Gerindo conflitos e barrando o bullying no ambiente escolar

Janine Niedermeyer
setembro07/ 2016

A Pesquisa Nacional de Saúde Escolar apresentada recentemente, relativo à 2015, trouxe entre suas análises dados das vítimas de bullying no ambiente de ensino, na faixa etária de alunos do 9º ano, a qual IBGE e Ministério da Saúde tiveram como fonte.

Conforme informações apuradas, 195 mil alunos declararam já terem sofrido agressões verbais no Brasil. Entre os alunos que se sentiram humilhados alguma vez nos 30 dias anteriores à pesquisa, os principais motivos da zombaria foram a aparência do corpo (15,6%) e do rosto (10,9%).

Por outro lado, cerca de 520,9 mil alunos (19,8%) contaram já ter praticado bullying. Dentre os meninos, esse percentual foi de 24,2% e, entre as meninas, 15,6%. Para colaborar com a queda nestes índices no Rio Grande do Sul, o programa instituído em 2012, de Comissão Interna de Prevenção a Acidentes e Violência Escolar (Cipave) tem demonstrado eficiência.

NÚCLEOS

No último semestre houve redução de 15,98% nos casos de bullying, tendo como uma das ações a implantação dos Núcleos Escolares de Gestão de Conflitos e Combate ao Bullying (NEGECOB). O 1º em Venâncio Aires e 2º em nível de 6ª Coordenadoria Regional de Educação (CRE) foi oficializado nesta terça-feira, 6, junto à Escola Estadual de Ensino Médio Wolfram Metzler, no bairro Bela Vista.

O coordenador Luiz Ricardo Pinho de Moura participou do ato e salientou a relevância de criar uma política de paz dentro das escolas. “Com a intenção de minimizar os conflitos e até mesmo as questões de bullying”.

Qualificada como mediadora do espaço, a professora Sofia Hoffmann recebeu orientações na Secretaria Estadual de Educação para executar em sala de aula e na sala do núcleo. “O desempenho das atividades vem desde junho, quando estamos com o 5º ano em tempo integral”.

Essa faixa dos 11 e 12 anos de idade foi o pontapé inicial uma vez que o núcleo está agregado a esse formato na rede estadual. “Mas isso não quer dizer que a gente vai só atender eles, pois se acaba atendendo toda a escola”, explica Sofia, que atua compartilhando ideias com as orientadoras Ana Fontoura e Neusa Walbrink, profissionais específicas dentro das questões de bullying.

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Foto: Maicon Nieland/ Olá Jornal

Janine Niedermeyer
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