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Safra do tabaco deve encerrar com 674 mil toneladas colhidas

Guilherme Siebeneichler
fevereiro22/ 2017

A comercialização da safra do tabaco está apenas no início, mas a expectativa, assim como em grande parte do setor primário, é de bons rendimentos aos produtores. Sem quebras significativas nas lavouras de fumo, a expectativa é colher 21.302 toneladas de tabaco, só em Venâncio Aires. Com este rendimento, o município deve voltar ao topo dos maiores produtores.

Os dados da Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra) também projetam que a safra 2016/2017 garantirá produção de 674.145 toneladas, no país. Deste total, metade (328.596 toneladas) será destinado a exportação. O tabaco é o segundo item mais comercializado pelo Rio Grande do Sul no mercado internacional, ficando atrás apenas da soja em grãos.  A Afubra projeta crescimento de 25% na produção de fumo dos três estados do Sul do Brasil. A safra passada fechou em 539 mil toneladas. Sendo 280 mil toneladas no Rio Grande do Sul, 151 mil em Santa Catarina e 108 mil no Paraná.

A comercialização do produto deve gerar cerca de R$ 6,5 bilhões em receitas. Segundo o gerente técnico da Afubra, Paulo Vicente Ogliari, a comercialização do tabaco iniciou ainda no fim de dezembro e deve seguir até o mês de julho. “Ainda não temos dados sobre o ritmo da comercialização, porém tudo indica que será boa para os produtores.”

Na safra passada houve quebra de 150 mil toneladas por conta das intempéries climáticas. Mesmo que ainda não tenha encerrado o período de colheita, a entidade representativa dos fumicultores projeta o início da próxima safra (2017/2018) inicia no mês de setembro.

AVALIAÇÃO

O presidente da Afubra, Benício Werner, acredita em crescimento dos números da safra. “A estimativa inicial foi realizada no ano passado. Estamos fazendo levantamentos com os produtores e constatando que terá aumento.”
Segundo o dirigente a qualidade do tabaco na atual safra garantirá bons rendimentos, apesar
das dificuldades nas negociações com a indústria.