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Venâncio sai antes do top cinco de empregos no Rio Grande Sul com o fim da safra

Olá Jornal
julho01/ 2019

A proximidade do fim da safra de tabaco, que começou antes neste ano, antecipa a saída de Venâncio Aires da lista dos cinco municípios que mais geraram empregos no Rio Grande do Sul até agora. O movimento de ser um dos que mais emprega, que dura quatro meses, para um dos que mais demite é comum na Capital do Chimarrão, mas neste ano ocorre um mês antes do que em 2018. As informações constam no relatório mensal do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged).

Desde janeiro, o município oscilava entre a segunda e terceira posição no ranking, desempenho igual ao de 2018 quando atingiu essas posições também por quatro meses. A diferença neste ano, no entanto, é que o município ingressou antes na lista, em janeiro, e saiu antes também, em maio, reflexo da antecipação da safra que aqueceu o número de vagas nas indústrias já no início do ano. Em 2018, o município ingressou no top cinco em fevereiro e saiu em junho.

Neste ano, portanto, é em maio que o cenário muda e com saldo geral de 58 vagas, Venâncio cai para a nona posição no estado. A indústria da transformação, setor que mais emprega e onde estão as fumageiras, ainda mantêm-se positivo com saldo de 94 postos de trabalho, mas já está longe das 806 vagas que registrou em abril.

DESEMPENHO
Este resultado é o pior para maio desde 2013, ano em que o mês teve o pior desempenho com saldo geral negativo de 238 vagas, sendo 209 somente na indústria da transformação. No ano passado, Venâncio chegava neste período ao saldo geral de 786 empregos, com 815 postos na indústria da transformação. Os melhores resultados para o mês de maio foram 2018, com saldo geral de 786 empregos e 815 na indústria da transformação, e 2012, com saldo geral de 800 empregos sendo 786 deles na indústria da transformação. Nos demais anos desse período oscilou entre 100 a 400, aproximadamente.

A antecipação da safra de tabaco também reflete no ano, cujo desempenho de 2019 é melhor do que o de 2018. Enquanto nos quatro meses meses de 2018 o saldo geral era de 4.227 vagas, sendo 4.102 na indústria da transformação, em 2019 são 4.572 postos de trabalho no saldo geral e 4.3602 na indústria da transformação.

DIFERENÇA
A influência do maior empregador, a indústria da transformação, também foi acentuada no mês de maio. Enquanto o setor registrou saldo de 94 vagas, o segundo colocado do mês, extrativo mineral teve apenas um emprego. Os demais tiveram saldo negativo e, novamente ficou na mão do setor do tabaco, manter o índice geral positivo em 58 vagas.
A diferença entre o primeiro e o segundo que mais empregaram em maio de 2018 também foi brutal. Foram 815 na indústria, contra oito vagas no comércio, com saldo no mês de 786 postos de trabalho.