Afubra: sete décadas em defesa dos produtores de tabaco

Olá Jornal
março21/ 2025

No dia 21 de março, a Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra) celebra seus 70 anos de existência, consolidando-se como uma das principais entidades de defesa dos produtores de tabaco no país. Desde sua criação, em 1955, a organização tem sido fundamental para a representação dos agricultores do setor e a garantia de melhores condições para a classe.

Venâncio Aires tem ligação muito próxima com a criação da Afubra. Isso porque, na década de 1950, antes da criação dos Sindicatos Rurais, através da Associação Rural do município, houve apoio para a formalização de uma entidade voltada aos fumicultores. Além da Capital do Chimarrão, as associações rurais de Santa Cruz do Sul, Candelária e Rio Pardo, tiveram papel fundamental para garantir apoio na fundação da nova entidade.

Naquele período os maiores produtores de tabaco do país estavam nestes quatro municípios, além de Santo Ângelo, que tinha importante parcela de produção do tabaco de galpão.

Ao longo das décadas, a entidade se destacou por conquistas significativas, incluindo a implantação de um seguro agrícola privado que se tornou modelo para todo o Brasil.

PARCERIAS
Benício Werner, ex-presidente e filho do fundador da Afubra, Harry Antônio Werner, relembra que a entidade surgiu em um contexto no qual não existia sindicalismo rural estruturado. “As associações rurais eram as principais organizações que atuavam junto aos agricultores. A necessidade de melhores preços, estabilidade de mercado e segurança contra o granizo foram os pilares que motivaram a criação da Afubra”, conta.

O edital de convocação para a fundação da entidade foi publicado em 19 de março de 1955, com apoio de produtores dos quatro municípios. Com o passar dos anos, a Afubra fortaleceu sua atuação, participando da fundação da International Tobacco Growers’ Association (ITGA), entidade que congrega os maiores produtores mundiais de tabaco e que foi criada em Santa Cruz do Sul.

LUTAS
O presidente da Afubra, Marcílio Drescher, reforça que a entidade nasceu da necessidade de organização da categoria. “No início, não havia representação alguma para os produtores de tabaco. Era essencial negociar um preço justo e estabelecer uma forma de pagamento organizada”, explica. Para isso, a Afubra implementou levantamentos de custo de produção, um trabalho que permanece até os dias atuais para garantir que os produtores recebam um valor justo pelo tabaco.

Outro momento marcante na história da entidade foi a discussão da Convenção-Quadro para o Controle do Tabaco, que trouxe regulamentações amplas ao setor. “Graças à nossa atuação, o Brasil conseguiu manter-se como um dos maiores exportadores de tabaco, evitando impactos mais severos para os agricultores”, ressalta Drescher.

PROTEÇÃO
Um dos grandes diferenciais da Afubra é o sistema mutualista, que oferece segurança aos agricultores em casos de perdas devido a eventos climáticos. “Desde o início, buscamos garantir a estabilidade da safra e uma segurança financeira para os produtores”, explica Drescher. O seguro contra granizo foi uma das soluções mais relevantes implantadas pela entidade, protegendo milhares de agricultores ao longo das décadas.

FUTURO
Setenta anos após sua fundação, a Afubra segue firme em sua missão de representar e proteger os interesses dos fumicultores brasileiros. A entidade continua acompanhando de perto as mudanças do mercado e as tendências globais do setor, buscando sempre alternativas que garantam a sustentabilidade da produção e o bem-estar dos produtores. Atulamente a entidade conta com 95 mil famílias associadas.
”Continuamos sempre vislumbrando o direcionamento para onde vai o consumo, os rumos da produção, para ter o equilíbrio e informar os nossos associados da melhor forma possível,” reforça Drescher.

FOTO: Willian Oliveira

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