a genética animal, máquinas, equipamentos e a presença marcante do gado de corte, leiteiro e dos cavalos de raça. Além disso, a infraestrutura de acesso ao evento foi aprimorada. A conclusão do viaduto na BR-116 e o funcionamento normal do Trensurb devem facilitar a chegada ao parque de exposições, garantindo mais conforto aos visitantes. “Com grande entusiasmo, convidamos a todos para participarem da 48ª edição da Expointer, que ocorrerá de 30 de agosto a 7 de setembro”, completou o secretário.

Novidades deste ano

Pensando na experiência do público visitante, estará em funcionamento durante a feira o Expointer 360⁰, um mapa interativo com a utilização da GurIA, assistente virtual baseada em inteligência artificial (IA) generativa, lançada recentemente pelo governo do Estado. O usuário poderá navegar pelo Parque, com o auxílio da GurIA e sua geolocalização do celular, e saber como chegar em algum ponto determinado, qual a programação prevista para aquele espaço – quando houver –, além de pesquisar algum local que gostaria de ir e ver sua localização. O trabalho está em fase final de desenvolvimento com a Procergs.

Também está confirmado o espetáculo Ópera Gaúcha, na Pista Central do Parque, no dia 30 de agosto, além da segunda edição do Festival Sou do Sul, um evento realizado e produzido pela S3 Produtora, com apoio da Associação Brasileira de Criadores de Cavalos Crioulos (ABCCC) e do governo do Estado. O Sou do Sul ocorrerá no primeiro final de semana da feira, na pista coberta da ABCCC no Parque, e em breve a produtora responsável irá fazer a divulgação das atrações.

Além do lançamento da feira em Porto Alegre, está sendo organizada a divulgação da Expointer também em São Paulo e Brasília no início de agosto.

Agricultura Familiar

O Pavilhão da Agricultura Familiar terá o maior número de participantes da história. Serão 456 empreendimentos, superando os 413 do ano passado, o que evidencia o crescimento e a relevância da participação dos agricultores familiares na feira. Os empreendimentos inscritos representam 196 municípios gaúchos, reforçando a presença da agricultura familiar em diferentes regiões do Estado.

Ingressos para a Expointer

Os ingressos para acesso à Expointer custam: R$ 20 para pedestres; com meia-entrada (R$ 10) para pessoas acima de 60 anos, estudantes munidos de carteira oficial e pessoas com deficiência.

Crianças de até seis anos, acompanhadas dos pais ou responsáveis, não pagam.

O estacionamento para veículos custa R$ 50 (não inclui a entrada do motorista nem dos demais passageiros).

Em todos os dias do evento, a entrada de visitantes na feira é das 8h às 20h. Em breve mais informações sobre a venda antecipada de ingressos.

Copromotores

A Expointer é uma realização do governo do Estado, por meio da Seapi, com o apoio das entidades copromotoras: Prefeitura de Esteio, Federação da Agricultura do RS (Farsul), Federação dos Trabalhadores na Agricultura do RS (Fetag-RS), Federação Brasileira das Associações de Criadores de Animais de Raças (Febrac), Organização das Cooperativas do Estado do RS (Ocergs), Sindicato das Indústrias de Máquinas e Implementos Agrícolas no Rio Grande do Sul (Simers) e Associação Brasileira de Criadores de Cavalos Crioulos (ABCCC).

Durante o lançamento, foram exibidos diversos depoimentos de representantes das entidades, que destacaram a importância econômica e social da Expointer para o desenvolvimento do Estado.

“A Expointer é um espaço que une tradição, tecnologia e muita força do campo. Mais do que uma feira, a Expointer é um símbolo de cultura, trabalho e desenvolvimento. É o campo pulsando e é a cidade aprendendo com o interior e também o futuro sendo semeado a cada nova edição. E nós, da cidade de Esteio, temos orgulho em fazer parte dessa história”, enfatiza o prefeito de Esteio, Felipe Costella.

O presidente da Farsul, Gedeão Pereira, exaltou a chegada da 48ª Expointer, destacando que as edições anteriores deixaram marcas significativas. “Já tivemos tantas Expointer, e cada uma deixou seu legado. Esta edição ocorre em meio a uma crise de endividamento dos nossos produtores, que exige coragem para o enfrentamento. Aliás, coragem é uma das marcas do povo gaúcho, e isso fica evidente diante das dificuldades que o Estado tem enfrentado, especialmente em razão do cataclismo climático. Vamos, portanto, realizar mais uma edição maravilhosa — e todos já estão convidados a participar.”

