Missão gaúcha visita gigantes mundiais da irrigação no quarto dia nos Estados Unidos

Olá Jornal
outubro24/ 2025

Nesta quinta-feira, 23, quarto dia da missão oficial do governo estadual aos Estados Unidos, a comitiva liderada pelo vice-governador Gabriel Souza realizou visitas técnicas a duas das maiores fabricantes mundiais de equipamentos para irrigação de precisão. O objetivo foi conhecer tecnologias de ponta, fortalecer as relações comerciais e reforçar o compromisso do Rio Grande do Sul em ampliar a área irrigada no Estado.

A primeira visita ocorreu na sede do grupo Valmont, em Valley (Nebraska), que reúne 31 marcas no portfólio, incluindo a Valley Irrigation, uma de suas principais divisões. A empresa é responsável por cerca de 40% dos pivôs centrais instalados no mundo, totalizando mais de 250 mil equipamentos em operação em 120 países, irrigando aproximadamente 12 milhões de hectares. “Hoje, a Valley Irrigation tem uma fábrica em Minas Gerais, mas não há por que, no futuro, o Rio Grande do Sul não sediar também uma unidade produtiva. Somos um mercado estratégico, tanto para o abastecimento do sul do país quanto para exportação ao Mercosul. O governo do Estado tem total interesse em atrair investimentos desse segmento para o nosso território”, destacou o vice-governador.

A fábrica da empresa em Minas Gerais fica na cidade de Uberaba e, recentemente, foi ampliada para produzir o mesmo modelo de pivô utilizado mundialmente, com planos de exportação a partir do Brasil. Um novo modelo, voltado a pequenas propriedades rurais, está em desenvolvimento e deve ser lançado em 2026.

Mais qualidade e produtividade com irrigação

A comitiva também visitou a sede da Lindsay Center Pivot Company, em Omaha, outra gigante mundial do setor de irrigação. Durante a apresentação, foi destacado que a irrigação é um fator essencial para o futuro do agronegócio, por garantir colheitas de maior qualidade e produtividade a partir de um gerenciamento mais preciso da água ao longo das estações. Esse controle permite atender às exigências dos consumidores por alimentos de alta qualidade, ao mesmo tempo em que promove maior eficiência no uso dos recursos naturais.

Estudos apresentados pela empresa mostram que o uso da irrigação pode elevar significativamente os rendimentos agrícolas em comparação ao cultivo de sequeiro, quando a plantação é irrigada apenas com água da chuva: 67% no trigo, 88% no algodão, 100% na beterraba, 150% na alfafa, 189% na cana-de-açúcar, 200% na soja, 250% na batata e até 280% no milho. Os dados reforçam o papel da irrigação como instrumento fundamental para garantir a segurança alimentar e a estabilidade produtiva em meio às mudanças climáticas. 

O vice-governador destacou que os desafios relacionados ao clima exigem uma nova abordagem sobre o uso da água e o planejamento agrícola no Rio Grande do Sul. “O Estado vive uma realidade climática cada vez mais extrema: temos enfrentado estiagens severas e, ao mesmo tempo, enchentes devastadoras. Uma realidade bem mais difícil se comparada a outros Estados brasileiros. Isso reforça a necessidade de planejar o uso da água de forma inteligente, com mais reservação e irrigação. A missão aqui nos Estados Unidos nos mostra que é possível combinar tecnologia, produtividade e sustentabilidade e é esse caminho que queremos seguir”, afirmou. 

Potencial brasileiro

Durante a apresentação, os executivos da Valmont ressaltaram o grande potencial do Brasil para expansão da irrigação e aumento da produtividade agrícola. Atualmente, menos de 3% das áreas agrícolas brasileiras são irrigadas, embora o país concentre 12% das reservas de água doce do planeta. Segundo a Agência Nacional de Águas (ANA), o Brasil possui 8,2 milhões de hectares irrigados, mas o potencial total chega a 55,8 milhões de hectares — um crescimento possível de 680%.

No Rio Grande do Sul, o potencial de expansão é estimado em 3 milhões de hectares, o que representa um aumento de 266% sobre a área irrigada atual. “O Brasil é o segundo maior mercado de irrigação do mundo, atrás apenas dos Estados Unidos. E o Rio Grande do Sul tem um enorme potencial de crescimento nesse setor”, acrescentou o vice-governador. 

O secretário da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação, Edivilson Brum, avaliou que as empresas têm interesse em expandir mercado e que o Rio Grande do Sul tem muito potencial para recebê-las. “Hoje temos apenas 4% da área irrigada no Estado, métricas que estamos tentando aumentar com políticas públicas de incentivo à irrigação. Recebemos mais de 1,4 mil projetos, com potencial de repasse ao produtor na ordem de R$ 66 milhões e mais de R$ 500 milhões em investimentos do produtor. Já estamos trabalhando numa nova edição do edital do Irriga+ RS, que concede subsídio direto ao produtor rural que implantar sistema de irrigação na sua propriedade”, salientou Brum.

