Seminários regionais querem fortalecer voz dos trabalhadores da indústria do tabaco no cenário nacional

Guilherme Siebeneichler
abril29/ 2026

O primeiro encontro do Ciclo de Seminários Regionais sobre a cadeia produtiva do tabaco ocorreu nesta quinta-feira, 23, na Câmara de Vereadores de Santa Cruz do Sul, reunindo lideranças institucionais, autoridades, especialistas e trabalhadores da indústria em torno de um compromisso público com a defesa do emprego, da saúde do trabalhador e da sustentabilidade da atividade.

O debate foi mediado pelos presidentes da Federação Nacional dos Trabalhadores nas Indústrias do Tabaco e Afins (Fentitabaco), Rangel Marcon, e da Associação dos Municípios Produtores de Tabaco (Amprotabaco), Gilson Becker.
O encontro em Santa Cruz do Sul marcou a abertura de uma agenda regional que terá continuidade em Santa Catarina e Paraná, ampliando a escuta institucional sobre saúde do trabalhador, emprego e o futuro da cadeia produtiva do tabaco.

A proposta das entidades organizadoras é consolidar, a cada etapa, novas contribuições de lideranças, especialistas, representantes públicos e trabalhadores. Ao final do ciclo, todo o conteúdo debatido será sistematizado em um documento-base de alcance nacional.

A intenção é reunir, em um único material, as contribuições construídas ao longo dos seminários e fortalecer uma posição técnica, institucional e regionalmente representativa sobre os desafios e oportunidades do setor.

PRÓXIMOS PASSOS
Segundo o presidente da Fentitabaco, Rangel Marcon, este primeiro seminário foi o ponto de partida de uma mobilização regional que pretende culminar em uma audiência pública em Brasília, prevista para o fim de junho ou início de julho.

“Esse aqui foi o pontapé inicial. Nosso objetivo é realizar mais dois seminários, um em Santa Catarina e outro no Paraná, para chegar à audiência pública em Brasília”, afirmou.

Marcon explicou que, após os encontros regionais, todas as discussões serão reunidas em um documento único que será apresentado na audiência nacional.

PROTAGONISMO
De acordo com o dirigente, um dos principais objetivos do movimento é ampliar a participação dos trabalhadores da indústria nas discussões sobre o setor. “Quando se debate a cadeia do tabaco, muitas vezes se fala do trabalhador do campo e da indústria, mas se esquece do trabalhador da indústria, que vive o dia a dia e é diretamente impactado por decisões tomadas longe da realidade local”, destacou.

Ele ressaltou ainda que mudanças regulatórias podem refletir diretamente nos empregos, na renda das famílias e na economia regional, atingindo comércio, serviços e comunidades inteiras.

Guilherme Siebeneichler