Cartões-postais resgatam memórias e conectam histórias nos 135 anos de Venâncio Aires

Olá Jornal
maio16/ 2026

Em meio à instantaneidade das mensagens digitais, uma ação promovida pelo Olá Jornal durante a Festa Nacional do Chimarrão (Fenachim) convidou a comunidade a desacelerar e reviver um gesto carregado de afeto: escrever e enviar um cartão-postal para alguém especial em celebração aos 135 anos de Venâncio Aires. A iniciativa também ganhou as páginas da edição extra comemorativa de aniversário, encartada e distribuída no último sábado, 09, ampliando a proposta de conectar pessoas por meio da escrita e da memória afetiva.

A experiência despertou sentimentos nostálgicos e reflexões entre os participantes. Para a professora de Artes Rafaela Wenzel, o convite trouxe imediatamente lembranças da infância e do aprendizado da comunicação escrita.

Para a professora de Artes Rafaela Wenzel, o cartão trouxe imediatamente lembranças da infância

“A primeira sensação que tive foi: será que eu ainda sei escrever um cartão-postal? E isso me levou direto para a minha segunda série, quando aprendíamos a escrever cartas, como preencher, como nos comunicar dessa forma. Achei algo muito poético, especialmente em tempos de WhatsApp, em que parece que esse tipo de comunicação ficou obsoleto, mas que ainda carrega um significado muito bonito”, relatou.

Encantada também pela arte dos cartões, que retratavam Venâncio Aires em diferentes cores e perspectivas, Rafaela decidiu direcionar sua mensagem aos filhos. Para ela, mais do que um gesto simbólico, a experiência representa uma importante reconexão com tradições que ajudam a compreender o presente e projetar o futuro.

“Eu acredito que conhecer as tradições é tão importante quanto pensar em inovação. Entender de onde viemos nos ajuda a perceber possibilidades para o futuro, compreender como o pensamento foi mudando em cada época, em cada cultura. Como professora de Artes, sempre digo que, para conhecer a história de um povo, é preciso conhecer a cultura e a arte que ele produz, porque isso revela muito sobre como aquela sociedade pensa, vive e se relaciona”, destacou.

A ação também proporcionou encontros entre gerações. A aposentada Celina Manchini, 67 anos, levou a neta, Manuela Manchini da Silva, 10 anos, ao estande do Olá Jornal na Fenachim para participar da experiência. Para Manuela, foi a primeira vez escrevendo e enviando um cartão-postal, um tipo de correspondência que ela sequer conhecia até então. Animada com a novidade, a menina escreveu mensagens para uma tia que mora em Umuarama (PR) e para duas primas, uma em Rancharia (SP) e outra em Araguaína (TO). Já para Celina, a experiência significou um reencontro com uma prática deixada para trás há muitos anos. “Gostei muito da sensação, é muito boa, de estar voltando no tempo, porque hoje tudo é muito fácil no celular”, contou.

Para completar a missão, a avó precisou até recorrer ao telefone e ligar para a irmã para confirmar o endereço de uma das destinatárias, um detalhe que tornou a experiência ainda mais autêntica e afetiva.
A proposta do Olá Jornal transformou uma lembrança aparentemente simples em uma experiência de afeto, reflexão e pertencimento, mostrando que, mesmo em tempos digitais, algumas formas de comunicação seguem capazes de emocionar, especialmente quando ajudam a celebrar a história de uma cidade e as conexões construídas ao longo dela.

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