
A Câmara de Vereadores de Venâncio Aires aprovou na sessão desta segunda-feira, 15, a suspensão do mandato do vereador Elígio Daniel Weschenfelder (PSB), popular Muchila, com base em pareceres emitidos pela Comissão de Ética Parlamentar. O afastamento de mandato será de quatro meses, sem direito à remuneração.
Muchila responde a dois processos da Comissão de Ética. O primeiro envolve a divulgação de informações sigilosas, com a suspensão de quatro meses. O processo Ético-Disciplinar nº 002/2025, foi instaurado após representação do vereador Eduardo Pereira Luft (PDT). Segundo relatório da Comissão de Ética, Weschenfelder teria divulgado na tribuna informações sigilosas de um processo judicial que tramita em segredo de justiça, envolvendo o próprio representante.
Este primeiro processo foi aprovado com nove votos favoráveis, dos vereadores: Alberto Sausen (Pode), Nilson Lehmen (MDB), Luciana Scheibler (PDT), Alessandra Ludwig (PDT), Everton Sias (PDT), Gerson Ruppenthal (PDT), Nelsoir Battisti (PSD), Claidir Kerkhoff (Republicanos) e Gilberto dos Santos (MDB). Votaram contra: Diego Wolschick (PP), Dra Sandra Silberschlag (PP), Jeferson Schwingel (PP), Ezequiel Stahl (PL) e Elígio Weschenfelder (PSB).
O segundo processo envolve ofensas pessoais na tribuna, com suspensão de dois meses do mandato. A representação foi apresentada pelo vereador Everton Carlos Dias (PDT) e aponta que Weschenfelder teria dirigido ofensas pessoais em pronunciamentos realizados nas sessões de 18 de agosto e 15 de setembro de 2025.
Entre as expressões citadas nos autos estão “oportunismo barato”, “politicagem medíocre”, “vereadorzinho”, “capacho do prefeito” e outras declarações classificadas pela Comissão como ataques pessoais que ultrapassam o debate político. O relator entendeu que a conduta caracteriza quebra de decoro parlamentar. A Comissão recomendou a suspensão do mandato por dois meses, também sem remuneração.
O segundo projeto também foi aprovado por maioria de votos, com abstenção do vereador Dias, que está envolvido. Contra o processo de suspensão votaram: Diego Wolschick (PP), Dra Sandra Silberschlag (PP), Jeferson Schwingel (PP), Ezequiel Stahl (PL) e Elígio Weschenfelder (PSB). Apesar de dois projetos de resolução, a penalidade não é acumulativa, valendo o processo com maior período de afastamento.
Muchila classificou os processos como perseguição política e afirmou que a medida abre um procedente no Legislativo para futuras ações. “Hoje sou eu, mas no futuro podem ser outros. Serei o primeiro vereador a ser suspenso do mandato.”
Com a aprovação dos processos de suspensão, a suplente do PSB será convocada para assumir. Sandra Wagner conquistou 552 votos nas eleições de 2024. A posse ocorre na sessão antecipada da Câmara nesta quarta-feira, 17.
