Sicredi gera mais de R$ 53 milhões em negócios impulsionados pela Expoagro Afubra

Olá Jornal
abril09/ 2026

O Sicredi, patrocinador oficial da 24ª Expoagro Afubra, representado pelas cooperativas regionais Vale do Rio Pardo, Gerações e Centro Serra, gerou mais de R$ 53 milhões em negócios impulsionados pela maior feira do Brasil dedicada à agricultura familiar. As negociações correspondem a operações de crédito para aquisição de máquinas e equipamentos agrícolas e cartas de consórcio para imóveis e bens móveis, como veículos, motos e pesados durante e após a feira. A Expoagro ocorreu de 24 a 27 de março, no Parque da Afubra, em Rincão Del Rey, Rio Pardo (RS).

Além do período da feira, até o dia 2 de abril, a Sicredi Vale do Rio Pardo manteve o desconto especial aplicado durante a Expoagro, contabilizando cerca de R$ 30 milhões apenas em consórcio. “Mais uma vez, o Sicredi cumpre com o seu propósito voltado ao desenvolvimento regional, com soluções sustentáveis que visam a prosperidade do produtor rural e da comunidade”, ressalta o presidente da Sicredi VRP, Heitor Álvaro Petry.

A presença da cooperativa foi além de negócios, a Casa Sicredi foi também o ponto central para disseminação de conhecimento, reuniões de lideranças e segmentos. O local sediou o lançamento do livro “Aproveitamento integral da mandioca na nutrição animal”, uma publicação póstuma, de autoria do engenheiro agrônomo Luiz Fernando Gerhard. E duas palestras realizadas no parque da Expoagro receberam o apoio da instituição. 

Sistema – O Sistema Sicredi liberou R$ 48,3 bilhões em crédito para o público agro nos oito primeiros meses da Safra 25/26, crescimento de 15,7% em comparação ao mesmo período da safra anterior. A carteira de crédito rural do Sicredi fechou janeiro com o saldo de R$ 121,4 bilhões, elevação de 14% em um ano.

       Por finalidade, as operações de custeio somaram 37,5% do volume total liberado, seguido por investimentos com 29,2%. Em termos de destinação por público, quase 70% do total de 226,5 mil operações de crédito foi para pequenos e médios produtores. Ainda 19,5% foram operações de Cédula de Produto Rural (CPR).

Pré-custeio – Para atender produtores que desejam antecipar a compra de insumos para a próxima safra de verão e aproveitar melhores condições de preço, o Sicredi disponibilizou R$ 9 bilhões em crédito para pré-custeio.

Crédito: Divulgação Sicredi

Abifumo defende regulamentação de cigarros eletrônicos como alternativa ao aumento de imposto sobre cigarro

Olá Jornal
abril09/ 2026

O aumento do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) e do preço mínimo do cigarro anunciado pelo Ministério da Fazenda tende a deslocar parte dos consumidores para o mercado ilegal, avalia a Associação Brasileira da Indústria do Fumo (Abifumo). A entidade sustenta que o reajuste do preço mínimo, aplicado em 2024 não se mostrou eficaz para reduzir o consumo. Dados da pesquisa Vigitel 2025, do Ministério da Saúde, indicam que a prevalência de fumantes no país passou de cerca de 10% para 11,3%. Estima-se que o número absoluto de fumantes tenha subido de aproximadamente 20 milhões para cerca de 23 milhões.

Diante desse cenário, a Abifumo defende que o aumento do preço minimo só transfere parte do mercado consumidor para produtos ilegais e sem regulação sanitária. O setor defende que a regulamentação dos dispositivos eletrônicos para fumar, hoje proibidos no Brasil seja considerada como alternativa para reduzir o espaço do contrabando e trazer para a legalidade um consumo que hoje ocorre sem controle do Estado e sem arrecadação de impostos. Pesquisa realizada pela Universidade de São Paulo (USP), em 2025, aponta que a regulamentação desse mercado poderia gerar aproximadamente R$ 13,7 bilhões por ano em arrecadação tributária.

