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Safra de tabaco tem redução na produção e no preço

Olá Jornal
novembro12/ 2019

A safra de tabaco 2018/2019 fecha com menos produção e menor preço pago pelo produto. Os números finais foram divulgados pela Afubra e apontam uma produção de 664.355 mil toneladas nos três estados do Sul contra 685.983 na safra 2017/2018. A maior produção ficou com o RS (320.788 mil toneladas) representando 48%. A segunda colocação foi para SC (214.598 mil toneladas) com 32% seguido do PR (128.969 mil toneladas) significando 20%.

Os preços também reduziram tanto na variedade Virgínia quanto do Burley. No Virgínia, caíram de R$ 9,29 para R$ 8,92 e no Burley, de R$ 8,32 para R$ 8,30. Por estados, no RS 8,96, em SC 8,92 e no PR 8,33, isto na variedade Virgínia.

O presidente da Afubra, Benício Werner, explica que embora a produção tenha sido menor os preços não foram maiores devido à queda na qualidade em no PR e SC devido a um problema climático e à rigidez na classificação, no caso do Virgínia, e à alta produtividade de outros países, no caso do Burley. “Em parte foi o clima em PR e SC, mas no RS o preço médio deveria ser uma pouco mais do que R$ 9,06. O que sentimos no acompanhamento de preço, o produtor se queixou da rigidez na comercialização que foi um dos pontos.”

INFLUÊNCIA MUNDIAL
Já em relação ao Burley, o aumento da produção no Malawi e Moçambique é que tem prejudicado o preço pago pelo tabaco do Brasil. “Temos problema muito sério em termos de produção de concorrência com a África pois que eles estão produzindo muito principalmente Burley. O Malawai é o país que mais produz e em segundo lugar um país que há 10 anos atrás nem aparecia no mapa de produção, que é o Moçambique, com 100 mil toneladas. Então trouxe problemas para o Brasil e o preço deles é muito baixo”, afirma Werner.

O assunto será pauta da próxima reunião da Associação Internacional de Produtores de Tabaco (ITGA silga em inglês). Segundo o presidente da Afubra, é preciso mostrar à estes países que os preços que eles estão auferindo são muito baixos em relação aos que demais países estão recebendo e se eles continuarem a produzir mais os preços mundiais vão cair e vai pressionar os demais produtores.