Entidades alertam para efeitos do aumento de impostos sobre cigarros

Olá Jornal
abril07/ 2026

O SindiTabaco, a Fentitabaco e a Amprotabaco manifestaram preocupação com a decisão do Governo Federal de elevar a tributação sobre produtos derivados de tabaco. A medida foi anunciada como parte de um pacote para compensar a redução dos custos dos combustíveis.

As entidades reconhecem a importância de políticas voltadas à estabilidade econômica, mas avaliam que a decisão transfere ao setor um ônus fiscal desproporcional. Segundo elas, os produtos do tabaco já estão entre os mais tributados do país.

De acordo com as organizações, o aumento da carga tributária pode gerar efeitos como retração do mercado formal e expansão do comércio ilegal e do contrabando, que atualmente representariam cerca de 35% do consumo nacional. As entidades também apontam possíveis impactos sobre a indústria, produtores rurais e empregos, especialmente na região Sul do Brasil.

O presidente da Amprotabaco, Gilson Becker, afirmou que decisões dessa natureza devem considerar toda a cadeia produtiva e o papel econômico do tabaco em diversos municípios. Ele destacou que o setor é uma base importante para a economia de centenas de cidades e que medidas fiscais precisam buscar equilíbrio entre arrecadação, produção e emprego.

Na mesma linha, o presidente da Fentitabaco, Rangel Marcon, avaliou que o aumento da tributação pode ampliar distorções no mercado, enfraquecendo o ambiente formal da indústria e impactando diretamente os trabalhadores.

Diante desse cenário, as entidades reforçam a necessidade de diálogo com o Governo Federal e se colocam à disposição para contribuir na análise dos impactos econômicos, sociais e produtivos da medida. Segundo elas, é fundamental construir soluções que considerem a complexidade da cadeia do tabaco e preservem sua relevância para o desenvolvimento regional.

Com informações SindiTabaco, Fentifumo, Amprotabaco

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