Afubra projeta redução de 13% na área plantada para próxima safra

Olá Jornal
junho23/ 2021

A próxima safra de tabaco terá redução de 13% da área plantada. A estimativa é da Afubra com base no depoimento de 2.278 produtores entrevistados pela entidade. De acordo com o presidente, Benício Werner, o relato é de produtores de Virgínia que correspondem a mais de 90% da produção de tabaco. “Se confirmar o que os produtores colocaram, nós então teríamos uma redução de 13% de área. A produção sempre depende da produtividade”, explica.

A redução no plantio segue a tendência verificada na atual safra já considerada a segunda menor em área plantada da história com diminuição de 5,87% em relação à passada, quando foram plantados 290.397 hectares de tabaco. Com 273.256 hectares, o período perde apenas para o ano de 2016 quando foram plantados 271.070 hectares, dentro da série histórica da Afubra iniciada em 2005. Segundo Werner, os produtores estão mais cautelosos devido a oscilação de preços provocada pela oferta e demanda além da insatisfação com os preços praticados na safra passada, considerados abaixo do esperado.

A produção atual também foi menor. Foram 606.952 toneladas, nos três Estados do Sul do Brasil, contra 633.021 toneladas na safra passada, o que significa uma redução de 4%. Já a expectativa de produtividade é de 2.220 kg/ha.

MAIS REDUÇÃO
O tabaco também teve redução no número de famílias produtoras, sendo a safra passada a última para 8.812 famílias. O número caiu de 146.430 (19/20) para 137.618 na safra atual (20/21), uma queda de 6,02%. A maior redução foi no Paraná que perdeu 15%. Hoje são 24.792 famílias contra 29.160 no ano passado. Santa Catarina é o segundo estado com a maior diminuição, 4,5% passando de 43.780 em 2020 para 41.829 em 2021. Já o Rio Grande do Sul teve queda de 3,4% passando de 73.490 para 70.997 atualmente.

PREÇO
Fora do campo, o tabaco brasileiro ainda está com preço menor no mercado. O presidente da Afubra explica que a queda vem sendo registrada nos últimos anos saindo de US$ 5,42 a exportação média da lâmina em 2018, passando por US$ 5,07 (2019), US$ 4,03 (2020) e chegando a US$ 3.88 em 2021, até o dia 31 maio. “Então isso mostra que o fumo brasileiro está barato”, afirma.

Para ele, o baixo preço somado a quebra na safra no Zimbábue, em torno de 40 mil toneladas, fez com que o preço pago ao produtores pelo produto ao final da safra fosse maior. “A gente sabe que tem empresas e países importadores que têm um percentual muito alto de compra de tabaco dos países da África e isso, no nosso entender, foi motivo principal que houve esse aumento no preço, quer dizer, a falta de 40 mil toneladas na produção e por outro lado o fumo brasileiro que está muito barato”, conclui.

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