O setor do vestuário e calçadista de Venâncio Aires encerrou 2025 com desempenho mais fraco no mercado de trabalho formal em comparação a 2024. Os dados são do Caged e mostram aumento nas demissões e redução do estoque de trabalhadores, movimento que acompanha, em parte, a tendência observada em nível estadual no Rio Grande do Sul.
Na atividade de Preparação de Couros e Fabricação de Artefatos de Couro, Artigos para Viagem e Calçados, Venâncio Aires registrou, em 2025, 233 admissões e 273 desligamentos, resultando em saldo negativo de 40 postos. Em 2024, o cenário havia sido mais equilibrado, com 405 contratações e 400 demissões, o que garantiu saldo positivo de cinco vagas. Outro dado que chama atenção é a redução do estoque de trabalhadores, que caiu de 684 em 2024 para 320 em 2025, além da diminuição do tempo médio de emprego, de 17,9 para 11,5 meses.
Já no segmento de Confecção de Artigos do Vestuário e Acessórios, o quadro também se deteriorou. Em 2025, foram 343 admissões contra 452 desligamentos, gerando saldo negativo de 109 vagas. No ano anterior, o setor já havia fechado no vermelho, mas com impacto menor: saldo negativo de 55 empregos, resultado de 418 contratações e 473 demissões. Apesar da piora no saldo, o tempo médio de permanência no emprego aumentou significativamente, passando de 8,5 meses em 2024 para 41,4 meses em 2025, enquanto o estoque de trabalhadores subiu de 360 para 575.
CENÁRIO ESTADUAL
No Rio Grande do Sul, a indústria de couro e calçados também apresentou resultado negativo em 2025. O setor contabilizou 49.773 admissões e 54.345 desligamentos, com saldo de -4.572 empregos, pior que o registrado em 2024, quando o saldo já era negativo em -2.379 vagas. O estoque estadual de trabalhadores recuou de 93.117 para 88.545, enquanto o tempo médio de emprego aumentou levemente, de 19 para 20,5 meses.
Em contrapartida, o segmento de confecção de vestuário e acessórios mostrou reação positiva no Estado. Em 2025, foram 9.935 contratações e 9.860 demissões, garantindo saldo positivo de 75 postos, revertendo o desempenho de 2024, que havia fechado com saldo negativo de 775 empregos. O estoque de trabalhadores manteve-se praticamente estável, em torno de 18,9 mil, com leve redução no tempo médio de emprego, de 22,7 para 21,2 meses.
