Tabaco se consolida entre as cinco culturas estratégicas para o “Seguro Fiscal” do Rio Grande do Sul

Olá Jornal
fevereiro18/ 2026

A cultura agrícola do tabaco consolida-se como uma das cinco economias temporárias mais estratégicas para o Rio Grande do Sul, desempenhando um papel fundamental tanto na composição do Valor Bruto da Produção (VBP) quanto no retorno tributário para a União e o Estado. Ao lado da soja, milho, trigo e feijão, o tabaco integra o seleto grupo de culturas que fundamentam o pedido do governo gaúcho para a prorrogação da dívida federal, visando converter R$ 15 bilhões em investimentos diretos em irrigação.

Essa medida é vista pelo governador Eduardo Leite como uma solução estrutural necessária para proteger o produtor e fortalecer a economia, especialmente após perdas sucessivas causadas por longos períodos de estiagem.

A relevância do tabaco nesse cenário é evidenciada pela sua capacidade de gerar arrecadação imediata através de tributos federais de natureza indireta, como IPI, COFINS e PIS/Pasep. Estudos técnicos da Farsul indicam que a irrigação no setor de fumo atua como um mecanismo de defesa das finanças públicas, garantindo que a base tributária permaneça estável mesmo em anos de crise hídrica.

Em cenários de seca extrema, a irrigação no tabaco evitaria quedas bruscas no Valor Bruto da Produção (VBP), que é estimado em R$ 7,84 bilhões sob condições adversas. Se a área irrigada atingir 20%, esse valor sobe para R$ 7,91 bilhões. Para este ano, em que o clima é considerado normal, o tabaco elevaria seu patamar de faturamento de R$ 7,71 bilhões para R$ 7,80 bilhões com a tecnologia, consolidando uma base tributária mais robusta e permanente.

Mesmo em condições climáticas de normalidade, como previsto para 2026, a expansão da irrigação no setor de tabaco elevaria o patamar de eficiência produtiva e faturamento estrutural. A análise demonstra que a cultura do fumo contribui para um cenário onde cada 1% de aumento no VBP agropecuário gera um incremento médio de 0,64% na arrecadação federal, consolidando a tecnologia como um instrumento relevante de gestão de risco fiscal. Dessa forma, o investimento em irrigação para as cinco culturas principais, incluindo o tabaco, projeta um ganho bilionário que pode chegar a R$ 3,66 bilhões em impostos federais em anos de estiagem.

Atualmente, o governo do Rio Grande do Sul já destina R$ 112,5 milhões para reserva de água e R$ 66,5 milhões diretamente para projetos de irrigação, buscando tornar o estado mais resiliente e sustentável. A inclusão do tabaco entre as cinco prioridades econômicas reforça a visão de que a produtividade no campo é o motor da arrecadação pública. Ao reduzir a vulnerabilidade do setor às condições climáticas, o Estado não apenas protege o sustento de milhares de produtores, mas assegura a sustentabilidade das finanças públicas através de uma base tributária mais previsível e robusta.

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