Indústria do tabaco impulsiona empregos e Venâncio Aires registra alta de 9% no 1º trimestre de 2026

A indústria do tabaco começou 2026 em forte ritmo de contratações e garantiu um avanço no saldo de empregos formais no primeiro trimestre, na comparação com o mesmo período de 2025. Dados do Novo Caged apontam que o setor teve papel decisivo no desempenho do mercado de trabalho em Venâncio Aires, um dos principais polos do tabaco no país.

No acumulado do trimestre, o saldo, diferença entre admissões e desligamentos, chegou a 3.822 vagas em 2026, frente a 3.503 vagas no mesmo período de 2025, o que representa um crescimento de aproximadamente 9,1%. O resultado foi impulsionado principalmente pela contratação de trabalhadores safristas, típica do período de processamento do tabaco nas indústrias locais, quando há aumento significativo da demanda por mão de obra.

O bom momento também se refletiu nos dados mais recentes. Em março, Venâncio Aires registrou o segundo maior saldo de empregos formais do Rio Grande do Sul, com 1.790 novas vagas com carteira assinada, ficando atrás apenas de Porto Alegre. O desempenho coloca o município à frente de cidades maiores como Santa Cruz do Sul, Novo Hamburgo e Canoas.

A indústria foi o principal motor da geração de empregos no mês, respondendo por 1.682 vagas do saldo total. No período, o município registrou 2.974 admissões e 1.184 desligamentos, elevando o estoque de empregos formais para 22.149 vínculos ativos. Os demais setores também tiveram desempenho positivo, ainda que mais moderado, contribuindo para o resultado geral.

A fabricação de produtos do fumo segue como destaque dentro da indústria local e principal responsável pela criação de vagas. Apesar do crescimento expressivo, o movimento permanece associado à sazonalidade da safra do tabaco, o que pode gerar oscilações ao longo do ano. Ainda assim, o desempenho do primeiro trimestre, reforçado pelos números de março, confirma um início mais aquecido em 2026 e evidencia a importância da cadeia produtiva do tabaco para a economia de Venâncio Aires.

Guilherme Siebeneichler