A Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (FIERGS) manifestou preocupação com a decisão do governo federal de elevar o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) incidente sobre cigarros.
Em nota oficial divulgada nesta quarta-feira, 08, em Porto Alegre, a entidade afirmou que a medida pode gerar efeitos negativos relevantes para a economia, especialmente na região Sul do país.
Segundo a federação, embora reconheça a importância da responsabilidade fiscal, o aumento do imposto transfere de forma desproporcional o ônus para o setor do tabaco. A medida foi anunciada como forma de compensar a desoneração de outros segmentos, o que, na avaliação da entidade, cria incertezas e pressiona um setor já considerado sensível.
A FIERGS destacou a relevância socioeconômica da cadeia produtiva do tabaco no Rio Grande do Sul. O estado responde por cerca de 45% da produção nacional, tendo registrado mais de 286 mil toneladas em 2024. A atividade está presente em 204 municípios gaúchos e desempenha papel importante na geração de empregos e renda.
De acordo com a entidade, o beneficiamento do tabaco gera, em média, 9,9 mil empregos diretos por ano, podendo alcançar até 16 mil postos em períodos de maior demanda. Além disso, o setor contribui significativamente para as exportações brasileiras, com cerca de US$ 3 bilhões movimentados anualmente.
Outro ponto ressaltado é o impacto social da cadeia produtiva, estruturada por meio do Sistema Integrado de Produção, que envolve agricultores, indústria, logística e serviços. Esse modelo, segundo a federação, sustenta milhares de famílias e impulsiona economias locais.
A entidade alerta que a elevação do IPI pode comprometer a manutenção desses empregos e o planejamento das empresas do setor. Também há preocupação com o possível aumento do mercado ilegal de cigarros, já que preços mais altos de produtos legais tendem a estimular o consumo de itens contrabandeados.
Na avaliação da FIERGS, esse cenário pode resultar em perda de arrecadação, fortalecimento do crime organizado e maior circulação de produtos sem controle de qualidade.
Por fim, a federação defende a adoção de políticas fiscais que priorizem justiça e racionalidade econômica, preservando a previsibilidade e a estabilidade para os setores produtivos, além de considerar os impactos sociais das decisões tributárias.
CONFIRA A NOTA:
Nota FIERGS – Elevação do IPI sobre a indústria do tabaco e impactos econômicos e sociais
Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (FIERGS) expressa preocupação com as medidas anunciadas pelo governo federal
Porto Alegre, 8 de abril de 2026 – A Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (FIERGS) expressa preocupação com as medidas anunciadas pelo governo federal que elevam o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) sobre cigarros. Embora reconheça a importância da responsabilidade fiscal, a entidade observa que a medida, destinada a compensar a desoneração de outros setores, transfere o ônus de forma desproporcional, gerando incertezas e impactando um segmento já sensível da economia.
O setor do tabaco possui significativa relevância socioeconômica, especialmente na região Sul do Brasil. O Rio Grande do Sul é responsável por cerca de 45% da produção nacional, com mais de 286 mil toneladas em 2024, e a atividade está presente em 204 municípios gaúchos. O beneficiamento do tabaco gera em média 9,9 mil empregos diretos anuais, com picos de até 16 mil postos de trabalho, e contribui com US$ 3 bilhões em exportações. Por meio do Sistema Integrado de Produção, que articula produtores, indústria, logística e serviços, a cadeia promove impacto social positivo direto às famílias dos agricultores, sustenta empregos e impulsiona o desenvolvimento das comunidades e economias regionais.
A elevação do IPI, portanto, coloca em risco a manutenção desses postos de trabalho e o planejamento de empresas que sustentam milhares de famílias e economias locais. Além disso, o aumento do preço dos produtos legais tende a estimular o mercado ilegal, prejudicando a arrecadação, fortalecendo o crime organizado e desviando consumidores para produtos sem controle de qualidade. A FIERGS reitera a necessidade de políticas fiscais que considerem a justiça e a racionalidade econômica, preservando a previsibilidade, a estabilidade e a relevância social dos setores produtivos