Durante o anúncio do pacote de subsídio ao combustível, o próprio ministro da Fazenda, Dario Durigan, reconheceu que aumentos de impostos no passado não produziram os resultados esperados. “Houve uma majoração no passado que não teve o efeito esperado, tanto pela área da Saúde, de redução do consumo, quanto pela tributária, de aumento da arrecadação”, afirmou.

De acordo com a Abifumo, o histórico do mercado reforça o alerta. A entidade cita o estudo Elasticidades do mercado de cigarros brasileiro, segundo o qual, após o aumento expressivo da tributação em 2012, a participação do cigarro ilegal passou de 34% em 2013 para um pico de 57% em 2019. Naquele ano, a evasão fiscal superou a própria arrecadação do setor.

“Quando o preço do produto legal sobe de forma desproporcional, o consumidor migra para o mercado clandestino, que opera sem controle sanitário e financia organizações criminosas”, afirmou Edimilson Alves, presidente da Abifumo.

Segundo levantamento do Ipec, o mercado ilegal ainda representa cerca de 31% do consumo de cigarros no país. Estudo da Fundação Getulio Vargas (FGV), divulgado em 2025, indica ainda que cada ponto percentual de avanço do mercado ilegal de cigarros está associado à ocorrência de cerca de 5 mil outros crimes no Brasil.

O estudo da USP estima que cerca de 8,5 milhões de brasileiros utilizem cigarros eletrônicos com frequência. Nesse contexto, a entidade defende que o debate regulatório inclua os dispositivos eletrônicos para fumar, atualmente proibidos no país, mas amplamente disponíveis no comércio clandestino e que hoje é totalmente dominado pelo crime organizado.

Segundo o presidente da entidade, qualquer discussão sobre tributação do setor precisa considerar os efeitos sobre o contrabando e a atuação do crime organizado. “Regulamentar é trazer uma realidade que já existe para dentro de regras claras, com fiscalização, restrição de venda a menores e combate ao mercado ilegal”, concluiu Alves.

CRÉDITO: AI Abifumo

FOTO: Divulgação/Pixabay

Deputado Marcelo Moraes critica aumento de IPI sobre produtos de tabaco e convoca mobilização na Câmara dos Deputados

Olá Jornal
abril09/ 2026

Em pronunciamento na Câmara dos Deputados nesta quarta-feira, 08, o deputado federal Marcelo Moraes (PL) manifestou forte oposição à recente Medida Provisória que elevou em 55% a tributação sobre os produtos de tabaco. O parlamentar argumentou que a decisão impacta diretamente a economia gaúcha, especialmente as famílias produtoras de tabaco, e pediu o apoio dos colegas para derrubar a medida no Congresso.

Moraes destacou que a conta do ajuste fiscal está sendo transferida para o setor produtivo. “O que não pode é o presidente colocar essa conta no colo dos nossos fumicultores lá no Rio Grande do Sul. São 70 mil famílias que vivem diretamente do tabaco”, afirmou. O deputado lembrou que a produção de tabaco representa a maior pauta de exportação do estado, com 91% do que é produzido sendo destinado ao mercado externo.

Durante sua fala, o parlamentar criticou as justificativas do governo para o aumento do imposto, que visa financiar subsídios para combustíveis, sugerindo que o Executivo deveria buscar cortes em gastos próprios, como na manutenção de ministérios e em despesas de viagens, em vez de onerar o setor agrícola.

Contrabando

Durante o pronunciamento, Moraes argumentou que a alta carga tributária acaba estimulando o mercado ilegal, que já ocupa mais de metade do consumo no país. Ele ressaltou que o aumento do imposto sobre o produto oficial gera uma renúncia fiscal bilionária, estimada em R$ 12 bilhões, ao empurrar o consumidor para o cigarro contrabandeado, que entra no Brasil sem qualquer fiscalização sanitária. Para o deputado, em vez de taxar o setor agrícola, o governo deveria realizar cortes nos gastos públicos, reduzindo o número de ministérios e as despesas com viagens e reformas em palácios.

