Usina de lixo e energia solar nos últimos dias de agenda na Coreia do Sul

Guilherme Siebeneichler
agosto24/ 2017

Nos dois últimos dias de agenda na Coreia do Sul, a Comitiva do Brasil pode conhecer diversos projetos voltados para o reutilização. Na quarta-feira, 23, o grupo liderado pelo Presidente do Consórcio Intermunicipal de Serviços do Vale do Rio Pardo (Cisvale), Giovane Wickert conheceu a Usina de reciclagem Lixo YangJu e ficou empolgado com a tecnologia e o trabalho de reutilização do material feito no local. Além da Usina, o grupo visitou o maior parque de energia solar fotovoltaica da Ásia e pode trocar ideias com os gestores da empresa sobre a economia e o ganho com a energia gerada através das placas.

Em um complexo administrativo e esportivo, para uso da comunidade, a Usina de Reciclagem de Lixo da Coreia do Sul impressionou o grupo brasileiro. No local o lixo é processado, depois incinerado e o gás que resulta ainda é tratado antes de ser liberado na atmosfera. Depois do processo, apenas 6% de massa sobra e este material é utilizado para a confecção de cimentos e pavies e utilizado na pavimentação urbana. “Processo muito interessante onde pode ser feito através de linhas de produção com 20 toneladas por dia, em média cada incinerador processa até 100 toneladas, sendo que boa parte do material gira turbinas através do calor e produz energia elétrica, que 60% é consumido pelo próprio processo da Usina e o restante é jogado como crédito para a rede, fazendo com que se ganhe dinheiro com o processo”, ressalta Wickert ao lembrar que o entorno da Usina é um grande parque com quadras esportivas, piscinas, e áreas de lazer.

Já no Parque de Energia Fotovoltaica, o grupo pode apreciar o trabalho feito em 50 hectares localizados em um topo do morro do interior da cidade. As placas para geração de energia são instaladas de forma que o espaço abaixo delas, que acompanham o movimento do sol, são utilizados para a plantação de hortifrutigranjeiros. O complexo tem capacidade de geração de 40 megawatts por dia, energia suficiente para garantir o atendimento a uma população de 40 mil habitantes. “Nossos municípios dos Vales buscam maneiras de conseguir diminuir os custos com a energia, ao menos, nos prédios públicos. Em Venâncio Aires, por exemplo, gastamos em média R$300 mil mensal com as contas de luz”, pontuou.

Nesta quinta-feira, 24, a agenda do grupo ocorreu na empresa LMH de Hwasung, a maior empresa de soluções de LED da Coreia do Sul. No encontro, a empresa assinou um acordo de cooperação com a Câmara de Comércio e Indústria Brasil – Coreia. Após, a comitiva seguiu para a empresa de Semi Condutores de Seoul que desenvolve atualmente 14% das soluções LED e em breve deve chegar a 20%.  Amanhã, 25, é o último dia da Missão Coreia. O grupo terá encontro com os empresários da Shinsungeng, que também trabalha com energia solar, e após embarca de volta ao Brasil onde deve chegar na noite de sábado, 26.

CRÉDITO: Coordenadoria de Comunicação e Marketing PMVA