Indústria do tabaco se destaca com salários acima da média nacional e presença de mulheres em postos qualificados

Olá Jornal
maio04/ 2026

O 5º Relatório de Transparência Salarial e de Critérios Remuneratórios, divulgado nesta segunda-feira, 27, mostra que a indústria do tabaco apresenta indicadores salariais superiores à média nacional entre empresas privadas com 100 ou mais empregados.

Neste 1º de maio, Dia do Trabalhador, os números também reforçam a força do setor na geração de empregos formais, renda e oportunidades, evidenciando a relevância econômica da cadeia produtiva para milhares de trabalhadores brasileiros.

Mesmo representando um nicho específico da economia, o setor reúne 28 estabelecimentos e mantém 9.527 vínculos formais de trabalho, com remuneração expressivamente acima dos números gerais do país.
A remuneração média na indústria do tabaco é de R$ 6.711,59, valor 46% maior que a média nacional, de R$ 4.594,89. Já o salário contratual mediano chega a R$ 4.075,55, superando em 77,6% o indicador nacional, fixado em R$ 2.295,36.

Os dados indicam que o segmento oferece empregos de maior valor agregado, com salários competitivos e forte capacidade de geração de renda formal.

MULHERES
A participação feminina também chama atenção. As mulheres somam 3.694 vínculos empregatícios, o equivalente a 38,8% da força de trabalho do setor, percentual próximo ao observado em diversos ramos industriais tradicionalmente masculinizados.

Além da presença numerosa, há inserção em funções estratégicas e técnicas, demonstrando avanço da participação feminina em atividades historicamente concentradas entre homens.

ESTRUTURA QUALIFICADA
Os maiores salários da cadeia produtiva aparecem entre dirigentes e gerentes, com remuneração média de R$ 26.107,68, sinalizando presença de cargos de liderança bem remunerados.

Também se destacam os profissionais de nível superior, com média salarial de R$ 10.874,34, e os técnicos de nível médio, com R$ 7.112,12, evidenciando demanda por mão de obra qualificada e especializada.
Esses números reforçam o perfil industrial do setor, baseado em gestão, tecnologia, processos produtivos e qualificação profissional.

Com quase 10 mil vínculos registrados em apenas 28 estabelecimentos, a indústria do tabaco apresenta elevada concentração de empregos formais por unidade produtiva. Isso sugere operações estruturadas, escala relevante e forte capacidade de organização produtiva.

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