Mobilização no Legislativo

O parlamentar encerrou sua manifestação com um apelo direto à bancada federal para que a Medida Provisória seja rejeitada. “Peço a ajuda dos colegas para que nós possamos derrubar o mais rápido possível essa medida provisória”, concluiu, sinalizando que a frente parlamentar em defesa da agricultura deve intensificar a articulação nos próximos dias.

Mais da metade da população considera que enchentes ocorreram por causa das mudanças climáticas

Olá Jornal
abril08/ 2026

Foi divulgada nesta quarta-feira, 8, a pesquisa “Percepção pública sobre enchentes e mudanças climáticas nos Vales do Rio Pardo e Taquari, RS”.  A coleta de dados ocorreu entre setembro de 2025 e fevereiro de 2026, em 11 municípios dos Vales do Rio Pardo e Taquari. Nos resultados, mais da metade da população ouvida vê relação forte entre as enchentes de 2024 e as mudanças climáticas. 

O instrumento de pesquisa utilizado foi um questionário com 28 perguntas, fechadas e abertas, aplicado presencialmente por quatro estudantes bolsistas da Universidade. Foram ouvidas 389 pessoas no meio urbano e rural de municípios escolhidos por terem sido duramente atingidos pelas enchentes ou por serem polos regionais. Os 11 municípios compreendidos pela pesquisa são: Santa Cruz do Sul, Sinimbu, Candelária, Venâncio Aires, Lajeado, Estrela, Roca Sales, Muçum, Encantado e Marques de Souza.

A pesquisa, coordenada pelos professores da Unisc, sociólogo Marco André Cadona, e pelo cientista político João Pedro Schmidt, tem financiamento da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do RS (Fapergs).

CRÉDITO: AI UNISC

Indústria do tabaco pode sofrer impactos com alta do IPI, alerta FIERGS

Olá Jornal
abril08/ 2026

A Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (FIERGS) manifestou preocupação com a decisão do governo federal de elevar o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) incidente sobre cigarros. 

Em nota oficial divulgada nesta quarta-feira, 08, em Porto Alegre, a entidade afirmou que a medida pode gerar efeitos negativos relevantes para a economia, especialmente na região Sul do país.

Segundo a federação, embora reconheça a importância da responsabilidade fiscal, o aumento do imposto transfere de forma desproporcional o ônus para o setor do tabaco. A medida foi anunciada como forma de compensar a desoneração de outros segmentos, o que, na avaliação da entidade, cria incertezas e pressiona um setor já considerado sensível.

A FIERGS destacou a relevância socioeconômica da cadeia produtiva do tabaco no Rio Grande do Sul. O estado responde por cerca de 45% da produção nacional, tendo registrado mais de 286 mil toneladas em 2024. A atividade está presente em 204 municípios gaúchos e desempenha papel importante na geração de empregos e renda.

De acordo com a entidade, o beneficiamento do tabaco gera, em média, 9,9 mil empregos diretos por ano, podendo alcançar até 16 mil postos em períodos de maior demanda. Além disso, o setor contribui significativamente para as exportações brasileiras, com cerca de US$ 3 bilhões movimentados anualmente.

Outro ponto ressaltado é o impacto social da cadeia produtiva, estruturada por meio do Sistema Integrado de Produção, que envolve agricultores, indústria, logística e serviços. Esse modelo, segundo a federação, sustenta milhares de famílias e impulsiona economias locais.

A entidade alerta que a elevação do IPI pode comprometer a manutenção desses empregos e o planejamento das empresas do setor. Também há preocupação com o possível aumento do mercado ilegal de cigarros, já que preços mais altos de produtos legais tendem a estimular o consumo de itens contrabandeados.

Na avaliação da FIERGS, esse cenário pode resultar em perda de arrecadação, fortalecimento do crime organizado e maior circulação de produtos sem controle de qualidade.

Por fim, a federação defende a adoção de políticas fiscais que priorizem justiça e racionalidade econômica, preservando a previsibilidade e a estabilidade para os setores produtivos, além de considerar os impactos sociais das decisões tributárias.

