Neste domingo, 22 de março, é celebrado o Dia Mundial da Água, data que reforça a importância desse recurso essencial para a vida e também para o setor agrícola. No campo, a disponibilidade de água é fundamental para garantir produtividade, estabilidade na produção e segurança para os agricultores, especialmente diante dos períodos cada vez mais frequentes de estiagem.
Com o objetivo de ampliar as condições de produção e fortalecer a resiliência do setor primário, o Governo do Rio Grande do Sul lançou a terceira fase do Programa Irriga+RS, ampliando para até R$ 150 mil o valor de subvenção destinado a produtores rurais interessados na implementação de projetos de irrigação.
Outra novidade é o lançamento do Portal Irriga+RS, que permitirá o envio digital dos projetos, garantindo mais agilidade e transparência ao processo. O anúncio foi realizado durante agenda na 26ª Expodireto Cotrijal, em Não-Me-Toque, com a participação do secretário da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação, Edivilson Brum.
O programa prevê o pagamento de 20% do valor do projeto de irrigação, limitado agora a até R$ 150 mil por produtor rural. Os projetos poderão ser encaminhados até 30 de outubro de 2026, diretamente pelo site do programa. Produtores que participaram das fases um e dois também podem se inscrever neste novo edital, desde que o projeto seja destinado a nova área irrigada.
Segundo o secretário Edivilson Brum, o Rio Grande do Sul ainda tem um grande potencial a ser desenvolvido quando se fala em irrigação. Atualmente, apenas 4% da área de sequeiro do Estado conta com irrigação, o que demonstra o desafio de ampliar esse percentual.
“A ampliação da irrigação é fundamental para dar mais segurança ao produtor rural, reduzir os riscos provocados por períodos de estiagem e garantir maior estabilidade na produção”, destacou Brum.
De acordo com o secretário, entre 2020 e os últimos anos, o Estado enfrentou sete estiagens, que impactaram diretamente a produção agrícola e a economia das regiões produtoras.
“O objetivo do governo do Estado é avançar na ampliação de novos hectares irrigados, estimulando investimentos, tecnologia e planejamento no campo. Com mais áreas irrigadas, conseguimos aumentar a produtividade, proteger a renda do produtor e fortalecer ainda mais o agronegócio gaúcho”, acrescentou.
FASES ANTERIORES
Nas duas primeiras etapas do programa, o limite de subvenção era menor, até R$ 15 mil na fase um e até R$ 100 mil na fase dois. Somadas, as duas fases resultaram na aprovação de 1.297 projetos de irrigação, com potencial de subvenção de aproximadamente R$ 61 milhões.
Com os projetos aprovados, a estimativa é de ampliação de cerca de 25 mil hectares de área irrigada, com investimentos dos produtores que somam aproximadamente R$ 450,7 milhões.
Entre as finalidades dos projetos, 57% são voltados à produção de grãos, como milho e soja. Outros 24% são destinados à pastagem e pecuária, 11% à fruticultura, 7% à olericultura e 1% a outras atividades agrícolas. As regiões que mais apresentaram projetos até agora são Alto Uruguai (29%), Noroeste/Missões (25%), Nordeste/Serra (15%), Fronteira Oeste (14%), Região Central/Metropolitana (12%) e Campanha/Zona Sul (5%).
