Vereadora Luciana defende incentivo à abertura de agroindústrias por meio de Programa Municipal.

Olá Jornal
agosto22/ 2025

“Devemos apoiar a abertura de agroindústrias, não o seu fechamento.” A afirmação é da vereadora Luciana Scheibler (PDT), ao destacar sua indicação para a criação do Programa Venâncio + Agro.
Após ouvir atentamente diversos moradores da área rural, Luciana afirma estar convencida de que é preciso encontrar formas de incentivar a abertura e a permanência das agroindústrias, ao invés de contribuir para o seu fechamento.

Entre as principais reclamações da comunidade do campo estão as fiscalizações consideradas “pouco orientativas e muito punitivas”. Segundo a vereadora, isso não envolve apenas a dificuldade de adequação às leis, mas também a falta de recursos para que os produtores possam se estruturar.

“Muitos relatam que seus pais desistiram de empreender devido à burocracia e que não querem seguir os mesmos passos. Eles sonham em manter uma agroindústria e repassar isso aos filhos. Por isso, o apoio do poder público é fundamental”, destacou.

O Programa Venâncio + Agro tem como objetivo fortalecer a permanência e incentivar a abertura de novas agroindústrias, por meio de linhas de crédito e repasses financeiros que permitam a capacitação de profissionais do campo, maior apoio público e o fomento à comercialização dos produtos locais.
“Da mesma forma que existem diversos incentivos e possibilidades para o empreendedor da área urbana, é preciso oferecer o mesmo para quem quer empreender no campo. Precisamos avançar com isso”, reforçou Luciana.

Caso o Executivo Municipal acate a proposta, o município passará a contar com um programa que amplia a capacidade produtiva, gera emprego e renda, valoriza o campo e contribui para reduzir o êxodo rural.

CRÉDITO: AI Vereadora Luciana Scheibler/PDT

Subcomissão do Tabaco da Assembleia Legislativa inicia ciclo de audiências sobre a COP11 em Santa Cruz do Sul

Olá Jornal
agosto22/ 2025

A Subcomissão de Defesa do Setor do Tabaco e Acompanhamento da COP11 da Assembleia Legislativa realizou, nesta sexta-feira (22), a primeira audiência pública de uma série de encontros que vão debater os impactos da 11ª Conferência das Partes da Convenção-Quadro para o Controle do Tabaco (COP11), prevista para novembro, em Genebra, na Suíça. O encontro ocorreu no Salão Memorial da Universidade de Santa Cruz do Sul (Unisc) e teve como tema “Diagnóstico inicial do setor do tabaco e perspectivas frente à COP11”.

O grupo foi proposto pelo deputado estadual Marcus Vinícius de Almeida (PP) com o objetivo de defender os interesses da cadeia produtiva do tabaco, considerada estratégica para a economia gaúcha por ser o segundo produto mais exportado do estado. A audiência reuniu deputados estaduais e federais, prefeitos, vereadores e lideranças municipais.

Segundo Almeida, os encontros previstos até outubro vão resultar em um relatório a ser encaminhado a órgãos como os ministérios das Relações Exteriores, da Saúde, da Agricultura e do Desenvolvimento Agrário, além da própria Organização Mundial da Saúde (OMS). Cada reunião terá um tema específico. Essa foi a arrancada e, ao final, queremos consolidar um documento para reivindicar os direitos de quem vive e produz dentro da legalidade”, destacou o parlamentar.

A próxima audiência será no dia 4 de setembro, durante a Expointer, em Esteio, em conjunto com a Comissão de Agricultura da Câmara dos Deputados. O tema será “Impactos econômicos e sociais do setor do tabaco”, com participação do deputado federal Heitor Schuch (PSB).

A agenda de setembro prevê ainda debates em Canguçu e Camaquã (11), Venâncio Aires, Rio Pardo e Barão do Triunfo (12), Porto Alegre (25), Arroio do Tigre e Candelária (26). Já em outubro, os encontros ocorrem em São Lourenço do Sul (2) e Porto Alegre (8), quando será apresentado e votado o relatório final da Subcomissão.

