Para muitos agricultores, o trabalho não termina quando a colheita é concluída. É nesse momento que começa outra etapa da rotina: levar o resultado de meses de dedicação até a indústria. Em diversas propriedades familiares do Sul do Brasil, quem cultiva também assume o volante para transportar a própria produção. A história do produtor rural Moacir Zeczkowski, parceiro da JTI há cerca de 13 anos, ilustra essa realidade e ganha um significado especial no Dia do Colono e do Motorista, celebrado em 25 de julho.
A coincidência da data ajuda a retratar uma dinâmica comum nas regiões produtoras de tabaco, onde o agricultor, muitas vezes, também responde pela logística da safra. O contexto acompanha a relevância do setor para o país: o Brasil ocupa a posição de segundo maior produtor mundial e, desde 1993, é o maior exportador de tabaco do mundo. Cerca de 90% da produção nacional é destinada ao mercado internacional, abastecendo clientes em mais de 100 países.
Para Emerson Rech, Diretor de Operações de Leaf da JTI, histórias como a de Moacir ajudam a mostrar como a produção agrícola pode envolver diferentes atividades que sustentam a cadeia produtiva. “O trabalho realizado pelos produtores rurais vai muito além da lavoura. Eles são empreendedores, gestores e, muitas vezes, também motoristas, garantindo que o resultado de meses de dedicação chegue ao seu destino. Valorizar essas histórias é reconhecer a importância dessas famílias para a economia e para o desenvolvimento das regiões produtoras”, afirma.

Na família de Moacir, a produção de tabaco e o transporte sempre caminharam lado a lado. Desde 1994, quando assumiu a condução do negócio familiar, ele passou a administrar a propriedade de forma independente. “É algo que faz parte da nossa vida. Sempre gostamos tanto da lavoura quanto da estrada. É um trabalho que exige dedicação, mas que também traz muita satisfação quando vemos o resultado”, conta.
Ao longo dos anos, a atividade permitiu ampliar a estrutura da propriedade e investir em melhorias. Hoje, Moacir possui quatro caminhões, além de tratores, implementos agrícolas e barracões projetados para facilitar o armazenamento da produção e o carregamento dos veículos.
Durante a safra, o foco está totalmente voltado ao tabaco. Fora desse período, os caminhões também são utilizados para o transporte de outras cargas, como madeira serrada e hortifrutigranjeiros, mas a principal atividade continua sendo atender às demandas da produção agrícola.
Ao falar da parceria construída com a JTI ao longo dos últimos 13 anos, Moacir destaca que a previsibilidade e a organização contribuíram para o planejamento da propriedade. “A JTI é uma empresa organizada e isso nos dá segurança para trabalhar. Outro ponto importante é a proximidade da unidade de Mafra, que tornou nossa logística mais prática em comparação às rotas que fazíamos antigamente.”
Mais do que os investimentos realizados ao longo da trajetória, uma das maiores motivações para seguir no campo está na continuidade do trabalho familiar. Nos últimos anos, o filho Felipe, de 22 anos, passou a acompanhar de perto a rotina da propriedade e vem se preparando para assumir, gradualmente, as atividades desenvolvidas pelo pai e pelo avô. “É gratificante ver que ele tem interesse em continuar esse trabalho. Tudo o que construímos veio da dedicação à propriedade e da parceria da família. Saber que essa história pode continuar na próxima geração nos motiva a seguir investindo e fazendo o nosso melhor”, comenta.
Em uma atividade em que conhecimento, experiência e planejamento são construídos ao longo de décadas, a sucessão familiar representa a continuidade de um legado que une diferentes gerações.
No caso de Moacir, esse legado foi construído tanto na lavoura quanto na estrada e agora começa a ser compartilhado com o filho Felipe. Sua trajetória reflete a realidade de muitas famílias produtoras do Sul do Brasil, que seguem contribuindo para o desenvolvimento das regiões produtoras de tabaco por meio do trabalho, da dedicação e da parceria ao longo dos anos.
CRÉDITO: AI JTI
FOTOS: Maurício Dranka
