Professores e pais do Casva vão à Câmara e prefeito diz que a entidade não será fechada

Guilherme Siebeneichler
outubro10/ 2017

A sessão desta segunda-feira, 09, foi marcada pelo plenário Vicente Schuck lotado. Pais, amigos e profissionais do  Centro de Assistência Social de Venâncio Aires (Casva) ocuparam todas as cadeiras do espaço destinado a platéia da Câmara de Vereadores. A instituição corre o risco de ter recursos federais cortas por não cumprir determinações legais referente a sua filantropia. A principal delas é a renda dos familiares que utilizam o espaço. Durante a tribuna livre desta semana, a presidente da Associação de Pais e Mestres (APM) da instituição, Vanessa Maria Konrad Nagel, pediu apoio aos vereadores para soluções, evitando o fechamento do centro.

“Estamos sujeitos a perder a primeira creche de Venâncio Aires com 52 anos de história. São mais de 200 famílias envolvidas na Casva. O problema esbarra na questão legal e estamos envolvidos para encontra soluções,” destacou.

A situação foi comentada pelo vereadores venâncio-airenses. Tiago Quintana (PDT) cobrou do prefeito Giovane Wickert (PSB), que acompanhava a reunião, uma posição e solução. “Esse tema não é novo, vem sendo discutido há pelo menos 9 meses. É de responsabilidade do prefeito e está no seu plano de governo.”

O parlamentar de oposição sugeriu, como medida emergencial, a prorrogação da atual contratação de serviços. O presidente da Casa, Gilberto Santos (PTB), permitiu que o prefeito esclarecesse a situação, ocupando a tribuna, medida questionada e criticada pelos vereadores de oposição. “Isso aqui está virando o Executivo, é preciso garantir a independência do Legislativo, presidente,” indagou Ana Cláudia do Amaral Teixeira (PDT).

Durante seu pronunciamento o prefeito destacou que a equipe de governo está trabalhando na situação e garantiu que o Casva não será fechado. “O maior interessado é o Município para que se mantenha as atividades. Posso garantir que o Casva não fecha.”

A secretária municipal de Educação destacou que a secretaria nunca projetou o fechamento do centro. “Vamos analisar a situação com o Jurídico para manter todas as atividades. O tempo inteiro afirmamos a viabilidade do Casva,” argumentou Joice Battisti Gassen.

Entre aplausos e vaias a sessão tumultuada encerrou após a discussão da situação ao longo de quase uma hora. Agora o Executivo Municipal avalia as alternativas para manter os repasses federais, que alcançam em média R$ 24 mil mensais, para atender 111 crianças na educação infantil.

 

Guilherme Siebeneichler