O diretor de Gestão Corporativa da Invest RS, Rodrigo Ribeiro, destacou que a missão também busca gerar oportunidades concretas de negócios. “Um dos objetivos da Invest RS neste roteiro em Nebraska é identificar oportunidades de investimento associadas à economia da irrigação, para que o Rio Grande do Sul incorpore à estratégia de enfrentamento das estiagens sucessivas a criação de uma cadeia de fornecedores específicos para equipamentos. Seria uma forma de baratear custos e desenvolver tecnologias adequadas para a nossa realidade”, afirmou Ribeiro.

CRÉDITO: AI GOVERNO DO RS/GVG

FOTO: Leonardo Fouchard/ Ascom GVG

Rota FIERGS: infraestrutura logística, educação e qualificação profissional para indústrias são prioridades do Vale do Rio Pardo

Olá Jornal
outubro23/ 2025

Infraestrutura logística, educação e qualificação profissional com foco em indústrias. Essas foram as principais necessidades identificadas durante encontro do projeto Rota FIERGS, que promove a interiorização da entidade, realizado nesta quinta-feira (23), em Santa Cruz do Sul. O evento mobilizou líderes empresariais e gestores públicos para apontar as principais demandas e discutir os desafios enfrentados por indústrias do Vale do Rio Pardo. Na ocasião, também foi anunciada a construção do Complexo Educacional do Sesi em Santa Cruz do Sul, um investimento de R$ 33 milhões, que oferecerá Educação Infantil, Ensino Médio, Educação de Jovens e Adultos (EJA) e contraturno tecnológico para a comunidade.  

De acordo com o presidente do Sistema FIERGS, Claudio Bier, o desenvolvimento econômico do Rio Grande do Sul está ligado à capacidade de fortalecer a indústria e os sindicatos que representam o setor. “É com esse propósito que criamos o Rota FIERGS, um programa dedicado a ouvir as comunidades, as entidades e os industriais gaúchos”, enfatizou. Formada por 23 municípios, na divisão adotada pelo Sistema FIERGS, o Vale do Rio Pardo abriga mais de 1,7 mil indústrias (3,3% das 52 mil empresas do setor no Rio Grande do Sul). A região é responsável por gerar mais de 33 mil empregos em suas indústrias, com destaque para os segmentos de alimento, tabaco e couro e calçados. 

Após as discussões entre os participantes do evento, foram definidas as cinco prioridades da região para impulsionar o crescimento e o fortalecimento do setor industrial nos próximos anos: 

Articular, nos âmbitos estadual e nacional, a recuperação da malha viária da região – BR 471 (viaduto de Rio Pardo), conclusão da RS 403, qualificação dos acessos da RSC 287 e qualificação da RS 153 -, com o objetivo de dar mais segurança nas estradas da região. 

Fomentar programas de contraturno escolar e formação básica para preparar profissionais, não apenas tecnicamente, mas também com compreensão do valor e funcionamento das empresas. 

Desenvolver alternativas para captação de profissionais qualificados para atuar na produção das indústrias. 

Atuar junto aos órgãos públicos para dar velocidade à instalação do porto de Arroio do Sal e para operação por balsas e reativação de portos internos, com o objetivo de diminuir custos logísticos e facilitar o escoamento da produção.  

Fomentar estratégias para retenção de talentos nas indústrias, por meio de parceria com outras instituições. 

VOZES DA REGIÃO

O vice-presidente do Sistema FIERGS no Vale do Rio Pardo, Claudino Simon, recordou que as enchentes de 2024 geraram um dos maiores desafios da história para a indústria da região e aproveitou para agradecer o apoio do Sistema FIERGS durante a tragédia climática. “A mobilização da FIERGS, Sesi, Senai e IEL foi um suporte essencial quando mais precisamos, demonstrando o valor do nosso sistema. E é justamente por terem estado conosco no momento da crise que reafirmamos nossa parceria nesta etapa de reconstrução”, disse Simon, que também é presidente do Sindicato das Indústrias do Vestuário de Santa Cruz do Sul (Sindivest). 

O prefeito de Santa Cruz do Sul, Sérgio Moraes, elogiou a persistência dos empresários por manterem o crescimento do Rio Grande do Sul. “Quero cumprimentar todos neste evento que contribuem para o desenvolvimento do nosso estado. Isso é valentia para poucos”, afirmou.  

Representando a Assembleia Legislativa, a deputada estadual Kelly Moraes, parabenizou os esforços do Sistema FIERGS por uma maior aproximação com os municípios do interior. “Queremos, em nome da Assembleia Legislativa, reforçar a parceria com o Sistema FIERGS. Agradeço a força de vontade de todos vocês. É um projeto que serve como exemplo, para os jovens gaúchos, de que vale lutar pelo nosso Rio Grande do Sul”, destacou.  