CONFIRA A NOTA: 

Nota FIERGS – Elevação do IPI sobre a indústria do tabaco e impactos econômicos e sociais

Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (FIERGS) expressa preocupação com as medidas anunciadas pelo governo federal

Porto Alegre, 8 de abril de 2026 – A Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (FIERGS) expressa preocupação com as medidas anunciadas pelo governo federal que elevam o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) sobre cigarros. Embora reconheça a importância da responsabilidade fiscal, a entidade observa que a medida, destinada a compensar a desoneração de outros setores, transfere o ônus de forma desproporcional, gerando incertezas e impactando um segmento já sensível da economia.

O setor do tabaco possui significativa relevância socioeconômica, especialmente na região Sul do Brasil. O Rio Grande do Sul é responsável por cerca de 45% da produção nacional, com mais de 286 mil toneladas em 2024, e a atividade está presente em 204 municípios gaúchos. O beneficiamento do tabaco gera em média 9,9 mil empregos diretos anuais, com picos de até 16 mil postos de trabalho, e contribui com US$ 3 bilhões em exportações. Por meio do Sistema Integrado de Produção, que articula produtores, indústria, logística e serviços, a cadeia promove impacto social positivo direto às famílias dos agricultores, sustenta empregos e impulsiona o desenvolvimento das comunidades e economias regionais.

A elevação do IPI, portanto, coloca em risco a manutenção desses postos de trabalho e o planejamento de empresas que sustentam milhares de famílias e economias locais. Além disso, o aumento do preço dos produtos legais tende a estimular o mercado ilegal, prejudicando a arrecadação, fortalecendo o crime organizado e desviando consumidores para produtos sem controle de qualidade. A FIERGS reitera a necessidade de políticas fiscais que considerem a justiça e a racionalidade econômica, preservando a previsibilidade, a estabilidade e a relevância social dos setores produtivos

Venâncio é contemplado com recurso para iluminação do campo do Santa Tecla FC

Olá Jornal
abril08/ 2026

Venâncio Aires foi contemplado com recurso para a instalação de iluminação no campo do Santa Tecla Futebol Clube (FC) e aguarda a liberação dos valores por parte do Governo do Estado para dar início à execução da obra. O investimento, superior a R$ 108 mil, será viabilizado por meio do programa Avançar Mais no Esporte, na categoria Ilumina Esporte, voltado à qualificação de espaços esportivos.

A iniciativa tem como objetivo melhorar a estrutura e ampliar o uso do espaço pela comunidade. Com a implantação da iluminação, o local poderá ser utilizado também no período noturno, possibilitando a realização de atividades esportivas e de lazer em horários alternativos. “Esse é um projeto importante para a comunidade de Santa Tecla, que vai qualificar o espaço esportivo e ampliar o uso do campo também no período noturno”, destaca a secretária de Planejamento e Urbanismo, Deizimara Souza.

A obra será viabilizada por meio de convênio firmado com a Secretaria do Esporte e Lazer do Estado. Do valor total de R$ 108.383,17, serão repassados R$ 75.868,22 pelo Estado, enquanto o município investirá R$ 32.514,95 como contrapartida.

Neste momento, a Administração Municipal aguarda a liberação dos recursos estaduais para dar andamento ao projeto. Após essa etapa, serão iniciados os trâmites necessários para a execução da obra, conforme o plano de trabalho aprovado. “Estamos aguardando a liberação dos recursos por parte do Estado para avançar nas próximas etapas e, assim, iniciar a execução da obra”, finaliza a secretária.

Entidades iniciam visitas a empresas fumageiras para acompanhar comercialização da safra 2025/2026

Olá Jornal
abril08/ 2026

Teve início nesta semana a agenda de visitas da comissão formada por entidades representativas dos produtores de tabaco às empresas fumageiras da região Sul do Brasil. As ações ocorrem de forma simultânea nos três estados, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná, com o objetivo de acompanhar de perto o processo de comercialização da safra 2025/2026.

A iniciativa é conduzida pela Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra), em conjunto com as federações da agricultura, Farsul, Faesc e Faep, e dos trabalhadores rurais, Fetag, Fetaesc e Fetaep.
Durante as visitas às unidades das empresas, a comissão concentra a atenção em pontos considerados essenciais para os produtores, como a qualidade do produto entregue, os critérios de classificação adotados pelas companhias, o cumprimento das normas estabelecidas em portaria e os preços efetivamente pagos pelo tabaco.

