Tabaco reage e exportações ganham força em agosto na balança comercial

Olá Jornal
setembro19/ 2026

Depois de um primeiro semestre marcado por oscilações e resultados abaixo dos registrados em 2025, as exportações brasileiras de tabaco apresentaram uma reação significativa em agosto. O país movimentou US$ 274,3 milhões com os embarques de tabaco não manufaturado e desperdícios, crescimento de 47,4% em relação aos US$ 186,1 milhões registrados no mesmo mês do ano passado. O volume também avançou, de 33,8 milhões para 46,8 milhões de quilos, alta de 38,2%.

O resultado coloca agosto de 2026 entre os melhores da última década. Na série iniciada em 2016, o valor alcançado neste ano é o terceiro maior para o mês, atrás de agosto de 2023, quando foram exportados US$ 293,7 milhões, e de agosto de 2024, com US$ 278 milhões. O desempenho de 2026 também supera com folga os US$ 237,4 milhões registrados em agosto de 2016, primeiro ano da comparação.

A reação ganha dimensão quando observada dentro do próprio ano. Janeiro começou com US$ 217 milhões em exportações, mas fevereiro recuou para US$ 129,2 milhões. Março registrou US$ 176 milhões, abril teve US$ 113,7 milhões e maio, US$ 163,2 milhões. Em junho, foram US$ 164,5 milhões. A partir daí, os embarques aceleraram: US$ 240,9 milhões em julho e US$ 274,3 milhões em agosto. Em dois meses, portanto, o setor movimentou US$ 515,2 milhões, mostrando uma retomada mais consistente na segunda metade do ano.

DÉCADA
Mesmo com a recuperação recente, o acumulado de janeiro a agosto de 2026 ainda permanece abaixo do registrado em 2025. Os oito primeiros meses somam aproximadamente US$ 1,48 bilhão, diante de US$ 1,79 bilhão no mesmo período do ano passado. Em volume, são cerca de 240,5 milhões de quilos, contra 282,6 milhões de quilos em 2025.

Na comparação com 2016, porém, o cenário é diferente. Nos oito primeiros meses daquele ano, as exportações somaram aproximadamente US$ 1,23 bilhão, com 293,1 milhões de quilos. Assim, 2026 apresenta receita em dólares cerca de 20% maior, embora o volume embarcado seja aproximadamente 18% menor. Os números mostram uma década em que o setor passou a movimentar mais valor com uma quantidade menor de produto.

O comportamento de agosto reforça essa mudança. Em 2016, o mês registrou US$ 237,4 milhões e 56,6 milhões de quilos. Dez anos depois, agosto de 2026 alcançou US$ 274,3 milhões com 46,8 milhões de quilos. A receita é maior, enquanto o volume é menor, indicando aumento do valor médio obtido por quilo exportado.

Olá Jornal