Instituto Crescer Legal retoma atividades presenciais em modelo híbrido

Olá Jornal
junho17/ 2021

Depois de fazer ajustes significativos no formato do seu curso de aprendizagem em Gestão Rural e Empreendedorismo em razão da pandemia, as atividades presenciais realizadas no contraturno escolar estão pouco a pouco sendo retomadas pelo Instituto Crescer Legal. As turmas de Cerro Branco, Sinimbu, Boqueirão do Leão, Passo do Sobrado e Santa Cruz do Sul já estão atuando no formato híbrido, seguindo todos os protocolos sanitários exigidos.  

“As turmas maiores foram divididas em dois grupos: enquanto um participa das atividades presenciais, o outro grupo realiza atividades remotas. Nos demais municípios em que temos atuação, o Instituto seguirá o calendário de retorno das escolas parceiras. Mas não há prejuízo no conteúdo, as turmas estão realizando planos de trabalho semelhantes nos sete municípios em que o curso está sendo realizado”, comenta a gerente Nádia Fengler Solf. 

Segundo o educador André Skolaude, de Cerro Branco, voltar aos encontros presenciais tem sido gratificante e muito positivo. “Esse momento de retorno era esperado com ansiedade e expectativa tanto para nós, educadores, quanto para os jovens. Temos uma nova rotina, importante para o aspecto sanitário, como a medição de temperatura, o distanciamento em sala, o uso de máscara e do álcool em gel. Mas o trabalho de forma presencial, olho no olho, é sem dúvidas melhor para a troca de ideias, para ouvir os questionamentos dos jovens e para a realização dos trabalhos, com a socialização e a interação em grupo, seguindo todos os cuidados. Isso tudo faz uma grande diferença para o aprendizado”, avalia o educador. 

Para Jainara da Rosa, 16 anos, de Passo de Sobrado, retornar ao curso de forma presencial é uma esperança de que as coisas estão se normalizando. “Mesmo de forma híbrida, a gente consegue desenvolver nosso aprendizado de uma forma mais coletiva, colocar em ação o que aprendemos e compartilhar melhor com os colegas aprendizes e com a educadora. A expectativa é de que até o final do ano estejamos com a sensação de missão cumprida e é importante frisar que, mesmo com a pandemia, o curso sempre se manteve vivo e a nossa aprendizagem nunca parou. Desde o ano passado consegui evoluir muito o meu pensamento sobre o meio rural e tenho certeza que este ano vou evoluir ainda mais”, relata a aprendiz. 

A jovem aprendiz Késia Taíssa Pfaff Milbradt, 16 anos, de Cerro Branco, acredita que vai poder se desenvolver melhor. “O formato presencial permite tirar melhor as dúvidas e nos dá novas oportunidades de troca dentro do grupo, junto aos colegas”, reflete. Tanto Jainara quando Késia tiveram um segundo contrato em 2021 após decisão do Instituto de dar nova oportunidade aos aprendizes de 2020 em razão da pandemia. 

Em 2021, 135 adolescentes foram contratados como jovens aprendizes junto às indústrias associadas do Instituto. Eles são oriundos de sete municípios que renovaram a parceria com o Instituto e oferecem apoio logístico e de alimentação, bem como a cedência de um espaço para a realização das atividades. São eles: Boqueirão do Leão, Canguçu, Cerro Branco, Herveiras, Passo do Sobrado, Santa Cruz do Sul e Sinimbu. 

SAIBA MAIS

Iniciativa do Sindicato Interestadual da Indústria do Tabaco (SindiTabaco) e suas empresas associadas, o Instituto Crescer Legal tomou forma em 2015 com o apoio e adesão de pessoas envolvidas com a educação e com o combate ao trabalho infantil, em especial em áreas com plantio de tabaco, na Região Sul do País. Desde 2016, o Programa de Aprendizagem Profissional Rural já beneficiou 474 jovens rurais de 11 municípios gaúchos. O Programa é pioneiro ao oferecer aprendizagem profissional sem sair do campo e da escola, formando adolescentes no curso de gestão rural e empreendedorismo. De acordo com a Lei de Aprendizagem, recebem salário proporcional a 20 horas semanais – a carga horária do curso, que ocorre no contraturno escolar – e ao final são devidamente certificados.

No entanto, ao invés de trabalharem nas empresas, os aprendizes de 14 a 17 anos realizam suas atividades teóricas nas escolas sede e as práticas tanto no ambiente do curso como em suas comunidades, com mais motivação e condições para a produção do conhecimento. Para participar, o aprendiz precisa frequentar a escola regular. Com isso, os adolescentes ocupam seu dia no curso e na escola, longe de tarefas impróprias para a idade. Conheça mais sobre as ações do Instituto em: www.crescerlegal.com.br

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