Projetos da Delegada Nadine propõem novas estratégias contra feminicídios no RS

Olá Jornal
fevereiro21/ 2026

A deputada estadual Delegada Nadine (PSDB) apresentou propostas legislativas que buscam ampliar ações de prevenção e enfrentamento aos feminicídios no Rio Grande do Sul. Em entrevista ao Olá Jornal, a parlamentar destacou que a violência contra a mulher tem crescido não apenas no estado, mas também em nível nacional e mundial, tornando-se um dos principais debates da Assembleia Legislativa.

Segundo Nadine, atualmente há quatro projetos de lei em tramitação voltados ao tema. Um deles prevê a criação de uma política pública específica para atender órfãos do feminicídio, crianças que ficam sem os pais após episódios de violência doméstica. A deputada ressaltou a necessidade de dar suporte a essas vítimas indiretas, que frequentemente enfrentam impactos sociais e psicológicos profundos.

Outra proposta apresentada é a implementação de um sistema preditivo de violência inspirado no modelo espanhol VioGén. A ideia é integrar dados de áreas como saúde, educação e segurança pública para identificar sinais de risco e agir preventivamente. “Precisamos cruzar informações e usar a tecnologia para chegar antes que a violência aconteça”, afirmou.

Entre os projetos, também está uma iniciativa que prevê que mulheres possam solicitar acesso aos antecedentes policiais de seus parceiros em delegacias. Para a parlamentar, o objetivo é equilibrar o direito ao sigilo de informações com o direito à vida e à segurança. Ela defende que conhecer o histórico do companheiro pode ajudar na prevenção de novos casos de violência.

A deputada argumenta que agressores frequentemente apresentam padrões de comportamento repetitivos e que o acesso controlado a essas informações poderia contribuir para decisões mais conscientes nos relacionamentos. O projeto prevê regras para evitar divulgação indevida dos dados e responsabilização em caso de uso inadequado.

Nadine afirmou ainda que está aberta ao debate público sobre as propostas e acredita que algumas das medidas podem se tornar iniciativas pioneiras no país, ampliando a rede de proteção às mulheres e fortalecendo políticas preventivas.

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