Canguçu lidera ranking da fumicultura no Sul do Brasil na safra 2024/2025

Olá Jornal
agosto22/ 2025

Canguçu, no Rio Grande do Sul, ocupa o primeiro lugar entre os municípios do Sul do Brasil na produção de tabaco na safra 2024/2025. O município contabiliza 5.012 famílias produtoras e uma produção de 24,2 mil toneladas da cultura, segundo dados divulgados pela Afubra nesta sexta-feira, 22.

Na segunda posição aparece São João do Triunfo, no Paraná, com 2.391 famílias e 23 mil toneladas produzidas. Venâncio Aires completa o pódio, com 3.646 famílias cultivando tabaco e uma produção de 20,6 mil toneladas.

Entre os 30 municípios mais produtivos, o Rio Grande do Sul concentra a maior presença, seguido por Santa Catarina e Paraná. Além dos líderes, também se destacam Itaiópolis (SC), São Lourenço do Sul (RS), Rio Azul (PR) e Canoinhas (SC), todos com mais de 15 mil toneladas colhidas nesta safra.

Safra de tabaco 2024/2025 fecha em 719.891 toneladas

Olá Jornal
agosto22/ 2025

Com um aumento de 41,7% em relação à safra passada, a safra de tabaco sul-brasileira 2024/2025 fechou em 719.891 toneladas, sendo 648.189 de Virgínia (+ 40,3%), 59.629 de Burley (+ 57,3%) e 12.073 de Comum (+ 46,2%). Os números foram divulgados hoje, 22 de agosto, pela Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra) e são obtidos por meio de pesquisas realizadas juntos aos produtores de tabaco. Em novembro de 2024, a entidade havia divulgado uma estimativa inicial que previa 696.435 toneladas produzidas no Sul do Brasil, divididas em 630.539 de Virginia, 54.624 de Burley e 11.272 de Comum. Ou seja, da estimativa inicial até o fechamento da safra, ainda houve um aumento de 3,4% de produção.

O presidente da Afubra, Marcilio Drescher, explica que a considerável diferença entre a safra 2023/2024 para a 2024/2025 se deve à vários fatores:
– A safra 2023/2024 teve uma quebra na produtividade, devido à instabilidade de clima em algumas regiões produtoras; com isso, o preço pago foi mais atrativo.
– Por outro lado, os grãos sofreram com a redução no preço pago. Isso, aliado aos bons preços praticados no tabaco, fez com que houvesse aumento na área plantada e no número de famílias produtoras de tabaco para a safra 2024/2025.
– A produtividade do tabaco na safra 2024/2025 foi, de modo geral, considerada dentro da normalidade. Embora não tenha se caracterizado como uma safra excepcional, o desempenho foi estável, com resultados médios adequados e sem perdas generalizadas. Alguns impactos pontuais em determinadas regiões limitaram um desempenho mais expressivo, mas não comprometeram o resultado geral.

“Esses fatores explicam o aumento significativo no volume total da produção, considerando ainda que vem ocorrendo aumento na área plantada nas últimas três safras. E, nesta safra que finda, com a volta da produtividade normal, o volume de produção se evidencia com mais força, pois combina área ampliada com produtividade normalizada”.

Análise da safra 2024/2025 x 2023/2024:
O Rio Grande do Sul teve um incremento de 37,9%, fechando a produção em 303.393 toneladas (268.727 de Virgínia, 33.518 de Burley e 1.149 toneladas de Comum). O estado participou com 42,2% na produção sul-brasileira, com uma área de 131.789 hectares (4,6% a mais), produzidas por 69.238 famílias produtoras (+ 1%). Com o clima, em geral, favorável, a produtividade ficou, no geral, 31,8% maior que na safra passada: 2.313 kg/ha no Virgínia (+ 29,5%), 2.242 kg/ha no Burley (+ 53,2%) e 1.746 kg/ha no Comum (+ 48,8 %). O preço por quilo reduziu, em média, em 14,5%, pagando R$ 20,45: para o Virgínia R$ 20,78 (- 14,5%), R$ 17,90 no Burley (- 12,4%) e R$ 17,02 para o Comum (- 12,8%).