Expointer reflete as transformações no campo

Para o presidente da Fetag, Carlos Joel da Silva, a Expointer é o momento de reforçar o compromisso e buscar soluções que garantam a sustentabilidade da agricultura e da pecuária no Estado. “O meio ambiente está mudando, e nós precisamos nos adaptar. É por meio do diálogo, da discussão e da construção conjunta que vamos encontrar as soluções. E, nesse processo, a Expointer terá um papel fundamental”, refletiu.

“Nossa Expointer tem data e local definidos e se consolidou como um dos maiores patrimônios do Rio Grande do Sul. Ali está representada a diversidade da produção gaúcha, do produtor de abelhas ao de búfalos. É também um espaço onde podemos ver a pujança da nossa genética e a inovação do agronegócio, sem dúvida. Além disso, é um momento em que o consumidor pode conhecer quem produz os alimentos que consome, e o produtor, por sua vez, pode debater suas necessidades. Portanto, esperamos todos para celebrarmos juntos mais uma edição desse grande encontro do campo com a sociedade, de 30 de agosto a 7 de setembro”, salientou o presidente da Febrac, Marcos Tang.

Inovação e tradição lado a lado 

O presidente da Ocergs, Darci Hartmann, destacou a importância da Expointer na vida dos gaúchos e das gaúchas. “É uma feira que transcende as fronteiras do nosso Estado, com dimensão nacional, e que oferece ao cooperativismo a oportunidade de abordar temas fundamentais, como formação, educação e a construção de uma nova realidade”, afirmou

O presidente do Simers, Cláudio Bier, destacou que o setor representa mais de 90% das vendas da Expointer. “É com esse peso e responsabilidade que estamos nos preparando para a edição de 2025. O agro é a base da economia gaúcha e, mesmo diante de tantas dificuldades — como enchentes, secas e agora o tarifaço —, o produtor segue firme e inspira a todos. A Expointer é muito mais do que uma feira: é uma vitrine de inovação, um termômetro do mercado e uma grande oportunidade de negócios”, afirmou.

“Chegamos à 48ª edição da maior feira de animais da América do Sul, e a ABCCC orgulha-se profundamente de fazer parte dessa história. É nela que realizamos nossas duas grandes finais da raça crioula: a Morfológica e o Freio de Ouro”, ressaltou o presidente da ABCCC, César Hax.

CRÉDITO: AI Ascom Seapi

FOTO: Vítor Rosa/Secom

Câmara de Vereadores retoma atendimentos na segunda-feira e terá sessão normal após interrupção por vazamento de água

Olá Jornal
julho17/ 2025

A Câmara de Vereadores confirma para segunda-feira, 21, a sessão normal às 18h e a retomada do atendimento ao público suspenso desde esta quarta-feira, 16, após um vazamento nos reservatórios de água. De acordo com o presidente do Legislativo Municipal, Eduardo Luft (PDT), os atendimentos ocorrerão no Plenário Vicente Schuck, onde são realizadas as sessões, que será adaptado para os serviços de secretaria, administrativos e de direção da Casa.

Na manhã desta quinta-feira, 17, o plenário Vicente Schuck estava sendo preparado para receber computadores e impressoras, que serão utilizados para os atendimentos. O local já estava com energia restabelecida. Equipes técnicas atuam para avaliar as demais salas da parte baixa do prédio, bem como os espaços do plenarinho, localizado no segundo piso, que ainda estavam no escuro.

O presidente explicou que o problema teve início na manhã da última quarta-feira, 16, quando servidores perceberam um vazamento vindo do segundo piso do prédio. Ele acredita que o incidente esteja relacionado a uma falha em uma das três caixas d’água instaladas na parte superior do edifício, cada uma com capacidade para mil litros, já que segundo ele não há sinais de rompimento.

“Então, a gente a princípio não sabe se ela estourou realmente, porque visivelmente assim a gente não tem nenhum sinal que tenha estourado. Mas aí a gente vai ver talvez, ou tem um vazamento dela, que eu acho que é o mais provável. Talvez alguma coisa relacionada à boia”, afirmou. Segundo o presidente, foi solicitado auxílio da equipe de engenharia da Prefeitura que irá até o local e uma empresa especializada em encanamentos para fazer um laudo técnico.