ESTRUTURA DO SISTEMA FIERGS

A diretora-executiva e de Relações Institucionais do Sistema FIERGS, Ana Paula Werlang, detalhou a estrutura organizacional e o funcionamento da entidade, destacando a atuação da área técnica e da unidade de relacionamento com os sindicatos. “Executamos um trabalho técnico que auxilia o desenvolvimento da indústria. Atuamos também com articulação institucional para promover a defesa dos interesses da indústria junto a governos, sindicatos e entidades”, explicou a diretora, apresentando a área aos participantes do evento. Ana também valorizou os esforços da gestão Claudio Bier para “desencastelar” a FIERGS, aproximando as indústrias de todo o estado, principalmente as pequenas e médias. 

Após, a diretora-geral do Sesi-RS, Senai-RS e IEL-RS, Susana Kakuta, apresentou a atuação integrada das entidades, definida através de um planejamento estratégico com o propósito de otimizar a resposta das instituições aos desafios da indústria. “A nova gestão focou em ações integradas nas áreas de educação, saúde e inovação, utilizando uma visão unificada para mapear o estado em 10 regiões, considerando a presença e tipologia da indústria em cada uma”, disse. Segundo Susana, o sucesso desse modelo é evidenciado pelos resultados alcançados nos últimos meses, que produziu um maior desempenho em prol da indústria gaúcha.  

COMPLEXO EDUCACIONAL DO SESI

Durante o encontro do projeto Rota FIERGS, o presidente do Sistema FIERGS, Claudio Bier, anunciou a construção de um novo Complexo Educacional do Sesi-RS em Santa Cruz do Sul. Com investimento de R$ 33 milhões, o espaço contará com 5.580 metros quadrados e capacidade para atender mais de mil alunos. O complexo oferecerá Educação Infantil, Ensino Médio, Educação de Jovens e Adultos (EJA) e contraturno tecnológico.  

“Esta nova escola simboliza a crença dos industriais gaúchos no poder transformador da educação de qualidade. Assim, o Sistema FIERGS está construindo hoje a indústria do amanhã”, destacou Bier. A previsão do início das atividades no complexo educacional é fevereiro de 2027. A escola de Educação Infantil e o contraturno tecnológico, que hoje funcionam na área central da cidade, serão transferidos para o novo espaço.  

Além da implantação do Complexo Educacional do Sesi-RS, o Sistema FIERGS realiza um conjunto de investimentos que somam R$ 50,12 milhões no Vale do Rio Pardo. Desse total, R$ 14,8 milhões se destinam à nova estrutura do Senai Frederico Closs, em Venâncio Aires, inaugurada no início deste ano. Outros R$ 700 mil serão aplicados na atualização tecnológica do Senai Carlos Tannhauser, em Santa Cruz do Sul, enquanto R$ 1,6 milhão será investido na qualificação dos espaços esportivos do Sesi-RS do município.

CRÉDITO: AI Fiergs

Sistema FIERGS anuncia construção de Complexo Educacional do Sesi em Santa Cruz do Sul com investimento de R$ 33 milhões

Olá Jornal
outubro23/ 2025

O presidente do Sistema FIERGS, Claudio Bier, anunciou a construção de um novo Complexo Educacional do Sesi-RS em Santa Cruz do Sul. Com investimento de R$ 33 milhões, o espaço contará com 5.580 metros quadrados e capacidade para atender mais de mil alunos. O complexo oferecerá Educação Infantil, Ensino Médio, Educação de Jovens e Adultos (EJA) e contraturno tecnológico. O anúncio ocorreu nesta quinta-feira (23), durante a realização do projeto Rota FIERGS no Vale do Rio Pardo.  

“Esta nova escola simboliza a crença dos industriais gaúchos no poder transformador da educação de qualidade. Assim, o Sistema FIERGS está construindo hoje a indústria do amanhã”, destacou Bier. A previsão do início das atividades no complexo educacional é fevereiro de 2027. A escola de Educação Infantil e o contraturno tecnológico, que hoje funcionam na área central da cidade, serão transferidos para o novo espaço. 

O Ensino Médio deve contar com 350 vagas, destinadas prioritariamente a filhos de trabalhadores da indústria, que contam com bolsas e subsídios. Em caso de disponibilidade, também são oferecidas ao público geral. A iniciativa conta com o apoio da prefeitura de Santa Cruz do Sul. 

METODOLOGIAS DE ENSINO

As escolas Sesi de Ensino Médio adotam metodologia de ensino inovadora com educação em tempo integral e foco no desenvolvimento de competências e habilidades. O aprendizado ocorre por meio de pesquisa, trabalho colaborativo e uso de tecnologias, incluindo robótica educacional. A proposta pedagógica é sociointeracionista, com abordagem interdisciplinar e contextualizada no mundo do trabalho, preparando os estudantes para universidade, cursos técnicos ou empreendedorismo.  

Já em relação ao Contraturno Tecnológico e Educação Infantil, se busca promover a formação integral dos alunos, com metodologia inovadora e foco no desenvolvimento de competências tecnológicas. O Contraturno Tecnológico é destinado a estudantes de seis a 14 anos matriculados em escolas regulares, oferecendo atividades complementares no turno oposto ao da educação formal.  

