A Escola do Chimarrão de Venâncio Aires está na reta final dos preparativos para mais uma participação na Expointer 2026, que ocorre entre os dias 29 de agosto e 06 de setembro, no Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio. Presença tradicional em um dos maiores eventos do agronegócio da América Latina, a instituição voltará a oferecer gratuitamente oficinas, demonstrações e orientações sobre o preparo correto do chimarrão, reforçando a divulgação da cultura gaúcha e de Venâncio Aires, reconhecida como Capital Nacional do Chimarrão.
Instalada no Galpão José Carlos Haas, com cerca de 400 metros quadrados, a Escola do Chimarrão ensinará mais de 30 formas de preparo da bebida, além de compartilhar técnicas de conservação da cuia e da bomba, temperatura ideal da água, limpeza dos utensílios e formas de evitar entupimentos. O espaço ainda contará com exposição de dezenas de cuias temáticas e uma área externa de convivência para descanso e integração dos visitantes.
O diretor-executivo da Escola do Chimarrão, Luís Rodrigues, explica que o planejamento para a feira começa logo após o encerramento da edição anterior. Segundo ele, a participação já está garantida pela existência do galpão permanente mantido junto ao parque, mas a estrutura exige uma ampla mobilização para ser colocada em funcionamento.
“Toda a atividade prestada pela Escola do Chimarrão é gratuita. Nós temos a cedência do espaço, mas precisamos buscar recursos para manter uma equipe de 10 a 12 pessoas durante os nove dias de feira, além do período de montagem e desmontagem. Ao todo, ficamos envolvidos por cerca de 15 dias, o que representa um custo elevado”, destaca.
Para viabilizar a participação, a entidade conta com o apoio da Prefeitura de Venâncio Aires, além de empresas e ervateiras parceiras. Rodrigues lembra que, neste ano, o auxílio financeiro do município será menor em razão do decreto de contenção de despesas, mas ressalta que o suporte continua sendo fundamental para custear alimentação, transporte e a equipe de atendimento.
Entre os patrocinadores também estão empresas tradicionais ligadas ao setor ervateiro e parceiros como Termolar, Venax, Calcários Fida e outras instituições que colaboram para manter o espaço em funcionamento durante a exposição.
ADEQUAÇÕES
Neste ano, a Escola do Chimarrão também precisou adaptar parte de sua estrutura devido às mudanças promovidas no Parque Assis Brasil. A implantação de novas ruas cobertas e áreas destinadas a contêineres para alimentação reduziu parte do espaço utilizado anteriormente pelo galpão, exigindo uma reorganização interna.
Mesmo com as mudanças, a expectativa é ampliar a experiência dos visitantes com melhorias no ambiente e maior integração entre as atividades internas e a nova área externa de convivência.
ATENDIMENTOS
A preparação mobiliza cerca de cinco pessoas em tempo integral antes da abertura da feira. Durante a Expointer, a equipe varia entre oito integrantes nos dias úteis e até 12 nos finais de semana, quando o fluxo de visitantes aumenta significativamente.
Além do atendimento diário, os colaboradores também participam de ações oficiais da feira, como a cerimônia de abertura, recepção de autoridades e distribuição de chimarrão ao público.
Segundo Rodrigues, embora não exista uma contagem exata de visitantes, a estimativa é de que aproximadamente cinco mil pessoas circulem diariamente pelo espaço durante a semana, número que pode dobrar nos finais de semana.
“A localização do galpão é privilegiada, logo na entrada de quem chega pelo metrô. É um dos primeiros espaços visitados e recebe um grande fluxo de pessoas durante toda a programação”, afirma.
Ao longo da Expointer, a Escola do Chimarrão também reforça a divulgação de Venâncio Aires como Capital Nacional do Chimarrão, transformando o espaço em uma vitrine permanente da cultura gaúcha, da tradição do mate e do potencial turístico do município.
