Entidades iniciam visitas a empresas fumageiras para acompanhar comercialização da safra 2025/2026

Olá Jornal
abril08/ 2026

Teve início nesta semana a agenda de visitas da comissão formada por entidades representativas dos produtores de tabaco às empresas fumageiras da região Sul do Brasil. As ações ocorrem de forma simultânea nos três estados, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná, com o objetivo de acompanhar de perto o processo de comercialização da safra 2025/2026.

A iniciativa é conduzida pela Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra), em conjunto com as federações da agricultura, Farsul, Faesc e Faep, e dos trabalhadores rurais, Fetag, Fetaesc e Fetaep.
Durante as visitas às unidades das empresas, a comissão concentra a atenção em pontos considerados essenciais para os produtores, como a qualidade do produto entregue, os critérios de classificação adotados pelas companhias, o cumprimento das normas estabelecidas em portaria e os preços efetivamente pagos pelo tabaco.

De acordo com o presidente da Afubra, Marcilio Drescher, a ação busca ampliar o contato com as empresas durante a compra da atual safra. “O acompanhamento busca garantir maior transparência no processo de compra, especialmente em um momento em que produtores demonstram preocupação com a forma como o tabaco vem sendo avaliado nas esteiras das empresas. A intenção é verificar se a classificação está sendo realizada de maneira adequada e se os valores pagos correspondem à qualidade da produção apresentada”, destacou.

Além da verificação técnica, a agenda também tem como objetivo fortalecer o diálogo com as empresas fumageiras e reunir informações que contribuam para uma representação mais precisa das demandas dos produtores da região Sul, principal polo produtor de tabaco do país.

A mobilização conjunta entre entidades patronais e de trabalhadores rurais reforça a preocupação do setor com a condução da safra atual. “A atuação integrada evidencia a necessidade de assegurar justiça, equilíbrio e respeito às regras estabelecidas no momento da comercialização”, conclui Drescher.

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