A abertura da 24ª Expoagro Afubra, realizada nesta terça-feira, 24, marcou mais uma edição de um dos principais eventos voltados à agricultura familiar e ao setor do tabaco no sul do Brasil. A solenidade reuniu lideranças do segmento, secretários estaduais e representantes de entidades do agronegócio do Rio Grande do Sul, reforçando a relevância econômica e social da cadeia produtiva para o estado.
Durante a cerimônia, o presidente da Afubra, Marcílio Drescher, destacou os desafios enfrentados pelos produtores rurais e a necessidade de resiliência no campo. Em seu discurso, ressaltou que “é preciso muita perseverança para seguir em frente” e que a caminhada do agricultor se torna ainda mais difícil “diante do esquecimento que muitas vezes é disposto por uma sociedade que não conhece, de fato, a realidade do campo”.
Ele também mencionou que frequentemente se fala em “políticas agrícolas mais justas e eficazes”, “proteção ao mercado” e “uma vida acessível”, mas reforçou a necessidade de que essas pautas se concretizem para quem vive da produção.
Outro ponto enfatizado foi o papel do sistema mutualista da Afubra, considerado essencial para dar suporte aos produtores em momentos de dificuldade, garantindo segurança e continuidade às atividades no campo.
O secretário estadual da Agricultura, Edivilson Brum (MDB), também destacou a importância da organização coletiva no fortalecimento do setor. Ele questionou: “Vocês seriam capazes de imaginar, subtrair a Afubra, o sistema mutualista?” e afirmou que “não imaginaríamos o que seria do setor se não tivesse a Afubra trabalhando, capacitando, liderando, trabalhando em favor de todos os produtores”.
Brum ressaltou ainda que “é essa organização, é esse espírito de coletividade que faz a representatividade dos produtores para continuarem trabalhando pelo agro gaúcho e pelo agro brasileiro”.
Já o vice-governador Gabriel Souza abordou o papel estratégico da produção de tabaco para a economia do Rio Grande do Sul. Ele destacou que o tema frequentemente é alvo de debates. “Nós, seguidamente, nos deparamos com discussões, muitas vezes ideologizadas, sobre a questão da produção de tabaco no Brasil”. Ainda assim, reforçou que “o governo do estado entende como vital para a economia gaúcha a produção de tabaco”, lembrando que a cultura ocupa quase 150 mil hectares no estado e envolve cerca de 140 mil famílias.
Souza também enfatizou o impacto econômico da cadeia produtiva. “Na indústria nós temos milhares de empregos sendo gerados a partir dessa atividade” e destacou que o Rio Grande do Sul é o maior produtor e exportador do produto no país. Ao final, defendeu a atividade ao afirmar que “quando nós olhamos uma produção regulamentada, legalizada, que gera emprego e renda, nós temos que incentivar, sim, essa produção aqui no Rio Grande do Sul”.
A Expoagro Afubra segue como um espaço de integração, troca de conhecimento e valorização do produtor rural, evidenciando a força do campo e sua contribuição decisiva para a economia gaúcha. O evento espera reunir neste ano mais de 180 mil visitantes, até sexta-feira, 27. Mais de 500 expositores participam da feira neste ano, com 222 agroindústrias expondo produtos no pavilhão da agricultura familiar.
