
A safra 2025/2026 do tabaco em Venâncio Aires deve registrar redução na produtividade média em comparação ao ciclo anterior. A projeção é do chefe do escritório municipal da Emater/Ascar, engenheiro agrônomo Vicente Fin, que atribui o desempenho ao comportamento climático irregular ao longo do desenvolvimento da cultura.
A área cultivada deve ficar próxima de 8,4 mil hectares, mantendo o patamar dos últimos anos. No entanto, a produtividade média projetada é de cerca de 2,2 toneladas por hectare, abaixo das 2,38 toneladas por hectare registradas na safra passada. Os dados finais de produção devem ser divulgados no fim de março.
Segundo Fin, o impacto variou conforme a localização das lavouras dentro do município. Nas regiões mais altas, houve recuperação e até melhora em relação a anos anteriores. Já nas áreas mais baixas, o excesso de umidade e o empoçamento no início do ciclo comprometem o potencial produtivo.
“O comportamento foi bastante variável. Em algumas áreas tivemos melhoria, mas em outras o acúmulo de água prejudicou o desenvolvimento das plantas”, destacou.
UMIDADE EXCESSIVA
O período inicial da cultura foi determinante para o resultado projetado. A combinação de chuvas frequentes e solo encharcado dificultou o estabelecimento das lavouras em determinadas localidades. Embora parte das áreas tenha apresentado desempenho satisfatório posteriormente, as perdas iniciais devem refletir na média final da safra.
A variabilidade também se explica pela diferença nos períodos de plantio, já que há produtores que realizam cultivo fora da janela tradicional, o que amplia os contrastes de desenvolvimento entre as lavouras.
FOTO: Divulgação/AI SindiTabaco