Embora não tenha sido permitido o acesso da imprensa ao segundo piso para fazer imagens, Luft relatou que o vazamento provocou danos no prédio, especialmente no plenarinho, nos gabinetes dos vereadores, incluindo o da presidência, e na sala das comissões. Declarou ainda que houve prejuízos em móveis, computadores, equipamentos eletrônicos e na estrutura de gesso e que a água também alcançou o primeiro piso, afetando a área administrativa e a direção da Casa Legislativa. Servidores relataram que, apesar da energia não ter sofrido interrupção, a parte elétrica foi desligada como medida de segurança.

“Ocasionou um prejuízo para a Câmara de Vereadores, a gente fica muito sentido porque a gente tem muito zelo aqui na Câmara com o patrimônio público, mas isso ocorreu e agora a gente está tomando todas as medidas cabíveis para a gente restaurar o nosso plenarinho e também no primeiro piso, na parte da direção”, destacou Luft.

Atendimento provisório

A partir de segunda-feira, 21, o atendimento ao público e os trabalhos da direção da Câmara acontecerão provisoriamente no plenário, onde ocorrem as sessões ordinárias. Serviços administrativos, como protocolo de documentos, estarão funcionando normalmente no espaço. “A partir de segunda-feira atendimento normal na secretaria aqui no plenário para o pessoal que tiver alguma coisa pra protocolar, ou para solicitar, é por ali”.

Os gabinetes parlamentares, no entanto, seguirão interditados por tempo indeterminado até a conclusão das reformas necessárias. Quem precisar entrar em contato com os vereadores poderá fazê-lo via WhatsApp ou pelas redes sociais dos parlamentares ou da própria Câmara.

As sessões ordinárias também seguirão com o calendário previsto. “Estamos fazendo de tudo nesta semana adequando para segunda-feira poder ter nossa sessão normal e não ter prejuízo na aprovação dos projetos de lei e nas discussões do nosso município”, finalizou o presidente.

Região se mobiliza para mais uma Consulta Popular

Olá Jornal
julho17/ 2025

O processo da Consulta Popular na região do Vale do Rio Pardo inicia nessa sexta-feira, dia 18, com a realização da Assembleia Inicial Pública Regional, promovida pelo Corede Vale do Rio Pardo. A reunião terá como local o Memorial (bloco 46) da Universidade de Santa Cruz do Sul, com início às 14h.

Essa etapa é aberta a comunidade regional e objetiva desencadear formalmente o processo na região, oportunidade em que o Governo do Estado, através da equipe do DARP/SPGG, fará a apresentação do calendário da Consulta Popular 2025.

Na sequência, cabe à assembleia do Corede Vale do Rio Pardo deliberar sobre critérios de inclusão de projetos da cédula de votação, como o quantitativo de propostas e o número de eleitas, o limite de categorias/áreas, a realização de assembleias municipais, regionais ou microrregionais e por fim, a constituição de uma comissão regional.

A Consulta Popular é um processo que ocorre anualmente e permite à população votar a fim de definir quais serão os projetos de interesse regional que receberão os recursos do orçamento estadual. Para o Vale do Rio Pardo serão destinados R$ 2.228.571,43 e, para todo o Estado R$ 60 milhões.

Outros importantes assuntos farão parte da pauta da assembleia, como a alteração do Estatuto, para adequação à Lei 13.019/2014 (especialmente o art. 33, inciso IV – Contabilidade); eleição membro da Diretoria Executiva e Conselho Fiscal relativo a cargos vagos, a saber: 2º Tesoureiro e suplente do Conselho Fiscal; indicações conforme Art. 17 – Segmentos da Sociedade Civil Organizada para aprovação e ratificação e assuntos gerais.

Fase de envio de propostas começou na terça-feira

Todo eleitor do Vale do Rio Pardo está convidado a participar da primeira etapa da Consulta Popular 2025, que consiste no cadastro de propostas através da plataforma digital, via portal da Consulta Popular (www.consultapopular.rs.gov.br).

Nessa fase, o cidadão, após realizar o seu registro com o login GOV.BR poderá lançar sua proposta em forma de postagem, com uma descrição objetiva de sua ideia, justificando a importância regional. É importante selecionar uma das áreas disponíveis, prever um valor estimado, podendo complementar a postagem com fotos, imagens ou figuras ilustrativas. Essa etapa inicia no dia 15 de julho e se estende até 10 de agosto.