O programa desenvolve competências em robótica, programação, ciências e tecnologia por meio de metodologia “mão na massa”, estimulando o pensamento crítico, criatividade e resolução de problemas. As crianças participam de projetos práticos que incluem montagem de robôs, desenvolvimento de jogos digitais e experimentos científicos.  

Já a Educação Infantil do Sesi-RS está estruturada em Campos de Experiências, no âmbito dos quais são definidos os objetivos de aprendizagem e desenvolvimento, assegurando os direitos de conviver, brincar, participar, explorar, expressar e conhecer-se. 

 OUTROS INVESTIMENTOS NA REGIÃO

Além da implantação do Complexo Educacional do Sesi-RS, o Sistema FIERGS realiza um conjunto de investimentos que somam R$ 50,12 milhões no Vale do Rio Pardo.  

Desse total, R$ 14,8 milhões se destinam à nova estrutura do Senai Frederico Closs, em Venâncio Aires, inaugurada no início deste ano. Outros R$ 700 mil serão aplicados na atualização tecnológica do Senai Carlos Tannhauser, em Santa Cruz do Sul, enquanto R$ 1,6 milhão será investido na qualificação dos espaços esportivos do Sesi-RS do município.

CRÉDITO: AI Fiergs

Olá Jornal marca presença com espaço de convivência e inspiração na última semana da 40ª Oktoberfest

Olá Jornal
outubro23/ 2025

Até o próximo domingo, 26, o Olá Jornal segue marcando presença na 40ª Oktoberfest de Santa Cruz do Sul. O espaço do veículo venâncio-airense, instalado na área verde do parque da Oktoberfest, ao lado do estande-estufa do SindiTabaco, foi planejado para oferecer um ambiente de convivência, descanso e contemplação em meio à movimentação da Festa da Alegria.

A estrutura aproveita a sombra das árvores e o gramado do entorno, criando um refúgio acolhedor especialmente nos fins de tarde, quando o pôr do sol transforma a rua de acesso ao espaço em um verdadeiro espetáculo visual. Mais do que um local de passagem, o espaço do Olá Jornal se consolidou como um convite à pausa, à conversa e à apreciação das histórias que fazem parte da região.

A 40ª Oktoberfest iniciou no dia 09 de outubro e foi dividida em três semanas de programação. A primeira ocorreu de 09 a 12, a segunda de 16 a 19 e a última tem início nesta quinta-feira, 23, seguindo até o dia 26 de outubro.

HISTÓRIAS DE VALOR
O espaço também foi palco de dois encontros especiais do projeto Olá Inspira – Histórias de Valor, em sua segunda edição, que emocionam e inspiram o público ao unir empreendedorismo, sustentabilidade e propósito.

No dia 10 de outubro, as irmãs Cristiane Ênia Siebeneichler e Márcia Andréa Siebeneichler Dreissig, fundadoras do Aromas do Monte, compartilharam sua trajetória de transformação do cultivo de lavanda, alecrim e capim-limão em um projeto de turismo rural e produção sustentável. Criado em 2021, o Aromas do Monte nasceu do sonho de conectar pessoas à natureza por meio de experiências sensoriais e produtos à base de plantas bioativas, que hoje projetam a localidade de Monte Alverde como destino turístico da região.

Já na tarde de sexta-feira, 17, a estilista Kátia Mees, fundadora da marca KMEES, conduziu uma palestra marcada pela emoção e pela reflexão sobre o papel da moda sustentável. A designer contou como sua trajetória pessoal e profissional a levou à descoberta da impressão botânica (ecoprint), técnica que utiliza pigmentos naturais, folhas e flores para criar estampas sem agredir o meio ambiente. Sua fala inspirou o público ao mostrar como a criatividade e o propósito podem transformar a relação entre moda, natureza e comunidade.

BOAS HISTÓRIAS
Durante as três semanas da Oktober, o espaço do Olá Jornal reforça o propósito do veículo de valorizar histórias locais e promover encontros significativos. Mais do que um ponto de descanso, o ambiente se tornou um lugar de celebração, da cultura, da sustentabilidade e das pessoas que constroem diariamente novas formas de viver e inspirar. Trajetórias de diversificação, empreendedorismo feminino e rural, turismo rural e sustentabilidade.

O projeto Olá Inspira 2ª edição conta com o apoio de China Brasil Tabacos, Governo do Estado do Rio Grande do Sul, Prefeitura de Venâncio Aires, Philip Morris Brasil, Florestal Alimentos e DJF Produções.

1ª Copa Venâncio Aires Sub-14 vai reunir jovens atletas no campo da AER Santa Tecla

Olá Jornal
outubro23/ 2025

A Associação Esportiva e Recreativa Santa Tecla Futebol Clube, em parceria com a Prefeitura de Venâncio Aires, promove a 1ª Copa Venâncio Aires Sub-14 AER Santa Tecla, torneio que visa incentivar a prática esportiva e a integração entre adolescentes.

Os jogos ocorrem nos dias 25 e 26 de outubro, nas dependências da AER Santa Tecla, localizada na Rua João Alves, nº 180, bairro Diettrich. A competição será disputada na modalidade Futebol de Campo, envolvendo equipes das categorias Sub-14 e Sub-7.