As 41.720 famílias produtoras catarinenses (+ 4%) produziram 226.233 toneladas de tabaco (+ 50,5%): 207.187 no Virgínia (+ 49,6%), 17.211 no Burley (+ 60,1%) e 1.835 toneladas no Comum (+ 76,0%). Com uma área de 94.212 hectares (+ 11,8%) a representação do Estado chega à 31,4% da produção sul-brasileira. A produtividade também foi normal – 2.401 kg/ha (+ 34,6%), em média, nas três variedades: 2.434 kg/ha no Virgínia (+ 33,6%), 2.141 kg/ha no Burley (+ 47,3%) e 1.746 kg/ha no Comum (+ 41,7%). O preço teve uma redução de 11,6%, em média, no geral, finalizando em R$ 20,32. Por tipo, em média, os valores pagos foram: Virgínia R$ 20,59 (- 11,3%), Burley R$ 17,58 (- 13,5%) e Comum R$ 16,00 (- 21,1%).

No Paraná, em 83.981 hectares (+ 13,6%), as 27.062 famílias produtoras (+ 10,1%) produziram 190.264 toneladas de tabaco (+ 38,1%): 172.275 de Virgínia (+ 37,7%), 8.900 de Burley (+ 44,1%) e 9.089 de Comum (+ 40,2%). Os paranaenses produziram 26,4% da produção sul-brasileira. Na produtividade, também houve normalidade em todas as variedades, numa média de 2.266 kg/ha (+ 21,6%): 2.276 kg/ha no Virgínia (+ 21,3%), 2.004 kg/ha no Burley (+ 30,2%) e 2.362 kg/ha no Comum (+ 17,6%). O preço médio por quilo seguiu a linha dos dois outros estados, em média, R$ 19,83 (- 10,8%). Por variedade, a média ficou em, R$ 20,18 no Virgínia (- 10,7%), R$ 17,99 no Burley (- 13,3%) e R$ 15,04 no Comum (- 11%).

A receita bruta do produtor finalizou em R$ 14.575.024.850,46 (+ 23,7%). Deste total, os gaúchos participam com R$ 6.204.417.921,49 (+ 17,9%), Santa Catarina obteve uma receita bruta de R$ 4.598.092.965,61 (+ 33%) e, no Paraná, a receita bruta chegou a R$ 3.772.513.963,36 (+ 23,2%).

ESTIMATIVA – O cálculo para a estimativa inicial usa o número de pés inscritos no Sistema Mutualista, por variedade de tabaco, somando-se o número de pés dos produtores que não estão inscritos no Sistema, mais um percentual de produtores que plantaram a mais ou a menos que o inscrito. Com isso, tem-se a certeza de área plantada; produtividade e produção dependem de clima e tratos culturais.

SAFRA 2025/2026 – A estimativa inicial de produção para a safra 2025/2026 será finalizada em novembro. “Já temos indícios de aumento de área plantada, o que nos causa preocupação. Além da importância de conseguirmos um equilíbrio entre oferta e demanda nos próximos ciclos para garantir uma rentabilidade justa ao produtor, a este fator soma-se os impactos que podemos sofrer com a continuidade do ‘tarifaço’ ao que o Brasil vem sendo submetido pelos Estados Unidos”, enfatiza Drescher.

CRÉDITO: AI Afubra

Frente fria avança pelo RS e traz chuva e risco de temporais a partir desta sexta-feira

Olá Jornal
agosto22/ 2025

A chegada de uma nova frente fria deve mudar o tempo em todo o Rio Grande do Sul nesta sexta-feira (21). A previsão indica chuva generalizada, com maior intensidade nas regiões Oeste, Missões, Campanha, Centro, Sul e Leste, onde há risco de temporais.