As propostas serão analisadas tecnicamente e, se deferidas pelo Estado, farão parte do Caderno de Demandas Elegíveis, devendo ser utilizadas pelas assembleias para discussão das demandas que integrarão a cédula de votação.

CRÉDITO: AI Corede/VRP/Case MKT

Câmara dos Deputados aprova uso de fundo social para agricultores atingidos por calamidades

Olá Jornal
julho17/ 2025

A Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei que usa recursos do Fundo Social do pré-sal para financiar dívidas de produtores rurais atingidos por calamidades públicas. A proposta será enviada ao Senado.

De autoria do deputado Domingos Neto (PSD-CE), o Projeto de Lei 5122/23 foi aprovado nesta quarta-feira (16) na forma de um substitutivo do relator, deputado Afonso Hamm (PP-RS). O texto do relator permite a aplicação de regras semelhantes às dívidas perante fundos constitucionais regionais.

Afonso Hamm afirmou que a intenção é oferecer alívio financeiro aos agricultores afetados, seja por meio de rebates, prorrogações, anistias ou renegociações de crédito rural. “Instrumento célere, justo e financeiramente responsável para restaurar a capacidade produtiva dos agricultores brasileiros, assegurar a continuidade da produção de alimentos e fortalecer a resiliência do País frente aos crescentes desafios impostos pelas mudanças climáticas”, disse.

Segundo Hamm, o texto protege o acesso futuro ao crédito, ao vedar que a adesão à linha acarrete restrição cadastral ou impeça novas contratações de crédito rural. Ele explicou que o projeto também cria condições para as instituições financeiras assumirem integralmente o risco das operações, preservando o Erário.

Fundo Social
O Fundo Social (FS) foi criado para receber recursos da União obtidos com os direitos pela exploração do petróleo para projetos e programas em diversas áreas como educação, saúde pública, meio ambiente e mitigação e adaptação às mudanças climáticas.

A Medida Provisória 1291/25 incluiu entre as finalidades do fundo o enfrentamento das consequências sociais e econômicas de calamidades públicas. Outra MP (1226/24) já tinha autorizado o uso de R$ 20 bilhões do FS para a compra de equipamentos do setor produtivo e materiais de construção e serviços a fim de reparar estragos provocados por eventos de calamidade pública.

Segundo o projeto aprovado pela Câmara, poderão ser utilizadas receitas correntes do Fundo Social dos anos de 2025 e 2026 e superávit financeiro (resultado de aplicações dos recursos, por exemplo) dos anos de 2024 e 2025.

O projeto limita a R$ 30 bilhões o total de recursos do fundo que poderão ser utilizados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e bancos por ele habilitados na concessão de financiamento aos produtores rurais para a quitação de operações de crédito rural e de Cédulas de Produto Rural.

Essas instituições assumirão os riscos das operações, incluído o risco de crédito (calote do devedor).

Também poderão servir de fonte adicional doações, empréstimos de bancos nacionais ou internacionais, reversão de saldos anuais do Fundo Social não aplicados, recursos de aplicações do fundo e recursos obtidos com juros e amortizações de financiamentos.

Condições do crédito
O financiamento por mutuário será limitado a R$ 10 milhões e, para associações, cooperativas de produção e condomínios, o limite será de R$ 50 milhões.

O prazo de pagamento será de dez anos, acrescidos de até três anos de carência, de acordo com a capacidade de pagamento.

Já as taxas efetivas de juros variam:

  • 3,5% ao ano para beneficiários do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) e demais pequenos produtores;
  • 5,5% ao ano para beneficiários do Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp) e demais médios produtores; e
  • 7,5% ao ano para os demais produtores.

Um regulamento definirá casos extraordinários em que será admitida a ampliação para até 15 anos do prazo de pagamento em razão da capacidade de pagamento e do universo de beneficiários ou requisitos de enquadramento.

Tipos de dívida
Independentemente da fonte de recursos e da instituição financeira, poderão ser quitados com o novo financiamento os débitos relativos a operações de crédito rural, vencidas ou a vencer, renegociadas ou não, contratadas até 30 de junho de 2025.

Entram também Cédulas de Produto Rural, renegociadas ou não, emitidas até 30 de junho de 2025 emitidas em favor de instituições financeiras, cooperativas de produção, fornecedores de insumos ou compradores da produção, desde que registradas ou depositadas em entidade autorizada pelo Banco Central a exercer a atividade de registro ou de depósito centralizado de ativos financeiros ou de valores mobiliários.