De acordo com o presidente da Afubra, Marcilio Drescher, a ação busca ampliar o contato com as empresas durante a compra da atual safra. “O acompanhamento busca garantir maior transparência no processo de compra, especialmente em um momento em que produtores demonstram preocupação com a forma como o tabaco vem sendo avaliado nas esteiras das empresas. A intenção é verificar se a classificação está sendo realizada de maneira adequada e se os valores pagos correspondem à qualidade da produção apresentada”, destacou.

Além da verificação técnica, a agenda também tem como objetivo fortalecer o diálogo com as empresas fumageiras e reunir informações que contribuam para uma representação mais precisa das demandas dos produtores da região Sul, principal polo produtor de tabaco do país.

A mobilização conjunta entre entidades patronais e de trabalhadores rurais reforça a preocupação do setor com a condução da safra atual. “A atuação integrada evidencia a necessidade de assegurar justiça, equilíbrio e respeito às regras estabelecidas no momento da comercialização”, conclui Drescher.

Venâncio Aires recebe espetáculo gratuito que celebra a força das mulheres e a cultura italiana

Olá Jornal
abril08/ 2026

A cidade de Venâncio Aires será palco, no próximo dia 08 de abril, de um espetáculo que une música, memória e identidade cultural. A cantora Laura Dalmás apresenta o show “Laura Dalmás Canta Italianas”, às 19h, no Auditório do Colégio Gaspar, com entrada gratuita.

A apresentação integra a turnê do projeto “Epopeia Sonora – La Forza delle Donne”, que celebra os 150 anos da imigração italiana no Brasil e destaca o protagonismo feminino na construção da cultura gaúcha.
Com direção musical de Cristian Sperandir, o espetáculo propõe uma imersão na música italiana por meio de interpretações marcantes, conectando tradição e emoção. O repertório reúne clássicos que dialogam com a ancestralidade e homenageiam as mulheres imigrantes que ajudaram a moldar a identidade do Rio Grande do Sul.

“Celebrar os 150 anos da imigração italiana é também celebrar nossos antepassados, aqueles que, junto com tantos outros povos, construíram o nosso estado. Tenho orgulho e gratidão pelas gerações que vieram antes de mim”, destaca Laura.

PROJETO VALORIZA
Além do espetáculo principal, o projeto também inclui ações como os pocket shows “Vozes Delas – A Arte que Habita em Nós”, voltados especialmente ao público feminino, e palestras com Marli Dagnese Fiorentin, que abordam a importância das mulheres na preservação da cultura italiana.

Desde outubro de 2025, a iniciativa já percorreu cidades da Serra Gaúcha, Vale do Taquari e Vale do Rio Pardo, com expectativa de atingir mais de 10 mil pessoas até o final da turnê.

O projeto é financiado pelo Governo do Estado do Rio Grande do Sul, por meio da Secretaria da Cultura e do Sistema Pró-cultura RS – Lei de Incentivo à Cultura, com patrocínio de Certel, Cooperativa Santa Clara e Metanox, e realização de Laura Dalmás Produções Artísticas.

Ressonância Cultural reúne agentes da cena local em encontros de formação e troca no SESC de Venâncio Aires

Olá Jornal
abril08/ 2026

O Ressonância Cultural chega a Venâncio Aires para celebrar, conectar e fortalecer a diversidade cultural do município. Entre os dias 8 e 30 de abril de 2026, o SESC local será palco de uma série de encontros voltados a agentes culturais e demais interessados de diferentes linguagens, práticas e segmentos culturais das 19h às 22h.

A proposta é reunir quem constrói a cena cultural de Venâncio Aires para compartilhar experiências, estimular diálogos e criar pontes entre as múltiplas formas de fazer cultura na cidade.

