Exportações de tabaco registram segundo pior desempenho para o primeiro quadrimestre desde 2022

Olá Jornal
maio28/ 2026

As exportações brasileiras de tabaco e seus demais produtos processados perderam força no início de 2026. Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) mostram que o Brasil embarcou US$ 700,7 milhões entre janeiro e abril, com volume de 24 mil toneladas, configurando o pior desempenho para um primeiro quadrimestre desde 2022.

Na comparação com o mesmo período do ano passado, a retração foi expressiva. No primeiro quadrimestre de 2025, as exportações do segmento haviam somado US$ 907,6 milhões, com embarques de 24 mil toneladas. Isso representa uma queda de 22,8% em valor, mesmo com estabilidade no volume exportado, o que indica uma perda relevante no preço médio negociado no mercado internacional.

O enfraquecimento do desempenho se torna mais evidente na comparação recente. Em 2024, o Brasil exportou US$ 776,6 milhões, com 24 mil toneladas embarcadas; em 2023, foram US$ 767,5 milhões, também com 24 mil toneladas; e, em 2022, US$ 692,6 milhões, com 24 mil toneladas. O resultado de 2026 mostra que, embora o volume físico tenha permanecido em patamar semelhante, a receita obtida com os embarques recuou de forma significativa.

A leitura histórica mostra que o comércio internacional brasileiro de tabaco e seus demais produtos processados passou por uma trajetória de forte transformação ao longo das últimas décadas. Em 1997, primeiro ano da série apresentada, as exportações no primeiro quadrimestre somavam US$ 409,9 milhões, com 90,6 mil toneladas embarcadas. Houve oscilações nos anos seguintes, com avanço consistente nos anos 2000 e consolidação de patamares mais elevados na década passada, culminando no recorde recente de US$ 907,6 milhões em 2025. O resultado de 2026 representa o menor valor desde 2022, mas ainda permanece acima de boa parte da série histórica em termos nominais.

PRINCIPAIS PARCEIROS
O principal fator para este desempenho negativo no primeiro quadrimestre foi a forte retração do mercado chinês, que reduziu suas compras em US$ 139 milhões, o que representa uma queda de 42,9% em relação ao início de 2025. Além da China, o setor enfrentou a ausência total de embarques para o Egito, que havia movimentado mais de US$ 20 milhões no ano passado, consolidando um cenário de maior cautela nos principais destinos globais da commodity.

A análise detalhada por países parceiros revela que o movimento de queda atingiu mercados estratégicos em diferentes continentes, com reduções superiores a 50% em destinos como Turquia e Colômbia. Na Europa e no Oriente Médio, as baixas foram acentuadas pela menor demanda da Alemanha, que comprou US$ 8,5 milhões a menos, e dos Emirados Árabes Unidos, com um recuo de US$ 16 milhões nas operações.

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