Os dados consolidados do Novo Caged revelam que o trabalhador de Venâncio Aires permanece, em média, 12,2 meses no mesmo vínculo empregatício antes de ser desligado. O levantamento, que abrange a movimentação do mercado de trabalho formal entre os meses de janeiro e maio de 2026, demonstra cenários bem distintos na rotatividade de mão de obra de acordo com cada ramo de atividade econômica no município.
O setor de serviços desponta como o principal destaque na retenção de profissionais na cidade. Com uma média de 15,7 meses de tempo de serviço dos trabalhadores desligados, a área supera os demais grandes grupamentos. Essa estabilidade maior reflete a natureza das atividades prestadas e a necessidade de equipes contínuas em diversos segmentos desse mercado.Ao observar os recortes dentro do próprio setor de serviços, algumas áreas impulsionam essa média para cima de forma contundente. O segmento classificado como outros serviços registra uma permanência média de 34,9 meses, chegando a expressivos 46,6 meses nas atividades de organizações.
A área de administração pública, defesa, seguridade social, educação e saúde humana também demonstra forte vínculo empregatício, mantendo os profissionais por uma média de 20,1 meses.
Em contraste com a retenção prolongada observada nos serviços, os outros pilares da economia local apresentam uma dinâmica de rotatividade mais acelerada.
A indústria, que é historicamente responsável pelo maior volume de admissões e registrou um saldo positivo de mais de quatro mil vagas no período analisado, apresenta um tempo médio no emprego de 10,6 meses.
A agropecuária e a construção civil seguem uma tendência de permanência mais curta, com médias de 10 e 10,9 meses, respectivamente. O comércio apresenta um cenário intermediário, segurando seus profissionais por cerca de 13 meses.