No Norte do Estado, as precipitações serão mais isoladas e moderadas, acompanhadas de temperaturas em elevação devido ao efeito pré-frontal, quando ventos quentes vindos do interior do continente antecedem a frente fria.

Áreas de instabilidade formadas a partir de uma baixa pressão no Paraguai também devem contribuir para o cenário de chuva no território gaúcho.

Fim de semana

O sábado (22) será marcado por céu nublado e pancadas de chuva em todas as regiões. Há possibilidade de temporais e risco de chuva forte. O dia deve começar abafado, mas uma massa de ar frio avança no decorrer das horas e provoca queda nas temperaturas, que terão mínimas registradas à noite. Na Serra, as pancadas ganham força entre a tarde e a noite.

No domingo (23), a metade Norte segue sob influência da instabilidade, com chuva a qualquer momento, sobretudo pela manhã e à tarde. A partir da noite, a tendência é de melhora no tempo. Já no Centro-Sul, a massa de ar frio garante tempo firme e temperaturas baixas, com chance de geada na Campanha ao amanhecer. Na Serra, o frio predomina, embora ainda haja possibilidade de temporais.

Frente Parlamentar em Defesa da Agroindústria retoma visitas às unidades produtivas no dia 27 de agosto

Olá Jornal
agosto21/ 2025

A Frente Parlamentar em Defesa da Agroindústria anunciou a retomada das visitas técnicas às agroindústrias do município. A primeira agenda está marcada para o dia 27 de agosto de 2025, na Agroindústria de Panificados Caseiros Ledi Maggioni.

A iniciativa dá continuidade aos trabalhos iniciados no começo do ano, após audiência pública em que foram apontadas irregularidades e preocupações de empreendedores do setor. Conforme os representantes da Frente, as visitas são fundamentais para conhecer a realidade de cada agroindústria, acompanhar as ações do Governo Municipal em apoio ao setor e avaliar a atuação dos órgãos fiscalizadores.

No último encontro, a Vigilância Sanitária foi alvo de críticas recorrentes, considerada pelos produtores como o principal entrave ao desenvolvimento das agroindústrias locais. A Frente Parlamentar reforçou o compromisso em buscar soluções concretas e promover o diálogo entre empreendedores, poder público e órgãos de fiscalização.

O objetivo das visitas é fortalecer o setor agroindustrial, garantir condições adequadas de funcionamento e fomentar políticas públicas que valorizem a produção local.

CRÉDITO: AI Vereador Elígio Weschenfelder/PSB

20 anos de cultura e harmonia: a trajetória da Orquestra de Câmara da Unisc 

Olá Jornal
agosto21/ 2025

Em 25 de agosto de 2005, a Universidade de Santa Cruz do Sul (Unisc) dava um passo importante na disseminação da cultura em Santa Cruz e região. Naquele dia foi criada a Orquestra Jovem da Unisc, uma orquestra formada por profissionais e alunos de música. Já em 2012, a nomenclatura mudou para Orquestra da Unisc, no entanto, manteve o seu caráter de orquestra-escola. Em 2015, houve o processo natural de profissionalização, passando a se chamar Orquestra de Câmara da Unisc. Hoje, no Estado, é a única Orquestra de uma Universidade com músicos permanentes.

À época reitor da Unisc, Luiz Augusto Costa a Campis, conta que foi procurado pelo maestro Leandro Schaefer. Ele estava montando uma orquestra jovem no município. No início dos anos 2000, o grupo era ligado à Igreja Evangélica. “Leandro me questionou se a Universidade não tinha interesse em ter uma orquestra. Eu, como reitor, disse que sim. Era ele e jovens músicos, alguns aprendizes. Eventualmente, trazíamos alguns músicos profissionais que eram pagos por concerto. Nesse mesmo período montamos a Escola de Música também para ensinar esses jovens músicos”, relembra.

