A educação em Venâncio Aires vive um momento de estabilização com transformações profundas no perfil de seus alunos. O fechamento das matrículas de 2025 aponta um leve crescimento de 0,64% em relação ao ano anterior, totalizando 12.768 estudantes. Esse aumento interrompe uma tendência de queda e é sustentado principalmente pelo Ensino Profissional, que saltou de 637 para 674 alunos (+5,8%), e pela Educação de Jovens e Adultos (EJA), que passou de 458 para 479 matriculados (+4,6%), sinalizando um renovado interesse da comunidade pela qualificação técnica e pela conclusão dos estudos básicos.
O Ensino Fundamental também deu sinais de fôlego no último ano, registrando um crescimento superior a 2% e atingindo a marca de 7.176 matrículas. Em contrapartida, etapas como a Pré-Escola e o Ensino Médio apresentaram retrações discretas, inferiores a 1%. Esses movimentos de curto prazo sugerem que a rede municipal e estadual conseguiu atrair de volta o público que estava fora da sala de aula, compensando os efeitos de variações demográficas que vinham reduzindo o número total de estudantes na região.
DÉCADA
Ao ampliar a perspectiva para uma década, o cenário revela mudanças estruturais drásticas. Desde 2015, a Educação Infantil foi a etapa que mais se expandiu, passando de 2.376 para 3.128 crianças, um crescimento expressivo de 31,6%.
Esse salto é impulsionado especialmente pelas creches, que viram o número de vagas aumentar de 1.248 para 1.588 no período, um avanço de 27,2%. O dado demonstra um esforço contínuo para atender às famílias, garantindo a escolarização desde os primeiros anos de vida. Por outro lado, o comparativo de dez anos também expõe os desafios que persistem no topo da pirâmide educacional.
O Ensino Médio registrou uma queda de 21,3% nas matrículas desde 2015, caindo de 2.184 para 1.718 alunos. Já a EJA, apesar da reação positiva no último ano, ainda atende um público 31,4% menor do que atendia há uma década, quando contava com 699 alunos.
No balanço geral entre 2015 e 2025, o total de alunos na rede de Venâncio Aires reduziu apenas 1,9% (de 13.023 para 12.768), o que indica que a forte expansão na base infantil conseguiu equilibrar a balança diante da retração verificada nas etapas voltadas aos jovens.
FOTO: Divulgação/AI MEC
