As exportações brasileiras de tabaco e seus produtos totalizaram US$ 1.356.909.680,00 no primeiro semestre de 2025, conforme dados consolidados da Secretaria Federal de Comércio Exterior. O desempenho representa uma alta de 9,5% em comparação com o mesmo período de 2024, quando o setor movimentou US$ 1.238.870.214,00. O volume embarcado também cresceu, passando de 194,9 mil toneladas para 206,5 mil toneladas, uma elevação de 5,9%.
A análise mês a mês mostra oscilações no volume e no valor negociado, com destaque para janeiro, que registrou o maior desempenho do semestre. No primeiro mês do ano, as exportações somaram US$ 442,3 milhões, com embarque de 56,6 mil toneladas, impulsionadas principalmente pelo encerramento da safra anterior e por contratos firmados no fim de 2024.
Em fevereiro, as exportações somaram US$ 148 milhões, com 21,9 mil toneladas embarcadas. Já em março, foram movimentados US$ 153,5 milhões, com 25,9 mil toneladas exportadas. O mês de abril apresentou leve alta, com US$ 163,6 milhões em receita e 28,9 mil toneladas embarcadas. Maio seguiu a tendência de crescimento, com US$ 191,1 milhões em exportações e 29,6 mil toneladas. Por fim, junho fechou o semestre com forte desempenho: US$ 258,1 milhões e 43,3 mil toneladas embarcadas, consolidando a recuperação do setor ao longo do primeiro semestre.
A média mensal foi de aproximadamente US$ 226 milhões em receita e 34,4 mil toneladas em volume, o que reforça a força do tabaco brasileiro no mercado externo, especialmente em um contexto de câmbio favorável e da retomada de contratos em mercados tradicionais como União Europeia e Ásia.
O crescimento no valor e na quantidade embarcada confirma o papel estratégico do setor fumageiro para a balança comercial brasileira. A produção, fortemente concentrada nos estados do Sul, especialmente no Rio Grande do Sul, continua sendo uma das principais fontes de divisas do agronegócio, com forte vocação exportadora.
FOTO: Divulgação/AI SindiTabaco