Na categoria Sub-14, participam as equipes Bola Cheia, Santa Tecla, Arca e CFM. Já no Sub-7, entram em campo Bola Cheia, Arca, Edufut e Santa Tecla.

No sábado, dia 25, ocorrem as partidas da fase classificatória do Sub-14, enquanto o domingo, 26, será reservado para as semifinais e finais da categoria, além do torneio Sub-7. As atividades iniciam às 9 horas e incluem um almoço de confraternização entre os atletas, como forma de incentivo, agradecimento e integração.

Buscando incentivar ainda mais o desenvolvimento de novas categorias futebolísticas, a AER Santa Tecla propõe a competição em parceria com o Município de Venâncio Aires, com o objetivo de promover integração e troca de conhecimentos. A iniciativa busca fomentar as competições voltadas à categoria Sub-14 na região.

A entidade decidiu criar esta copa, reconhecendo a importância de oferecer aos jovens a oportunidade de competir com atletas da mesma faixa etária, e não com jogadores mais velhos, como costuma ocorrer nas chamadas “categorias casadas”. Assim, a Copa Venâncio Aires Sub-14 busca proporcionar vivências e experiências no futebol de campo, além de contribuir para o convívio social e a integração entre escolas de futebol do município e da região.

Fundada em 1980, a Associação Esportiva e Recreativa Santa Tecla tem como objetivo promover o esporte, a educação e a integração social, fortalecendo valores como amizade, respeito e companheirismo. A entidade segue atuando na formação esportiva e cidadã de jovens de Venâncio Aires e região.

A 1ª Copa Venâncio Aires Sub-14 AER Santa Tecla conta com apoio da Prefeitura de Venâncio Aires por meio do Termo Parceria 2086/2024.

Moda, sustentabilidade e inovação: Kátia Mees compartilha trajetória inspiradora no Olá Inspira

Olá Jornal
outubro23/ 2025

Durante a tarde da última sexta-feira, 17, ocorreu a segunda palestra do Olá Inspira na 40ª Oktoberfest, com a estilista Kátia Mees, fundadora da marca KMEES. O encontro emocionou o público ao compartilhar sua trajetória de empreendedorismo, inovação e sustentabilidade na moda. O bate-papo, realizado durante a Festa da Alegria, em Santa Cruz do Sul, trouxe reflexões sobre propósito, criatividade e colaboração entre o setor da moda e o meio rural, mostrando como um projeto pode transformar vidas e gerar impacto social. Um exemplo disruptivo de diversificação, sustentabilidade e empreendedorismo.

Kátia começou sua história estudando estilismo em confecção industrial em Porto Alegre, onde teve contato com diversas técnicas de criação e produção de roupas. Segundo ela, experiências familiares e vivências pessoais despertaram seu interesse por processos artesanais, que mais tarde se tornariam a base de seu trabalho. Em 2019, após revisitar suas experiências e estudos, Kátia descobriu a impressão botânica (ecoprint), uma técnica sustentável que utiliza folhas, flores e pigmentos naturais para criar estampas em tecidos sem prejudicar o meio ambiente.

Kátia contou a sua jornada como estilista na última sexta-feira, 17

“Quando percebi que poderia unir moda, sustentabilidade e pessoas, principalmente do meio rural, senti que estava no caminho certo para criar algo com propósito. Meu objetivo sempre foi não apenas produzir roupas bonitas, mas gerar valor social e ambiental em cada peça”, explicou Kátia.

Ela detalhou como o trabalho se desenvolve em parceria com uma família do interior de Monte Alverne, responsável por purificar os tecidos, aplicar fixadores naturais e estampar manualmente cada peça. Todo o processo é cuidadoso: o tecido é inicialmente lavado para remover resíduos químicos, recebe fixadores naturais como taninos da bananeira ou ferrugem controlada, e só então recebe a aplicação artística de folhas e flores. Cada peça é enrolada, cozida ou submetida a vapor, e só depois de seca e lavada está pronta para ser transformada em roupa.

Segundo Kátia, a equipe consegue hoje produzir até 30 tecidos por semana, e já chegaram a alcançar até 100 tecidos em determinadas semanas, mantendo sempre a qualidade artesanal. Além do ecoprint, a marca desenvolve peças com bordados artesanais, linho, algodão e viscose, promovendo o empreendedorismo feminino e a inclusão social. Um dos projetos da marca, chamado Regar, capacita mulheres que não podem trabalhar fora de casa a desenvolver habilidades manuais, como o bordado, permitindo que elas obtenham uma renda de forma digna e criativa.

DESAFIOS
Apesar do sucesso, Kátia também falou sobre os desafios do negócio, como a dificuldade de produzir em escala sem perder a qualidade artesanal e o processo manual que demanda tempo e dedicação. Ela contou que, ao longo dos anos, precisou convencer parceiros e familiares sobre a viabilidade do projeto, mas que a perseverança e a paixão pelo trabalho fizeram a marca crescer e conquistar reconhecimento nacional e internacional. Hoje, a KMEES já vende para estados como São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais, além de exportações para França, Estados Unidos e Canadá.