Depois de alguns anos, Campis, já coordenador do Núcleo de Arte e Cultura (NUAC) da Unisc, lembra que o maestro o procurou dizendo que a Orquestra Jovem tinha chegado em um limite. “Tínhamos dificuldades em termos novos músicos e, como Orquestra Jovem, não poderíamos desenvolver além daquilo que era já tocado. O repertório era muito parecido todos os anos. Foi aí que se tornou uma Orquestra profissional.”

Para isso, foi feita uma seleção. Eram 30 músicos, e passaram a ser 15 profissionais. “Isso fez com que tivéssemos um salto de qualidade, porque esses músicos são todos profissionais que se dedicam, têm um salário para estarem aqui nos ensaios, nas apresentações. São todos do Rio Grande do Sul, qualificados, com Ensino Superior na área, mas, principalmente, músicos que têm um grande talento e que têm levado essa nossa cultura de música de orquestra de câmara para toda a nossa região e para todo o nosso Estado”, completa. 

O reitor da Unisc, Rafael Frederico Henn, também celebra os 20 anos da Orquestra, mas não apenas comemorar um aniversário, mas sim honrar uma trajetória de dedicação, talento e paixão que engrandece a Instituição. “Ter uma orquestra profissional é um privilégio singular. A música, em sua forma mais sublime, transcende as barreiras do conhecimento técnico e científico, tocando o coração e a alma. Ela nos lembra que a educação não se limita à sala de aula, aos livros ou aos laboratórios. A arte e a cultura são pilares fundamentais de uma Universidade completa, pois nos conectam com nossa humanidade, estimulam a criatividade e promovem a sensibilidade. A Orquestra de Câmara da Unisc é um testemunho vivo desse compromisso. Nosso regente e músicos são embaixadores de excelência, levando o nome da Unisc a palcos e corações em toda a região”.

O condutor das melodias

Pioneiro na ideia, o maestro Leandro começou a trajetória pessoal na música muito cedo. Aos 12 anos ganhou um teclado do pai. Ali nasceu uma paixão que só cresceu com o tempo. Aos 16, entrou para uma banda e começou a tocar diversos instrumentos. Pouco depois, ainda com 16 anos, deu a primeira aula de música — e nunca mais parou.

“Aos 18 anos servi ao Exército Brasileiro e recebi um convite para seguir carreira militar, mas optei por me dedicar integralmente à música. Em 2001, entrei na Faculdade de Música da UFRGS, onde me formei em Regência Coral. Posteriormente, concluí uma pós-graduação em Regência e me especializei em Regência Orquestral na Europa, com passagens pela Alemanha, Rússia e França”, enfatiza.

Ele teve a honra de estudar com grandes maestros de renome mundial e de reger orquestras e coros ao longo de mais de 20 anos de carreira. Dos grupos que já regeu, destacam-se a  Orquestra Sinfônica de Porto Alegre (OSPA), Orquestra Sinfônica de Recife, Sinfônica de Barra Mansa, Sinfônica da UCS, Berlin Sinfonieta (na Alemanhã), Filarmônica de São Petersburgo (na Rússia) e orquestra composta por músicos da Orquestra de Paris (na França).   

“Em 2005, fundei e assumi a direção artística da Orquestra de Câmara da Unisc, que tenho o privilégio de reger até hoje. Também dirijo o Coro da Unisc e o Coral Municipal de Cachoeirinha, e atuo como coordenador da Escola de Música da Unisc. Minha vida profissional sempre esteve conectada à ideia de formar pessoas por meio da música — seja plateia, seja músicos. Espero ter saúde e energia para continuar o meu caminho na música.”

Para ele, a Orquestra de Câmara da Unisc é vital para a formação de novos públicos para a música de concerto. O primeiro passo — e talvez o mais difícil no Brasil — é existir uma orquestra com atividades regulares, como ensaios e concertos. E que tenha qualidade técnica e artística para expressar, com fidelidade e sensibilidade, o que o compositor idealizou.