De igual forma, se o produtor contraiu novo empréstimo para quitar os anteriores, essa nova dívida também poderá ser quitada com os recursos previstos no projeto.
No entanto, quando os débitos se referirem a operações de investimento, o financiamento proposto pelo texto abrange apenas as parcelas vencidas ou a vencer até 31 de dezembro de 2027.

O texto do relator Afonso Hamm permite ainda ao produtor rural incluir dívidas não classificadas como crédito rural se contratadas por cooperativas de produção, cerealistas e demais fornecedores de insumos quando o dinheiro tiver sido “destinado ao atendimento das necessidades do produtor rural”.

Nesse caso, a taxa efetiva será de 7,5% ao ano, com limite de R$ 10 milhões por cooperativa ou grupo econômico e sem necessidade de comprovar perdas mínimas em duas ou mais safras.

Os débitos a serem quitados com o financiamento previsto no projeto serão apurados com os encargos originalmente previstos, sem multa, mora ou quaisquer outros encargos por falta de pagamento ou honorários de advogados, mas também sem os bônus (desconto por pagamento em dia, por exemplo).

Por outro lado, não poderão ser beneficiados valores já liquidados ou amortizados antes da publicação da futura lei, inclusive se for por meio do Programa de Garantia da Atividade Agropecuária (Proagro) ou por cobertura de apólices de seguro rural.

Extrato e revisão
Será permitido ao devedor pedir uma revisão do cálculo dos encargos financeiros, inclusive retrocedendo à operação original quando a dívida tiver sido feita para pagar outra.

Para poder subsidiar seu recurso de revisão, o devedor deverá ter acesso a um extrato consolidado dos débitos com memória de cálculo.

Normas de garantia
Embora o dinheiro tenha origem em royalties de petróleo, o texto do relator prevê que os financiamentos serão considerados operações de crédito rural para todos os efeitos, com a cobrança de custas e emolumentos das garantias prestadas pelo devedor seguindo normas disciplinadas no Decreto-Lei 167/67, sobre Cédula de Crédito Rural.

Suspensão
O projeto aprovado determina a suspensão do vencimento, das cobranças administrativas, das execuções extrajudiciais, judiciais e fiscais, da inscrição em cadastros negativos de crédito e dos respectivos prazos processuais referentes às parcelas da dívida a ser quitada.

A suspensão será até o final do prazo previsto no projeto para a tomada do novo empréstimo, que será de seis meses após a publicação do regulamento, prorrogável na forma de um regulamento.

Além disso, os novos financiamentos não serão impedimento para a contratação de novos empréstimos ou mesmo motivo para a inscrição do produtor rural em cadastros restritivos.

Beneficiários
Para ser beneficiário da linha de crédito criada pelo projeto, o produtor rural, associação, cooperativa de produção e condomínio deve ter propriedade em município que atenda a pelo menos dois dos seguintes requisitos:

  • localizado em estado que tenha declarado estado de calamidade pública ou situação de emergência reconhecidos pelo Poder Executivo federal em pelo menos dois anos no período de 2020 a 2025 em razão de alagamentos, enxurradas, estiagem, inundações, geadas, seca ou tempestades. Valerá também para situação decretada apenas pelo município e reconhecida pelo estado;
  • a soma de dívidas de crédito rural com atraso superior a 90 dias seja maior que 10% do total da carteira de crédito rural do município em 30 de junho de 2025, segundo dados do Banco Central;
  • municípios com pelo menos duas perdas de produção entre 2020 e 2025 iguais ou superiores a 20% do rendimento médio municipal de, no mínimo, uma cultura agrícola ou atividade pecuária.

A apuração ocorrerá pela diferença entre o maior e o menor rendimentos médios anuais da respectiva cultura ou atividade, conforme dados da Pesquisa Agrícola Municipal (PAM) ou da Pesquisa da Pecuária Municipal (PPM) liberados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O beneficiário poderá acessar o financiamento previsto no projeto também se tiver registrado perdas em duas ou mais safras de, no mínimo, 30% da produção em pelo menos uma cultura, comprovado por laudo emitido por profissional habilitado.

