O Pavilhão da Agricultura Familiar encanta pela diversidade de produtos. Além das 177 agroindústrias, o espaço também conta com 23 expositores de artesanato, 19 de plantas e flores e três iniciativas indígenas. A pluralidade encanta os visitantes, que lotam os corredores para admirar e comprar os produtos provenientes de 122 municípios das mais variadas regiões do Rio Grande do Sul. Com área de 3.480 metros quadrados, a infraestrutura está localizada à direita do pórtico de entrada da feira e conta com suporte da Afubra, Secretaria de Desenvolvimento Rural, Emater/RS-Ascar e Fetag-RS.
A agricultora Sandra Neitzke Hornke aproveitou o fim de tarde nesta quarta-feira, dia 25, para fazer suas compras antes de embarcar de volta para Canguçu, no Sul do Estado, distante 189 quilômetros da Expoagro Afubra. Ao lado do esposo Gildonei e dos três filhos, Ryah, Bruno e Rafaela, a visitante comprou flores, artesanato e também produtos alimentícios. “Não tem como visitar a feira e não passar por aqui. Viemos no início do dia para conhecer os estandes e agora retornamos para fazer nossas compras”, conta. Produtor de tabaco, o casal visitou a feira pela segunda vez.
No setor de artesanato, o casal Olasio Lopes dos Santos e Adriana Saraiva Staehler expõe seus produtos torneados em madeira pela primeira vez. Os produtores rurais de Sinimbu conseguiram as carteirinhas de artesãos no ano passado e agora estreiam na Expoagro Afubra com muito otimismo. No estande 181, vendem cuias, taças, potes e itens de decoração, tudo feito a partir da madeira cultivada na própria unidade familiar. São em torno de 15 opções disponíveis aos visitantes, com preços que variam de R$ 35,00 a R$ 330,00.
“Estou sempre criando coisas novas”, orgulha-se o artesão. Santos produziu o próprio torno onde molda suas invenções, fabricado a partir de ferros cedidos por um amigo. Com autorização para comercializar seus produtos em todo Estado e também no País, através do Programa Gaúcho de Artesanato e do Programa de Artesanato Brasileiro, agora o objetivo é ir ainda mais longe e viabilizar caminhos para levar o artesanato de madeira para o exterior. “Já temos pedidos na Alemanhã e nos Estados Unidos”, comemora Adriana.
Das sementes crioulas às rosas do deserto
O feirante Moisés de Borba Ribeiro produz rosas do deserto desde 2011. Um ano depois, ele participou de sua primeira Expoagro Afubra, onde marca presença desde então para apresentar os diferenciais de suas plantas. “A rosa do deserto tem um formato único, com muita beleza nos caules e flores”, destaca. Segundo o produtor, a espécie é resistente e durável, mas precisa de cuidados básicos, especialmente com a geada e o excesso de umidade nos meses mais frios. “No inverno, o recomendado é deixar o vaso em uma área coberta e não irrigar. Essas plantas podem ficar até meio ano sem água”, conta.
Para quem escolher sua rosa do deserto na Expoagro Afubra, Ribeiro garante todas as orientações de manejo, para inverno e verão. No estande 209, vende as mudas a R$ 10,00 e as plantas adultas a R$ 40,00. Outro produto que faz sucesso no espaço são as sementes crioulas de diferentes espécies, como milho, feijão, moranga, girassol e melão da neve. Conforme o agricultor, que cultiva as sementes na propriedade em Mato Leitão, esses exemplares rústicos garantem a produção de alimentos mais naturais, saborosos e saudáveis. “As sementes crioulas também garantem lavouras mais resistentes a doenças.”
CRÉDITO: AI Afubra
