Modelos hidrológicos subestimaram cheia do Rio Taquari, admite Defesa Civil do Estado

Olá Jornal
julho23/ 2026

A Defesa Civil do Rio Grande do Sul reconheceu que os modelos hidrológicos utilizados para projetar o comportamento dos rios subestimaram a intensidade da cheia registrada no Rio Taquari nesta semana. A informação foi confirmada nesta quarta-feira, 22, pelo coordenador estadual da Defesa Civil, Luciano Boeira, em entrevista à Rádio Gaúcha.

Segundo Boeira, as primeiras projeções indicavam a ocorrência de alagamentos e transtornos em diversas regiões do Estado, mas não apontavam, inicialmente, uma elevação do Rio Taquari na intensidade observada nos últimos dias.

O coordenador explicou que o cenário foi provocado pelo elevado volume de chuva concentrado na cabeceira da bacia do Taquari, onde municípios como Marau e Paraí registraram acumulados superiores a 200 milímetros. Conforme ele, as informações processadas pelos modelos hidrológicos não refletiram, em um primeiro momento, a magnitude da resposta do rio.

Durante a madrugada, uma nova atualização dos modelos alterou a previsão e indicou uma rápida elevação do nível do Taquari. A partir disso, o Centro de Monitoramento da Defesa Civil passou a contatar as prefeituras da região para que os planos de contingência fossem colocados em prática e as comunidades em áreas de risco fossem alertadas.

Boeira destacou ainda que outros rios importantes da região, como Carreiro, Forqueta e Guaporé, apresentavam comportamento mais estável, indicando que o principal fator para a inundação foi o volume excepcional de chuva concentrado na nascente do Rio Taquari.

FOTO: Reprodução/Portal RVA

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