O segundo passo, conforme o maestro, é aproximar o público da obra musical. “Em todos os nossos concertos busco falar um pouco sobre as obras, os compositores e o significado das músicas. Isso cria uma ponte entre a plateia e os músicos. Sempre que falo com o público, noto crescer o interesse. Esse contato é fundamental para a formação de novos ouvintes, especialmente entre os jovens e aqueles que estão tendo o primeiro contato com uma orquestra.”

E essa aproximação com o público começa já na escolha do repertório, feita pelo maestro e com sugestões dos músicos. “Não é uma escolha aleatória: é preciso considerar a instrumentação disponível, a necessidade de músicos convidados, a temática artística do evento, o nível técnico das obras e o tempo disponível para ensaios. Cada concerto tem uma lógica e um propósito.”

Ele lembra que um dos propósitos mais desafiadores durante esses 20 anos, foi levar música durante a pandemia, época em que a distância entre as pessoas era fundamental. “Tivemos que nos reinventar. Realizamos concertos virtuais, em que os músicos gravaram suas partes em casa, seguindo minhas orientações. Depois, eu editava e sincronizava tudo. Foi um período extremamente exigente, emocionalmente e tecnicamente, mas que fortaleceu muito a união e o comprometimento do grupo. Esses vídeos ainda podem ser encontrados nas nossas redes sociais e são registros emocionantes de superação e amor pela música.”

Clique aqui e assista quando a Orquestra e o Coro da Unisc gravaram, de suas casas, a música Que a Luz de Cristo Brilhe, de Tom Fettke, durante a pandemia

Clique aqui e assista a Orquestra tocando Eine Kleine Nachtmusik, de Mozart, durante a pandemia

Clique aqui e assista a Orquestra no Dia Mundial do Rock em 2020

Clique aqui e confira a Orquestra em concerto virtual, o primeiro concerto com orquestra presente no palco, sem público presente, devido à pandemia

CRÉDITO: AI UNISC

Mostra Científica Verde é Vida classifica 5 trabalhos em Boqueirão do Leão

Olá Jornal
agosto21/ 2025

A 16ª Mostra Científica Verde é Via, etapa regional Venâncio Aires/RS foi realizada ontem, 20 de agosto, na escola estadual Adolfo Manica, em Boqueirão do Leão. Participaram alunos de sete escolas de Arroio do Meio, Boqueirão do Leão, Mato Leitão e Venâncio Aires, que apresentaram 15 pesquisas. Destas, cinco foram selecionadas para a etapa estadual que ocorrerá em outubro, de forma online.

– Gota a Gota: irrigação inteligente por gotejamento, da Emef Marino da Silva Gravina, de Boqueirão do Leão;
– Sentidos em ação: uma jornada sensorial, da EEEF Adolfo Manica, de Boqueirão do Leão
– Abraço a natureza e me conecto com a vida: vivências para saúde do corpo, da mente e do meio ambiente, da EEEF Adolfo Manica, de Boqueirão do Leão
– Céus e campos: a influência da astronomia na agricultura e na vida do agricultor de Venâncio Aires, da Emef Dom Pedro ll, de Venâncio Aires
– Sabão ecológico Marino, da Emef Marino da Silva Gravina, de Boqueirão do Leão

Os trabalhos foram avaliados por uma comissão de seis avaliadores: Celita Aparecida Peterson, extensionista do escritório municipal da Emater de Boqueirão do Leão; Juliana Dadall, administradora de Empresa do Sebrae de Lajeado; Bruna Schuster, engenharia ambiental da JCI (Junior Chamber Internacional); Graziela Maria Lazzari, coordenadora Pedagógica da 6ª Coordenadoria de Educação; professora Marcia Maria Rodrigues, da Emef Felipe Becker; e Janice Guedes, secretária da Assistência Social, Habitação e Desporto de Boqueirão do Leão.

