Enquanto o cultivo de feijão enfrenta uma retração significativa no Rio Grande do Sul, Venâncio Aires apresenta um cenário de maior estabilidade para a próxima safra. A projeção da Emater/RS-Ascar indica 250 hectares destinados à cultura em 2026/2027, mantendo a área registrada no ciclo anterior e interrompendo a sequência de redução observada nos últimos anos.
No município, a expectativa também é de melhora na produtividade. O rendimento médio deve passar de 2.172 quilos por hectare na safra 2025/2026 para 2.200 kg/ha na próxima temporada. Com isso, a produção projetada chega a 550 toneladas de feijão, ante cerca de 543 toneladas estimadas no ciclo anterior.
O desempenho local contrasta com o cenário estadual. Segundo dados da Emater/RS-Ascar divulgados em junho, a primeira safra de feijão no Rio Grande do Sul somou 41.320 toneladas, queda de 26,3% em relação às 56.098 toneladas do ciclo anterior. A área cultivada recuou 22,3%, de 30.797 para 23.942 hectares, enquanto a produtividade média ficou em 1.726 kg/ha.
Na segunda safra, a retração é ainda mais expressiva. A área foi reestimada em 9.818 hectares, redução de 45,7% sobre os 18.070 hectares do ano anterior. A produtividade prevista ficou em 1.414 kg/ha, com produção estimada em 13.880 toneladas, 37,2% abaixo das 22.111 toneladas colhidas em 2025.
Cenário local
Em Venâncio Aires, a trajetória é diferente. A área destinada ao feijão, que chegou a 310 hectares em 2018/2019 e 300 hectares em 2020/2021, foi reduzida gradualmente até alcançar 250 hectares. A nova projeção mantém esse patamar e sinaliza uma estabilização da cultura no município.
A expectativa de produtividade de 2,2 mil kg/ha também coloca o rendimento local acima da média registrada na primeira safra estadual de 2026, de 1.726 kg/ha. Assim, mesmo com uma participação pequena diante das principais culturas agrícolas do município, o feijão mantém espaço entre as atividades desenvolvidas pelos produtores locais.
FOTO: Sebastião José de Araújo/Embrapa
