Já tradicional na programação da Festa Nacional do Chimarrão (Fenachim), a Feira de Artesanato reforça o talento e a diversidade da produção local. Com cerca de 68 artesãos participantes, o espaço reúne uma ampla variedade de produtos e atrai visitantes em busca de peças únicas, que carregam identidade cultural e valorizam o trabalho manual.
Entre crochê, peças em madeira, artigos voltados ao chimarrão e itens de decoração, o público encontra opções que evidenciam criatividade e tradição. Muitos dos produtos são personalizados e refletem características da cultura regional, fortalecendo o vínculo entre o artesanato e a identidade do município.
De acordo com o coordenador de Turismo e Artesanato da 18ª Fenachim, Darlan Rieger, o município mantém três iniciativas voltadas ao setor: a Casa do Artesão, a Arteva e o Programa Municipal do Artesanato. “Hoje, temos 32 artesãos habilitados por meio do programa, que participam da Fenachim a partir de um sistema de pontuação, baseado na presença em feiras e eventos ao longo do ano”, explica.
Na feira, os expositores se organizam em sistema de revezamento. “A Arteva e a Casa do Artesão estão reunidas em um espaço único e os artesãos se alternam em duplas nos estandes. Cada espaço tem cerca de seis metros quadrados e é cedido gratuitamente pela organização, o que representa um incentivo importante ao setor.”
Na última edição, o espaço movimentou mais de R$ 100 mil em vendas, e a expectativa para este ano é de crescimento. “Já nos primeiros dias, muitos artesãos precisaram repor mercadorias, o que demonstra a boa aceitação do público”, reforça.
Entre os expositores, histórias de dedicação e paixão pelo ofício se destacam. José Vandelei Stertz, da Arte Vander, participa pela segunda vez da feira e encontrou no artesanato uma nova rotina após a aposentadoria. “Trabalhar com madeira começou como um hobby e, com o tempo, passou a ser também uma forma de renda. Hoje nos dedicamos mais, principalmente com peças em estilo rústico, que já produzimos há cerca de oito anos”, relata.
Já Lúcia Elaine Santiago Silva, da Elaine Artesanatos, participa há cerca de cinco edições e destaca o valor cultural do evento. “Estar na Fenachim é muito especial, porque é a nossa festa, na Capital do Chimarrão. Meu trabalho tem essa ligação com o chimarrão, e eu produzo peças em tricô, crochê, panos de prato, tapetes e jogos de banheiro, sempre fazendo o que gosto.”
Com grande circulação de público e diversidade de produtos, a Feira de Artesanato segue como um dos espaços mais visitados da Fenachim, reunindo tradição, criatividade e oportunidades para os artesãos locais.
CRÉDITO: AI Fenachim
Fotos: Cristiano Rosa