Prestigiaram a Mostra Científica o prefeito de Boqueirão do Leão, Paulo Joel Ferreira; o coordenador do Verde é Vida, Adalberto Huve; Verenice Bergonci Borges, secretária da Educação de Boqueirão do Leão; Marcelo Fernandes, secretário da Agricultura de Boqueirão do Leão; Clovis Luiz Furtado, secretário da Saúde de Boqueirão do Leão; Leandro Peterson, da Defesa Civil de Boqueirão do Leão; e Leandro Peronio de Bastos, inspetor da Polícia Civil.

CRÉDITO: AI Afubra

Programa Boas Práticas de Empreendedorismo para a Educação tem turma interestadual

Olá Jornal
agosto21/ 2025

Professores gaúchos e paranaenses compõem a turma de 2025 do Programa Boas Práticas de Empreendedorismo para a Educação, do Instituto Crescer Legal. Em sua sexta edição, o programa reúne 13 professores: oito de escolas do meio rural de Vera Cruz, no Rio Grande do Sul, e cinco de São João do Triunfo, no Paraná. As atividades iniciaram em junho e ocorrem, em sua maioria, de forma on-line, com alguns encontros presenciais. A ação compartilha com educadores de escolas do campo ferramentas metodológicas testadas e aprovadas pela equipe pedagógica do Instituto Crescer Legal.

No dia 13 de agosto, a equipe diretiva e pedagógica do Instituto esteve em São João do Triunfo para um encontro com os professores paranaenses participantes. A atividade integrou o Eixo III do Programa, cujo tema é “Tecnologia e Inovação: O Novo na Educação no/do Campo”. Os trabalhos do dia foram mediados pelo educador social de referência do Boas Práticas, Adriano Emmel, e tiveram práticas que possibilitaram trocas de experiências e reflexões sobre como a tecnologia e a inovação podem potencializar ações pedagógicas contextualizadas.

O encontro contou ainda com a participação da gerente do Instituto Crescer Legal, Nádia Fengler Solf; da orientadora pedagógica Débora Berghahnn; da coordenadora de projetos Graziele Silveira Pinton; do coordenador financeiro Robson Amrein; e da educadora social Michele Dzindzny. Já a turma de Vera Cruz terá seu encontro presencial no dia 10 de setembro, também com foco em tecnologia e inovação valorizando as especificidades e potencialidades da educação no e do campo.

Este é o primeiro ano em que o Programa ocorre no formato interestadual, ampliando o intercâmbio de experiências e fortalecendo a prática de educadores que atuam no meio rural. Para Nádia Solf, é gratificante ver que o Boas Práticas tem auxiliado professores na busca por metodologias mais empreendedoras. “Compartilhar nosso fazer pedagógico inovador com educadores que buscam contribuir para o sucesso da juventude do campo é algo muito recompensador”, afirma. Durante a formação, os professores recebem assessoria para o planejamento e execução de vivências de educação empreendedora em suas escolas e as melhores práticas são apresentadas na Mostra de Boas Práticas Pedagógicas.

Criado em 2020, o Boas Práticas já certificou 82 professores de 42 escolas do meio rural, nos municípios de Canguçu, Rio Pardo, São Lourenço do Sul e Vera Cruz, no Rio Grande do Sul. A ação conta com a parceria das Secretarias Municipais de Educação, alinhadas ao objetivo de ampliar conhecimentos e fomentar a atuação empreendedora na educação de escolas em áreas rurais. O Programa busca multiplicar ferramentas metodológicas inovadoras, testadas e aprovadas pela equipe pedagógica do Programa de Aprendizagem Profissional Rural, abordando temas como autoconhecimento, empatia e comunicação, tecnologia e inovação, observação e organização.

Sobre o Instituto Crescer Legal

Iniciativa do Sindicato Interestadual da Indústria do Tabaco (SindiTabaco) e de suas empresas associadas, o Instituto Crescer Legal tem sede em Santa Cruz do Sul (RS) e atua em 23 municípios dos três estados do Sul do Brasil. Além do Programa de Aprendizagem, o Instituto desenvolve outras três iniciativas: o Programa de Acompanhamento dos Egressos, o Programa Nós por Elas – A voz feminina do campo e o Programa Boas Práticas de Empreendedorismo para a Educação. Saiba mais em www.crescerlegal.com.br.

