Escritor venâncio-airense Sérgio Rosa integra coletânea em homenagem a Carolina Maria de Jesus e Abdias do Nascimento

Olá Jornal
agosto20/ 2025

O escritor e ator venâncio-airense Sérgio Rosa participa de mais uma coletânea literária, ao lado de outros 14 autores e autoras negras de diferentes estados brasileiros. A obra, intitulada Traduzindo Orun Ayê, foi lançada pela Editora Notas de Escurecimento, de São Paulo, e reúne 81 textos que celebram duas personalidades marcantes da intelectualidade negra no Brasil: Carolina Maria de Jesus e Abdias do Nascimento.

Carolina Maria de Jesus ficou conhecida pelo clássico Quarto de Despejo, publicado em 1960, e Abdias do Nascimento se destacou como ator, poeta, dramaturgo, artista plástico, professor, político e ativista dos direitos civis e humanos das populações negras.

“Poder compor um livro junto com outros escritores e escritoras falando e homenageando duas personalidades negras tão importantes, que são referências na construção desse país, pra mim é de suma importância. Sou muito grato por poder ser esse escritor negrejado”, destacou Rosa.

Na coletânea, Sérgio assina cinco contos inéditos, todos escritos em 2024: Em Aula, O Sonho, Representatividade, Um Olhar Social e Uma Negra Poesia. “São textos que têm muito de mim, que trazem verdades reais, cada um à sua maneira, com sua essência. São escritos que proporcionaram reflexões profundas no leitor”, afirmou o autor.

Além de Sergio, participam da coletânea os escritores e escritoras Adriano Moura, Clodd Dias, Diogo Nógue, Gilda Portella, Ilma Fátima de Jesus, Jefferson Lima, Leandro Passos, Lilia Guerra, Negro Du, Plínio Camillo, Renan Wangler, Rozzi Brasil, Sued Fernandes e Thiago Pedroso.

Idealizado por Plínio Camillo e Rozzi Brasil, o livro é apresentado como uma ferramenta de resistência e reflexão. “Quinze autoras e autores negros tecem narrativas que celebram Carolina Maria de Jesus e Abdias Nascimento, pilares da intelectualidade negra. Este livro é ferramenta e flecha: uma coletânea de palavras que curam, despertam e resistem”, reforça o organizador Plínio Camillo.

CRÉDITO: AI Sérgio Rosa

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