Programação

Palestras Formativas — dias 8, 15 e 22 de abril
Três encontros temáticos que capacitam agentes culturais em áreas estratégicas: Acessibilidade na Cultura, Elaboração de Projetos Culturais e Economia Criativa. As palestras buscam ampliar ferramentas práticas para quem atua na produção e gestão cultural.

Conferências — dias 27, 29 e 30 de abril
Nos três últimos encontros, agentes culturais de Venâncio Aires apresentam, em talks de 15 minutos, suas obras, trajetórias e visões sobre o fazer cultural local. O formato é dinâmico e participativo, concebido como um espaço de escuta, troca e valorização mútua.

Mais do que uma sequência de eventos, o Ressonância Cultural se configura como um movimento de articulação e mobilização da cultura viva do município. A iniciativa parte do reconhecimento de que cada trajetória artística e cultural é parte fundamental do tecido coletivo de Venâncio Aires.

“Vamos reunir pessoas que constroem a cena cultural do nosso município para compartilhar experiências, estimular diálogos e fortalecer conexões entre as diferentes linguagens, práticas e segmentos”, destaca Marioni Wendt da organização do projeto.

O projeto é realizado com recursos da Lei Paulo Gustavo, por meio do Ministério da Cultura e do Governo Federal, com apoio do ProCultura e da Secretaria de Cultura do Estado do Rio Grande do Sul.

Indústria garante 80% dos novos empregos no bimestre em Venâncio Aires

Olá Jornal
abril08/ 2026

O mercado de trabalho em Venâncio Aires iniciou o ano de 2026 com um fôlego em função do período de safra, superando inclusive os bons índices registrados no ano anterior. De acordo com o levantamento do Caged, referentes ao primeiro bimestre, a cidade registrou um saldo positivo de 2.716 novos postos de trabalho, resultado de 4.536 admissões frente a 1.820 desligamentos. Este saldo é superior ao registrado no mesmo período de 2025, quando o município encerrou o primeiro bimestre com 2.544 vagas positivas, demonstrando uma aceleração na capacidade de absorção de mão de obra local.

O grande motor por trás desses indicadores continua sendo a indústria da transformação. Em 2026, o grupamento de trabalhadores da produção industrial foi responsável pela abertura líquida de 2.211 vagas (somando seus subsetores). Em comparação ao primeiro bimestre de 2025, onde o saldo do setor foi de 2.293 vagas, a indústria mantém uma estabilidade crucial, operando no topo de sua capacidade de contratação e sustentando, cerca de 80% de toda a geração de empregos do município neste período.

MULTIPLICADOR
Para além do chão de fábrica, o crescimento industrial de 2026 gerou um efeito multiplicador mais acentuado em outros segmentos em relação ao ano passado. O setor de serviços administrativos, por exemplo, saltou de um saldo de 149 vagas em 2025 para 259 em 2026, um crescimento de quase 74%. Da mesma forma, os técnicos de nível médio também viram um incremento na demanda, passando de um saldo de 100 vagas no ano passado para 126 neste ano. Esses dados sugerem que a estrutura organizacional das empresas de Venâncio Aires está se tornando mais robusta e demandando suporte técnico e administrativo de forma mais intensa.

Contudo, os dados também expõem um ponto de atenção, que o tempo médio de emprego dos trabalhadores desligados vem diminuindo. Em 2025, a média geral de permanência era de 22,1 meses; já no primeiro bimestre de 2026, esse número caiu para 15,3 meses. Na indústria, especificamente, a permanência média dos que saíram caiu de uma faixa que chegava a 25 meses em alguns subsetores em 2025 para cerca de 11 a 14 meses em 2026. Essa redução na longevidade dos vínculos pode indicar um mercado de trabalho mais dinâmico e competitivo, mas também reforça o desafio constante de transformar o impulso das safras e picos de produção em carreiras de longo prazo.

A comparação entre os dois anos revela um cenário de otimismo. Venâncio Aires não apenas manteve o excelente patamar de 2025, como conseguiu expandir o saldo total de empregos e diversificar as contratações em setores de apoio. A indústria da transformação segue como o pilar principal da economia regional, garantindo que o município mantenha sua trajetória de crescimento e relevância no cenário produtivo do estado.