Exportações de tabaco têm queda de 60,9% para a China e Indonésia avança entre principais destinos em janeiro de 2026

Olá Jornal
março05/ 2026

As exportações brasileiras de tabaco e seus subprodutos manufaturados iniciaram 2026 com mudanças relevantes no perfil dos principais mercados compradores. Dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) mostram forte redução nos embarques para a China, principal destino do produto, e crescimento expressivo em mercados asiáticos alternativos, como a Indonésia.

Mesmo permanecendo como maior comprador individual do tabaco brasileiro, a China reduziu significativamente suas aquisições no comparativo anual. Em janeiro de 2026, os embarques somaram US$ 117,0 milhões, contra US$ 299,6 milhões no mesmo mês de 2025, o que representa uma queda de aproximadamente 60,9% em valor exportado. O volume também recuou de cerca de 30,7 mil toneladas para 14,6 mil toneladas, indicando um início de ano com menor ritmo de compras por parte do mercado chinês.

O principal destaque positivo foi a Indonésia, que ampliou fortemente sua participação nas exportações brasileiras. O país asiático passou de US$ 3,9 milhões em janeiro de 2025 para US$ 25,7 milhões em janeiro de 2026, registrando crescimento de aproximadamente 557%. Com esse avanço, a Indonésia assumiu a segunda posição entre os maiores destinos no primeiro mês do ano.

Na Europa, o desempenho foi misto. A Bélgica reduziu suas compras de US$ 25,9 milhões para US$ 19,6 milhões, uma queda de cerca de 24,3%. A Alemanha também apresentou retração expressiva, com redução de aproximadamente 52,3%, passando de US$ 7,79 milhões para US$ 3,71 milhões. Em contrapartida, os Países Baixos ampliaram as aquisições de US$ 2,11 milhões para US$ 3,79 milhões, crescimento de cerca de 79,7%, sinalizando possível reorganização logística no continente.

Outros mercados tradicionais também registraram recuo. Os Emirados Árabes Unidos reduziram as compras em cerca de 23,2%, de US$ 18,1 milhões para US$ 13,9 milhões. Já os Estados Unidos apresentaram queda ainda mais acentuada, de aproximadamente 53,4%, passando de US$ 17,3 milhões para US$ 8,05 milhões.

Entre os mercados regionais, o Paraguai ampliou sua participação, com crescimento de aproximadamente 51%, saindo de US$ 2,72 milhões para US$ 4,11 milhões. As Filipinas também passaram a figurar entre os principais destinos em 2026, com US$ 3,53 milhões exportados, reforçando o movimento de maior presença asiática na pauta.

Apesar da retração em mercados tradicionais, os dados indicam maior diversificação geográfica das exportações brasileiras no início de 2026. Analistas apontam que fatores como ciclos de compra da indústria internacional, variações cambiais e ajustes contratuais podem explicar as oscilações observadas no comparativo anual. O Brasil segue como principal exportador mundial de tabaco, mantendo presença relevante na Ásia, Europa, Oriente Médio e América do Sul.

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