Outro ponto destacado por Kátia foi a diversidade de coleções da marca. Além do ecoprint, ela já desenvolveu roupas com bordados, peças em linho e algodão, tricôs e crochês feitos por parceiras, sempre mantendo o compromisso com a moda ética e sustentável. “Abandonei um trabalho rentável para seguir este propósito. Acreditar na minha visão foi o primeiro passo para transformar desafios em oportunidades. Quero levar a nossa marca para o mundo e continuar inspirando pessoas a acreditarem em seus sonhos”, concluiu.

O Olá Inspira – Histórias de Valor é um projeto que busca promover encontros que conectam inspiração, propósito e aprendizado, mostrando histórias reais de transformação e coragem. Nesta edição, o evento contou com o patrocínio de China Brasil Tabacos, Governo do Estado do Rio Grande do Sul, Philip Morris Brasil, Prefeitura de Venâncio Aires e DJF Produções.

AROMAS DO MONTE
Além do encontro com Kátia Mees, a segunda edição do Olá Inspira teve sua primeira palestra realizada na 40ª Oktoberfest, na sexta-feira, 10, com um público atento às histórias que unem inspiração, empreendedorismo feminino e inovação no meio rural. O evento trouxe como protagonistas as irmãs Cristiane Ênia Siebeneichler e Márcia Andréa Siebeneichler Dreissig, fundadoras do Aromas do Monte, projeto que nasceu do cultivo de lavanda, alecrim e capim-limão e hoje se destaca como destino de turismo rural na região de Monte Alverde.

O Aromas do Monte começou em 2021, quando as irmãs plantaram 8 mil pés de lavanda, apostando em uma cultura pouco explorada no Brasil. Desde então, o projeto evoluiu, incorporando extração de óleos essenciais, produção de produtos comestíveis à base de plantas bioativas e oferecendo experiências de turismo rural que conectam visitantes à natureza e às tradições locais. Durante a palestra, Cristiane e Márcia compartilharam detalhes da trajetória do Aromas do Monte, desde a inspiração inicial até os desafios enfrentados.

“Tudo começou com uma reportagem que encontramos sobre cultivo de lavanda. Mostramos para nosso pai, ele nos incentivou, e ali nasceu a ideia que se transformou em um espaço turístico, educativo e cultural”, contou Márcia. O espaço turístico oferece aos visitantes degustações de produtos feitos com lavanda e capim-limão, como cookies, cucas e sorvetes com caldas naturais, além de atividades que vão da colheita à destilação de óleos essenciais, permitindo que cada participante vivencie todo o processo. Segundo Cristiane, o projeto também cumpre um papel importante de resgatar e preservar a propriedade centenária da família, garantindo a sucessão rural e valorizando memórias e tradições.

Subcomissão da Assembleia Legislativa apresenta 19 medidas em defesa do setor do tabaco

Olá Jornal
outubro23/ 2025

A Subcomissão de Defesa do Setor do Tabaco e Acompanhamento da COP11, da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul, concluiu seus trabalhos com a apresentação de 19 recomendações estruturadas em seis eixos estratégicos. O relatório, elaborado pelo deputado Marcus Vinícius de Almeida (PP), expressa a posição institucional do Parlamento gaúcho diante da 11ª Conferência das Partes da Convenção-Quadro para o Controle do Tabaco (CQCT/OMS), que ocorrerá no Panamá.

O documento defende uma postura técnica, democrática e soberana do Brasil nas negociações internacionais, buscando garantir a participação de representantes do setor produtivo, da ciência e do Parlamento. “O que defendemos é equilíbrio e diálogo. Nenhuma política pública pode ser construída excluindo quem produz, trabalha e gera desenvolvimento”, destacou o relator.

Entre as recomendações de maior impacto, o relatório propõe revisão profunda da estrutura da Conicq, comissão vinculada ao Ministério da Saúde responsável pela implementação da Convenção. A subcomissão sugere que o colegiado se torne mais plural e transparente, incorporando ministérios econômicos, estados produtores e entidades representativas da cadeia do tabaco.

Outro ponto considerado essencial é o combate ao contrabando, ao descaminho e à falsificação, que hoje movimentam bilhões de reais e comprometem o comércio legal. O relatório propõe integração entre forças de segurança, órgãos fiscais e países vizinhos, além de revisão tributária e adoção de tecnologia de rastreamento para conter o avanço do mercado ilegal.

Na esfera econômica, o documento recomenda inclusão do tabaco entre os setores base da política nacional de exportações, ampliação do crédito rural e industrial e a criação de mecanismos de estabilização de preços e matriz produtiva planejada, de modo a garantir previsibilidade e sustentabilidade às famílias produtoras.

ESTADO
O texto também reforça o papel do Estado na valorização do setor, ao propor a aprovação da Lei Harry Antônio Werner (PL 177/2025), que reconhece a cadeia produtiva do tabaco como patrimônio econômico e social do Rio Grande do Sul, e a criação de um Fórum Permanente Estadual do Setor do Tabaco.
“Não se trata apenas de defender uma cultura agrícola, mas de assegurar dignidade a milhares de famílias que fazem do trabalho no campo o seu sustento e o motor da economia regional”, afirma o deputado.