Fundos constitucionais
O texto aprovado permite ainda aos fundos constitucionais do Norte (FNO), do Nordeste (FNE) e do Centro-Oeste (FCO) e ao Fundo de Defesa da Economia Cafeeira (Funcafé) concederem empréstimos com as condições estabelecidas.

Os fundos poderão assumir os custos decorrentes dos empréstimos em operações originalmente lastreadas com seus recursos, com recursos mistos desses fundos com outras fontes ou somente em outras fontes de recursos, admitida a reclassificação.

Também podem entrar débitos de empréstimos de qualquer natureza, vencidos ou a vencer, renegociados ou não, cujos recursos tenham sido utilizados para amortizar ou quitar essas operações originais de crédito rural assinadas até 30 de junho de 2025.

Outro tipo de dívida contemplada é a relativa a Cédulas de Produto Rural, renegociadas ou não, emitidas até essa data em favor de instituições financeiras, cooperativas de produção, fornecedores de insumos ou compradores da produção, desde que registradas ou depositadas em entidade autorizada pelo Banco Central a exercer a atividade de registro ou de depósito centralizado de ativos financeiros ou de valores mobiliários.

As dívidas que poderão ser financiadas incluem aquelas para quitar dívidas junto a outras instituições financeiras, inclusive os bancos cooperativos e confederações de cooperativas de crédito.

Caberá aos conselhos deliberativos de cada superintendência definir o quanto de recursos do fundo poderá ser liberado para a finalidade do projeto.

Nas áreas de abrangência de cada fundo, se esgotadas suas disponibilidades, o Fundo Social poderá assumir os custos.

Debate em Plenário
Durante o debate em Plenário, o deputado Alceu Moreira (MDB-RS) classificou o texto como equilibrado e apenas autorizativo. “Só será financiado pelo Fundo Social a região que não tem fundo próprio. Só serão beneficiados produtores que tiveram prejuízos por causas climáticas, nenhum outro endividamento entra”, ressaltou.

O líder da oposição, deputado Zucco (PL-RS), afirmou que a medida é direito do produtor rural “que sofre” e citou a agricultura gaúcha. “Enfim se fez justiça. Não há mais tempo de negociação. Agora é hora de ação e de ajudar os produtores rurais”, declarou.

O deputado Rodolfo Nogueira (PL-MS) agradeceu o relator, Afonso Hamm, por ampliar o alcance do projeto para produtores rurais de todo o País. “Não só salvou os produtores do Rio Grande do Sul, mas de todo o Brasil que estão endividados. A grande maioria não sabe como pagar suas contas”, disse.

Já o líder do PT, deputado Lindbergh Farias (RJ), criticou a aprovação do projeto e afirmou que o impacto da proposta é de R$ 30 bilhões. “Estamos tirando do Fundo Social [recursos que iriam] para áreas de educação, cultura, esporte, saúde, ciência e tecnologia, habitação popular e meio ambiente. Isso é muito grave, é uma irresponsabilidade total.”

Na opinião do líder da Maioria, deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP), o impacto de R$ 30 bilhões da medida poderá respingar no valor destinado ao Plano Safra. “É bom levar em consideração que quem vai decidir o valor do Plano Safra é o presidente da República. É preciso ter cautela e, se tentarem colocar a faca no pescoço às últimas consequências, o governo saberá se defender”, disse.

Para a líder do Psol, deputada Talíria Petrone (RJ), o texto deixou de ser uma linha de crédito para refinanciamento de dívidas de pequeno e médio agricultores e virou um “feirão” da dívida de grandes produtores. “São R$ 10 milhões por CPF, R$ 50 milhões por CNPJ sem nenhum item dizendo que vai priorizar os pequenos. E vai provocar um rombo de R$ 30 bilhões”, afirmou a deputada.

Quebra de acordo
O líder do governo, deputado José Guimarães (PT-CE), criticou a votação da proposta nesta quarta-feira (16). Segundo ele, houve quebra de acordo, pois tinha sido acertada uma reunião com o ministro da Casa Civil, Rui Costa, para se buscar um texto de consenso entre os Poderes. “Sei o que está por trás disso. Não é correto votar isso, uma matéria que vai retirar recursos do Fundo Social”, disse.

Guimarães afirmou que ele e a ministra Gleisi Hoffmann (Relações Institucionais) pediram ao presidente Lula para não vetar o aumento do número de deputados. Mesmo assim, o presidente da República decidiu vetar a medida.

