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Tabaco é tema de sessão especial na Câmara de Vereadores de Santa Cruz do Sul

Guilherme Siebeneichler
abril25/ 2017

A Câmara de Vereadores de Santa Cruz do Sul realizou sessão especial na segunda-feira, 24 de abril, para falar sobre a cadeia produtiva do tabaco. Destinada aos vereadores e para toda a comunidade, o encontro serviu para apresentar números de produção e exportação, bem como as pesquisas e atividades realizadas pelo setor. O presidente da Câmara, Paulo Henrique Lersch, destacou a importância do tabaco e de realizar essa integração com o principal setor produtivo do município. “Temos que ouvir e ficar cientes das ações que estão sendo realizadas por nossas indústrias”, afirmou.

Produto de inquestionável importância no agronegócio brasileiro, o tabaco, além de manter o homem no campo com qualidade de vida, é a principal fonte de receita para centenas de municípios. Em muitos destes, é a mola propulsora do desenvolvimento. Atualmente, a cultura do tabaco está presente em 574 municípios do sul do Brasil, envolve mais de 144 mil famílias de agricultores, 576 mil pessoas no meio rural. Ao deixar a casa do produtor, o tabaco passa por um processo de beneficiamento que envolve cerca de 40 mil pessoas em indústrias altamente qualificadas, localizadas em sua maioria na região do Vale do Rio Pardo (RS). Historicamente, cerca de 90% da produção é exportada para 90 países, colocando o Brasil na primeira posição do ranking mundial de exportação desde 1993.

O presidente do Sindicato Interestadual da Indústria do Tabaco (Sinditabaco), Iro Schünke, também compartilhou os resultados da pesquisa encomendada junto à Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs) sobre o perfil socioeconômico do produtor de tabaco da região Sul. “O bom padrão socioeconômico dos produtores de tabaco ficou evidenciado no estudo. Enquanto 80,4% dos produtores de tabaco enquadram-se nas classes A e B, a média geral brasileira não chega a 22%”, informou. A renda per capita mensal média na população de produtores de tabaco da Região Sul é de R$ 1.926,73, enquanto a renda per capita no Brasil é de R$ 1.113,00 (IBGE, 2015). Além disso, 62% dos produtores de tabaco dispõem de outras rendas, além daquela proveniente do cultivo do tabaco.

Schünke também listou os principais desafios do setor, caso do combate ao contrabando e as medidas restritivas advindas da Convenção-Quadro para o Controle do Tabaco. Citou também a importância de o Brasil manter a qualidade e integridade do produto para manter sua competitividade no mercado mundial.

O executivo levou ainda informações aos vereadores sobre o Instituto Crescer Legal que tem como meta oferecer subsídios para que o jovem permaneça e se desenvolva no meio rural e, ao mesmo, tempo oportunidades para combater o trabalho infantil no campo. Diretor-presidente da entidade, ele apresentou as ações do Programa de Aprendizagem Profissional Rural que oferta cursos profissionalizantes em municípios produtores de tabaco. O projeto-piloto está em andamento em Candelária, Santa Cruz do Sul, Vale do Sol, Venâncio Aires e Vera Cruz. As principais ações do Instituto foram compiladas em um relatório institucional, disponível no site www.crescerlegal.com.br.

CRÉDITO: AI/Sinditabaco