O relatório já está na pauta da Comissão de Economia e Desenvolvimento Sustentável da Assembleia Legislativa, devendo ser votado ainda no mês de outubro. Com sua aprovação, o mesmo será encaminhado ao Governo Federal, à bancada gaúcha no Congresso Nacional, à Organização Mundial da Saúde (OMS) e a organismos internacionais, em versões em português e inglês, consolidando uma posição equilibrada do Rio Grande do Sul diante dos debates da COP11.

Rio Grande do Sul deixa de arrecadar R$ 552,9 milhões por ano em impostos com novos produtos de tabaco e nicotina, aponta estudo da USP

Olá Jornal
outubro22/ 2025

Pesquisa inédita realizada pela Escola de Segurança Multidimensional (ESEM) da Universidade de São Paulo (USP) em parceria com o Instituto IPSOS, lança luz sobre o custo fiscal da proibição ou falta de regulamentação de novos produtos de tabaco e nicotina no Brasil, revelando que o Rio Grande do Sul sofre um impacto financeiro significativo: o estado deixa de arrecadar R$ 552,9 milhões por ano em impostos em função do comércio ilegal desses produtos.

O 1º Levantamento Nacional sobre a Demanda por Bens e Serviços Ilícitos detalha que o valor dos impostos estaduais e federais que deixam de ser arrecadados desses itens é majoritariamente atribuído aos cigarros eletrônicos, que respondem por R$ 545,324 milhões desse número. Os sachês de nicotina, por sua vez, representam R$ 7,588 milhões do montante não arrecadado no Estado. Além dos produtos de tabaco e nicotina, o Levantamento também mapeia a demanda frequente1, bem como a propensão dos consumidores ao uso de itens ilícitos nos segmentos de cigarros tradicionais, bebidas alcoólicas, combustíveis, eletrônicos e vestuário — evidenciando a abrangência e complexidade do mercado ilegal no país.

A pesquisa demonstra que, apesar de estarem proibidos ou sem regulação no país, esses produtos seguem em expansão.

● Segundo o Levantamento, 392 mil brasileiros consomem cigarros eletrônicos e sachês de nicotina frequentemente¹ no Rio Grande do Sul. Outros mais de 1 milhão dizem ter usado de forma ocasional nos últimos 6 meses².

● Nacionalmente, são 10 milhões de brasileiros que fazem uso de cigarros eletrônicos e sachês de nicotina frequentemente¹. Já os consumidores que afirmaram ter utilizado esses produtos nos últimos 6 meses somam 15,4 milhões de pessoas².

O estudo ainda destaca os impactos do regime de proibição sobre os novos produtos de tabaco e nicotina, como cigarros eletrônicos e sachês de nicotina, atualmente proibidos ou não regulamentados no Brasil. A análise mostra que a ausência de regulação desses produtos contribui diretamente para o crescimento do mercado ilegal, que movimenta, somente no Rio Grande do Sul, cerca de R$ 431,9 milhões por ano, sem qualquer recolhimento de tributos, com recursos que alimentam atividades criminosas. R$7,81 bilhões por ano que podem estar financiando o crime organizado. Se regulados, estes produtos poderiam trazer R$ 552,9 milhões/ano para os cofres do Estado e R$ 13,7 bilhões/ano para o Brasil.

Para Leandro Piquet, coordenador da ESEM e da pesquisa, especialista em segurança pública e mercados ilícitos, e docente do Instituto de Relações Internacionais da USP, as redes criminosas têm encontrado no comércio ilegal uma fonte lucrativa e estratégica de financiamento. “O comércio ilícito de bens e serviços está sujeito a uma lógica econômica simples: se existe qualquer tipo de demanda, sempre haverá alguém, ou alguma organização, dedicada a atender essa demanda. O regime de proibição, em vez de eliminar os mercados de bens e serviços ilegais, acaba por transferi-los para a esfera do crime organizado, que se estrutura como agente econômico racional, em busca de lucro, controle territorial e corrupção sistêmica”.

Além dos novos produtos de tabaco e nicotina, o Levantamento também identificou a frequente1 de outros setores, além da propensão dos consumidores desses segmentos ao consumo de produtos ilícitos. As categorias analisadas incluem cigarros tradicionais, bebidas alcoólicas, combustíveis, eletrônicos e vestuário. A pesquisa foi apresentada nesta quarta-feira (22/10), na Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo (FEA-USP) e contará com a participação de especialistas, gestores públicos e representantes de diversos setores da iniciativa privada em um debate sobre os desafios e as estratégias de enfrentamento ao crime organizado e ao comércio ilegal no Brasil.