CRÉDITO: AI Crescer Legal

Região dos Vales recebe no dia 08 seminário do Pacto RS 25 da Assembleia Legislativa para debater o crescimento sustentável

Olá Jornal
agosto21/ 2025

Lajeado será palco, no dia 08 de setembro, do 8º Seminário do Pacto RS 2025 da Assembleia Legislativa, que reunirá prefeituras, universidades, movimentos sociais, COREDES e lideranças políticas da Região Funcional 2 para debater o desenvolvimento sustentável e propor diretrizes para políticas públicas no Rio Grande do Sul. O encontro será realizado no auditório do prédio 7 da Univates e integra um calendário mais amplo de seminários regionais promovidos pelo Parlamento Gaúcho.

O Pacto RS 2025 é promovido pelo Fórum Democrático, da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul, sob a presidência do deputado Pepe Vargas (PT). O Pacto organiza suas ações em quatro eixos estratégicos. O primeiro é a transição ecológica, que inclui medidas de mitigação e adaptação às mudanças climáticas, incentivo à bioeconomia, à transição energética e à economia circular. O segundo eixo aborda a sustentabilidade na indústria, comércio e serviços, buscando modernização e adoção de práticas responsáveis para ampliar mercados com impacto social e ambiental positivo. A sustentabilidade na agricultura e na pecuária constitui o terceiro eixo, priorizando diversificação produtiva, preservação ambiental e técnicas resilientes a eventos climáticos. O quarto eixo visa à redução das desigualdades regionais e sociais, promovendo justiça social, ambiental e climática.

A sociedade civil também pode participar enviando propostas e apoiando iniciativas por meio da plataforma participativa do Pacto RS 25, utilizando login do gov.br. As sugestões mais apoiadas serão analisadas e votadas antes de compor o relatório final, que será apresentado no Seminário Estadual, em novembro. Entre julho e setembro, a população pode criar e apoiar propostas; em outubro, elas serão analisadas e submetidas à votação; e, em novembro, as iniciativas aprovadas serão sistematizadas e apresentadas.

EXPOINTER
Na Expointer deste ano o Parlamento Gaúcho também realiza etapa do evento com o tema “Mudanças Climáticas e Sustentabilidade – O Futuro da Agricultura e da Pecuária no RS”. A programação ocorre no auditório da Seapi, no Parque de Exposições Assis Brasil, das 8h30min às 12h30min.

DEBATES
O Fórum Democrático de Desenvolvimento Regional da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul projeta a realização de 13 encontros em Porto Alegre e no interior do estado. Os seminários ocorrerão em nove regiões funcionais dos Coredes, entre junho e setembro. A programação começou em Pelotas, no dia 02 de junho, passou por Bagé (09 de junho), Santa Rosa (16 de junho), Porto Alegre (07 de julho), Caxias do Sul (04 de agosto), Santa Maria (11 de agosto), Passo Fundo (18 de agosto), Lajeado (08 de setembro) e encerra em Osório, no dia 22 de setembro.

Esses encontros reforçam a importância da integração entre setores público e privado, universidades e sociedade civil na construção de soluções que conciliam desenvolvimento, inclusão e sustentabilidade. A participação ativa da população é fundamental para garantir que as políticas públicas reflitam as necessidades e prioridades de cada região, promovendo um Rio Grande do Sul mais sustentável, resiliente e justo.

RESULTADOS
Após os seminários regionais, o Pacto RS realiza análise técnica das propostas. A votação das iniciativas que farão parte do documento final ocorre em outubro. Já o debate final ocorre em novembro.
As diretrizes construídas nos debates poderão ser incorporadas em projetos de lei estaduais, orientando novas políticas públicas e alinhando o desenvolvimento sustentável do estado para os próximos anos.