Fonte: Agência Câmara de Notícias

Acordo Gaúcho: Programa poderá ajudar na recuperação econômica de até 90 mil empresas e 100 mil famílias

Olá Jornal
julho17/ 2025

O governo do Rio Grande do Sul regulamentou nesta segunda-feira (14/07) o Programa Acordo Gaúcho, que já está em vigor e permitirá a regularização de dívidas fi scais com descontos e condições especiais. A primeira etapa do programa começa pela negociação de débitos do IPVA, e editais para outros tributos, como o ICMS, estão previstos para as próximas semanas.

A iniciativa tem origem na Lei nº 16.241/2024, de autoria do deputado estadual Marcus Vinícius de Almeida (PP), aprovada pela Assembleia Legislativa no final do ano passado. O programa marca uma virada na política fiscal do Estado, permitindo acordos específicos para dívidas de difícil recuperação ou alto custo judicial.

Poderão ser renegociados débitos inscritos em dívida ativa com descontos de até 70% em multas e juros, parcelamento individualizado e a possibilidade de pagar com precatórios ou créditos tributários acumulados.

“A arrecadação é bastante importante, mas o mais importante deste programa é dar oportunidade de regularização para um contribuinte que tem, a partir dessa dívida com o Estado, o seu nome sem estar limpo”, destacou o governador Eduardo Leite, durante a cerimônia no Palácio Piratini.
Segundo o deputado Marcus Vinícius, o programa representa uma mudança de paradigma na relação entre Estado e contribuinte.

“O Acordo Gaúcho simboliza um novo tempo. Trocamos o embate judicial pelo entendimento. Esta é uma lei feita para reconciliar o Estado com sua gente, equilibrando capacidade de cobrança com justiça fi scal e diálogo inteligente”, afirmou o parlamentar.

O decreto detalha as regras de adesão, as propostas individuais, as garantias exigidas e as hipóteses de rescisão. A prioridade são dívidas de pequeno valor, débitos antigos e litígios judiciais com controvérsia relevante.

A expectativa é de que até 90 mil empresas e 100 mil pessoas físicas sejam beneficiadas no Rio Grande do Sul. Especialistas consideram o programa um modelo moderno, que reduz custos judiciais, traz segurança jurídica e favorece a formalização da economia.

O Acordo Gaúcho sucede o tradicional Refaz, ampliando as possibilidades ao permitir transações diferenciadas para créditos considerados de difícil recuperação, como débitos de empresas em recuperação judicial ou falência, além das dívidas antigas de IPVA.

Principais diferenciais do Acordo Gaúcho:

  • Descontos de até 70% em multas e juros para dívidas ativas;
  • Parcelamento fl exível e individualizado;
  • Possibilidade de pagamento com precatórios e créditos tributários acumulados;
  • Inclusão de débitos em litígio e de difícil recuperação, como dívidas de IPVA e empresas em recuperação judicial;
  • Publicação de editais específi cos, começando pelo IPVA e, em seguida, para o ICMS.

CRÉDITO: AI GAB. DEP. MARCUS VINICIUS DE ALMEIDA/PP

Comercialização da safra de tabaco é finalizada na microrregião de Venâncio Aires

Olá Jornal
julho17/ 2025

A comercialização da safra de tabaco na microrregião de Venâncio Aires foi concluída até o dia 15 de julho, atingindo 100% das vendas, conforme levantamento da Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra). No estado do Rio Grande do Sul, o índice de comercialização chega a 99,1%. Já na região Sul, que engloba Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, a média atinge 99,6%.

Em Venâncio Aires, a projeção do escritório local da Emater/Ascar é de que a produção atinja 20,06 mil toneladas nesta safra. O cultivo em 2024/2025 ocupou uma área de 8,8 mil hectares no município, com produtividade média de 2.280 quilos por hectare. Até abril, o tabaco já havia movimentado mais de R$ 186,6 milhões. No acumulado do ano passado, a produção representou R$ 293,04 milhões no Valor Bruto da Produção Agrícola (VBPA) municipal.

O maior volume de vendas ocorreu entre os meses de abril e junho no município. Com isso, a expectativa é de valores próximos ao registrado no ciclo produtivo anterior.

A Afubra estima divulgar os dados finais da safra 2024/2025 em agosto. A primeira estimativa de produção foi apresentada ainda em novembro do ano passado, com base nas informações de cultivo repassadas pelos produtores associados.

FOTO: Divulgação/AI SindiTabaco