CRÉDITO: AI

Comitiva da região visita ministérios e confirma presença do MDA na 11ª Conferência das Partes para o Controle do Tabaco

Olá Jornal
outubro22/ 2025
Reunião com ministro Paulo Teixeira contou com participação de representantes de entidades como Afubra, Amprotabaco e Fetag

O deputado federal Heitor Schuch (PSB) intermediou, nesta quarta-feira, 22, reuniões em Brasília com o Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) e o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). Os encontros tiveram como pauta principal a 11ª Conferência das Partes da Convenção-Quadro para o Controle do Tabaco (COP11) e as exportações do setor.

Durante reunião com o ministro do MDA, Paulo Teixeira, foi confirmada a participação do ministério na COP11, que ocorrerá entre os dias 17 e 22 de novembro, em Genebra, na Suíça. O encontro reforçou o compromisso do governo em manter diálogo com as entidades representativas da cadeia produtiva do tabaco.

No Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) pauta envolveu as exportações

Na parte da tarde, a comitiva também esteve no MDIC, onde foi recebida por Ana Cláudia Takatsu, diretora do Departamento de Negociações Internacionais. O grupo apresentou preocupações relacionadas ao cenário das exportações e às possíveis implicações das decisões da COP11 sobre o setor produtivo.

A comitiva regional foi composta por representantes da Fetag-RS, Afubra, Amprotabaco, Sinditabaco e Abifumo, que vêm acompanhando de perto as discussões internacionais que podem impactar diretamente milhares de produtores no Sul do país.

FOTO: AI Heitor Schuch/PSB

Programa pioneiro de logística reversa completa 25 anos

Olá Jornal
outubro22/ 2025

O Programa de Recebimento de Embalagens Vazias de Agrotóxicos, um marco de sustentabilidade para o setor do tabaco e reconhecido por seu pioneirismo, está completando 25 anos. Criado em 23 de outubro de 2000, o programa é desenvolvido pelo Sindicato Interestadual da Indústria do Tabaco (SindiTabaco) e suas empresas associadas, com apoio da Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra).

O programa foi uma das primeiras iniciativas de logística reversa do agronegócio brasileiro e surgiu antes mesmo da legislação federal que tornou obrigatória a devolução das embalagens de defensivos agrícolas – criada em 2002. Hoje reconhecido como referência para muitos setores que estudam aprimorar sua logística reversa, o programa do setor do tabaco teve sua primeira ação no ano 2000, em Santa Cruz do Sul (RS).

Para o presidente do SindiTabaco, Valmor Thesing, além de garantir o cumprimento da legislação ambiental, o Programa gera benefícios relacionados à proteção do meio ambiente, evitando o descarte inadequado das embalagens e prevenindo contaminações. É também uma ação de economia circular, pois promove a reciclagem do plástico dos recipientes.

Atualmente, o Programa atinge cerca de 108 mil produtores e 1.800 pontos de coleta itinerante, distribuídos em 385 municípios do Rio Grande do Sul e Santa Catarina. De acordo com o InPEV, parceiro na destinação das embalagens vazias, o setor do tabaco responde por quase metade de todos os roteiros itinerantes de recebimento de embalagens realizados em todo o País. Segundo o Ministério do Meio Ambiente (MMA), 94% das embalagens de defensivos agrícolas comercializadas no País são recicladas.

Como é feita a devolução das embalagens?

As embalagens rígidas devem ser entregues pelos produtores limpas, secas, perfuradas e separadas de suas tampas. Para isso, a tríplice lavagem é fundamental e consiste em, por três vezes, esvaziar completamente o conteúdo, adicionar água limpa, agitar e despejar o líquido no pulverizador. As equipes de recebimento verificam se os recipientes devolvidos estão em conformidade e entregam os comprovantes que atestam a destinação correta das embalagens.

Após a coleta, as embalagens são encaminhadas às unidades de recebimento do Instituto Nacional de Processamento de Embalagens Vazias (inpEV), responsável pela gestão do Sistema Campo Limpo, e passam por triagem para encaminhamento à reciclagem. Das embalagens recebidas pelo programa do setor do tabaco, 100% dos recipientes rígidos são reciclados e transformados em novos produtos plásticos, especialmente insumos para a construção civil. Já as embalagens impróprias para reciclagem são destinadas à incineração controlada, em conformidade com as normas ambientais.

“O sucesso do programa está na parceria e no comprometimento de todos os elos da cadeia produtiva. É um exemplo de como o setor do tabaco, mesmo muitas vezes incompreendido, atua de forma responsável e alinhada com as práticas sustentáveis”, reforça Thesing.

Ao completar 25 anos, o Programa de Recebimento de Embalagens Vazias de Agrotóxicos reafirma o compromisso ambiental do setor do tabaco e seu papel como referência nacional em logística reversa no agronegócio.

Roteiro atual – Nesta quarta-feira, 22 de outubro, o Programa de Recebimento de Embalagens vazias de Agrotóxicos inicia o roteiro pela região Serra-Planalto do Rio Grande do Sul. As equipes de recebimento passarão por pontos de coleta em 39 municípios em rotas itinerantes que irão até 5 de novembro. CONFIRA AQUI AS LOCALIDADES, DATAS E HORÁRIOS. 

CRÉDITO: AI SindiTabaco